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Comentários da Lição da Escola Sabatina

Lição 2
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O ABC das profecias apocalípticas.

Parte Introdutória:
A lição 2 analisa as profecias de Daniel 2 e 7. O título "O ABC das Profecias Apocalípticas", indica que esses dois capítulos constituem o passo inicial no estudo profético. Isto é mais verdade com respeito a Daniel 2. Com efeito, com toda a probabilidade, não há um adventista que não haja estudado este capítulo pelo menos uma vez. Isso porque as séries de estudos bíblicos preparatórios para o batismo normalmente o incluem como um dos temas iniciais.
É declarado na introdução da lição que estes capítulos estão em paralelo no livro de Daniel (lição de domingo). Os mesmos eventos históricos são previstos, mas numa perspectiva diferente. Os do capítulo 2, na perspectiva dos reinos que dominam sobre a Terra, e os do capítulo 7, na perspectiva da experiência do povo de Deus em meio a esses dominadores. Mas ambas as profecias apontam para um desfecho comum: o domínio último caberá ao reino de Deus, do qual Seu povo será uma parte essencial.
Bem analisado, todavia, não são apenas esses dois capítulos que se encontram em paralelo em Daniel, mas todo o material profético do livro. O profeta teve cinco visões (capítulos 2, 7, 8, 9 e 10-12) e nos oferece quatro planos proféticos (capítulos 2, 7, 8/9, e 10-12). Os capítulos 8 e 9 formam uma unidade e contam como um plano apenas.
Os quatro planos proféticos se inter-relacionam e se desenvolvem num esquema de repetição e desdobramento enfático. Isto significa que os ingredientes de um plano se repetem no seguinte, mas não em sua totalidade, e que novos elementos são acrescentados, de forma progressiva e com ênfase em determinados pontos.
Dentro desse arranjo, Daniel 2 é a profecia básica. Ela nos oferece um tipo de esboço do material profético, que nos planos seguintes aparecerá mais desenvolvido. O plano mais amplo e detalhado, como seria de se esperar, é o último. É evidente que o critério de interpretação do capítulo 2 é igualmente básico para a interpretação dos planos seguintes. Há uma seqüência de dominadores terrenos que finalmente cedem lugar ao domínio mundial e definitivo de Deus. Por razões óbvias, o terceiro e o quarto planos omitem o primeiro desses dominadores (Babilônia). O material profético oferecido por Daniel parece nos indicar que a cada plano Deus vai desdobrando Seu grande propósito de restauração completa e final, de tudo aquilo que o pecado pôs a perder.
Domingo, 7 de abril: Duas visões paralelas
Logo de início, a lição apresenta, no geral, os elementos em paralelo nos dois capítulos. Mas considerando, como visto, que os planos proféticos de Daniel se relacionam num esquema de repetição e desdobramento enfáticos, o capítulo 7 não repetirá alguns detalhes do 2, e acrescentará outros, exclusivos. Uma comparação mais completa entre os dois capítulos, com uma interpretação básica, pode ser vista assim:
INTERPRETAÇÃO BÁSICA DANIEL 2 DANIEL 7
1. Babilônia Cabeça de ouro Leão; Duas asas; Mente de homem
2. Medo-Pérsia Peito e braços de prata Urso; Firmou-se em um lado; 3 costelas na boca
3. Grécia/ Macedônia Ventre e coxas de cobre Leopardo; 4 asas; 4 cabeças
4. Roma Pernas de ferro Animal Terrível
4a. Reinos subseqüentes Pés de barro e ferro; Reinos fracos e fortes; Tentariam união p/casamento 10 chifres no 4º animal3 chifres caem
4b. Anticristo Chifre pequeno; O Altíssimo blasfemado; A Lei mudada; Os Santos perseguidos; 3,5 "anos" de domínio; Tribunal Divino
5. Reino de Deus Pedra"Toda a Terra" Filho do Homem; Reino dado aos Santos; "Debaixo de todo o Céu"
Segunda, 08 de abril: O quarto animal
O título correto para a lição de hoje deveria ser "o quarto reino", ou "o quarto Império", e não "o quarto animal", pois a lição não trata exclusivamente da profecia de Daniel 7 (onde o quarto animal aparece como símbolo), mas também da profecia de Daniel 2 (onde não consta nenhum "quarto animal").
No paralelo acima, as pernas de ferro (a quarta divisão da estátua do sonho de Nabucodonosor) e o animal terrível (o quarto animal da visão do capítulo 7) apontam para o mesmo poder: o império romano. É importante observar isto porque alguns intérpretes, principalmente da linha preterista, afirmam que o quarto elemento da profecia aponta antes para o império greco-macedônico que para Roma, e que o "chifre pequeno" do quarto animal é Antíoco Epifânio, da linhagem de Seleuco, um dos generais de Alexandre o Grande, que dividiram o império grego depois de sua morte. É que estes intérpretes não aceitam que o segundo elemento simboliza um reino constituído de duas nações: a Média e a Pérsia. Fazendo uma separação crítica entre uma nação e outra, admitem a sucessão de dois reinos distintos: o da Média (simbolizado pelo peito e braços de prata em Daniel 2, e pelo urso em Daniel 7), e o reino persa (simbolizado pelo ventre e coxas de cobre em Daniel 2, e pelo leopardo, em Daniel 7).
Que essa interpretação não tem qualquer fundamento, basta observar que a História reconhece o império medo-persa como sucessor do poder babilônico em 539 a.C. É verdade que a Pérsia, com o passar do tempo, acabou por absorver a Média, de maneira que, posteriormente, o poder dominante passou a ser referido apenas como império persa. Mas jamais houve um império medo que conquistasse Babilônia, e que formasse assim um segundo poder dominador em sucessão ao primeiro, a própria Babilônia, e que viria mais tarde a ser dominado por um terceiro, a Pérsia. O livro de Daniel confirma o fato de que Babilônia cedeu o domínio "aos medos e aos persas" (5:28), e não apenas aos primeiros. E quando a referência é ao domínio desses últimos, é dito que a lei "dos medos e persas" não pode ser revogada (6:8, 12 e 15), isto é, uma única lei rege o poder agora dominante; e esta é dita ser a lei das duas nações. Assim, a Grécia é o terceiro poder, profeticamente previsto, e o quarto não pode ser outro senão Roma.
Terça e quarta-feira, 9 e 10 de abril: O chifre pequeno I e II
Aqui, sim, a lição é exclusivamente fundamentada no capítulo 7, já que o detalhe do "chifre pequeno" não encontra paralelo algum em Daniel 2.
Que o "chifre pequeno" simboliza o poder papal, que se levantou das cinzas do antigo império romano, é o que se deduz de uma interpretação naturalmente orientada pela própria profecia (isto é, sem "forçar" o texto profético, mas deixando-se orientar pelo que ele afirma), e buscando-se os necessários subsídios históricos que confirmem a interpretação.
Para começar, o anjo interpretou os 10 chifres do quarto animal, do meio dos quais surgiu o chifre pequeno, como sendo reinos que se levantariam "daquele mesmo reino", o império romano. Essa é a linguagem profética para se referir à dissolução desse império nas mãos dos bárbaros que, a partir do quarto século a.D., o invadiram e o dividiram. O último imperador, Rômulo Augústulo, rendeu-se em 476 a.D. diante de Odoacro, rei dos Hérulos. Esta é a data da queda de Roma, e marca o início da Idade Média, durante a qual a supremacia papal alcançou o clímax.
Em outras palavras, a profecia previu que depois de Roma não surgiria outro poder político que dominasse o mundo na forma de um império, tal como Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, e a própria Roma. Retornando ao elemento paralelo no capítulo 2, o quarto poder seria sucedido por "um reino dividido" (v. 41), isto é, um poder dividido nos diferentes reinos representados pelos pés de barro e ferro (vs. 33, 41-43), cada qual delimitado por suas fronteiras e convivendo com os demais num plano de soberania extensiva aos seus territórios apenas. Isso se cumpriu à risca, embora não faltassem, no transcurso do tempo, tentativas de formação de um poder absoluto no Ocidente.
Essas tribos deram origem aos países da Europa Ocidental e, através desta, aos das Américas e Austrália. Entre as principais tribos, citam-se: os alamanos, ancestrais dos povos germânicos; os francos, de quem os franceses procedem; os anglo-saxões e bretões, fundadores da heptarquia originária dos países britânicos; os visigodos e os suevos, que se estabeleceram respectivamente na Espanha e em Portugal; os burgundos, que expulsaram os helvéticos da região onde hoje é a Suíça; e os lombardos, que se situaram ao norte da Itália.
Outras tribos fundaram reinos que tiveram duração curta: os hérulos, que haviam conquistado a capital em 476 e foram aniquilados pelos ostrogodos em 493; estes, por sua vez, capitularam em 538 diante de Belizário, a mando de Justiniano, imperador romano oriental; e os vândalos, que se fixaram em Cartago ao norte da África, e foram derrotados em 534 também por Belizário. A queda desses três reinos teve implicação político-religiosa, pois contribuiu para consolidar o domínio do bispo de Roma sobre a Igreja Cristã. Esses três reinos foram representados pelos "três chifres" arrancados pelo "chifre pequeno", segundo Daniel 7:24. Quanto aos hunos, que desapareceram tão rápido como surgiram, nem mesmo chegaram a estabelecer um reino no antigo império.
Foi nesse contexto histórico que o poder papal se estabeleceu. A lição de hoje cita em seu início as palavras de Thomas Hobbes afirmando que "o papado não é senão o espírito do extinto império romano, assentando-se coroado sobre a sua sepultura". Os historiadores confirmam este fato, naturalmente empregando termos mais moderados. Por exemplo, W. Durant, afirma que a Igreja "não se limitou a tomar algumas formas e costumes religiosos da Roma pré-cristã a estola e outras vestes sacerdotais, o uso do incenso e da água benta nas purificações, o círio e a luz perpetuamente acesa nos altares, a adoração dos santos, a arquitetura da basílica, a lei romana como lei básica da lei canônica, o título de Pontifex Maximus, para o supremo Pontífice, e no século IV o latim como língua oficial... A grande coisa que Roma deu à Igreja foi uma vasta estrutura de governo que, quando a autoridade secular desabou, veio a se tornar a estrutura do governo eclesiástico." César e Cristo, II, pág. 285. O papado é o legítimo sucessor dos imperadores romanos, jamais de Pedro ou de qualquer outro apóstolo.
Quanto a outros detalhes proféticos sobre o chifre pequeno com os respectivos cumprimentos, a lição lembra que ele...
(1) surgiria no quarto animal. Portanto é no antigo império que seria estabelecido, especificamente Roma, a capital.
(2) apareceria depois dos outros chifres. Se 476 a.D. marca o fim do império, sob as forças bárbaras que o dissolveram, o surgimento do papado, como forma de governo eclesiástico para a Igreja cristã no geral, deve ocorrer depois dessa data. Vale lembrar que antes do 6º século, havia cinco bispados reconhecidos, e o de Roma era apenas um deles; os demais eram: o de Jerusalém, o de Antioquia, o de Alexandria e o de Constantinopla. A preeminência do bispo de Roma, em prejuízo dos demais que também exerciam influência no governo da Igreja, tornou-se cada vez mais evidente, conforme os anos passaram. Em 533, Justiniano, imperador do Império Romano oriental, o nomeou "cabeça de todas as igrejas cristãs". Portanto, o bispo de Roma tornava-se oficialmente, e por força de lei, o dirigente máximo da cristandade. A esta altura, Constantinopla, e não mais Roma, era a sede do governo secular. Assim a romanização do cristianismo aconteceu, e o caminho foi franqueado para o surgimento do papado na antiga sede, Roma. E isto, depois da invasão dos bárbaros representados pelos 10 chifres, e cumprindo fielmente a profecia.
(3) transformar-se-ia em força maior que os 10 chifres. Isto é incontestável, pois os reinos da Europa medieval se tornaram subservientes ao papado (veja abaixo, no item 6, citação quanto à espada secular estar a serviço dos interesses da Igreja), justamente as nações oriundas daquelas tribos, representadas pelos dez chifres, e que invadiram o império romano. Também é dito que o chifre pequeno representa um reino diferente dos demais (v. 24). Não é preciso mencionar que o papado é um tipo de governo distinto de qualquer outro, meramente secular.
(4) três chifres cairiam para que o poder do chifre pequeno fosse estabelecido. Como acima referido, isto se cumpriu com a queda dos hérulos, dos vândalos, e dos ostrogodos, respectivamente em 493, 534 e 538 a.D.
(5) falaria contra o Altíssimo. Isto se cumpre de maneira mais ampla do que através do mero estabelecimento de doutrinas falsas, como a lição sugere. O poder romano tem se distinguido, especialmente a partir do estabelecimento do dogma da infalibilidade papal, por declarações decididamente blasfemas. As observações feitas por Rui Barbosa são claras a esse respeito. Comentando o infalibilismo, ele afirma: "Quando se diz que o infalibilismo é a divinização do papa, não há metáfora na expressão; há apenas o enunciado literal e estrito da doutrina ortodoxa ensinada nos livros ultramontanos... Alteando assim o pontífice romano até à sublimidade eterna, infinita, onipotente, onisciente [sic], divina, única da Trindade cristã, aos que aceitam os cânones de 1870 não é mais lícito, num ápice que seja, murmurar ante ele, quanto mais lhe desobedecer. Ele é, por um prodígio perene, o próprio Deus vivo entre os homens." (Rui Barbosa em sua famosa introdução à obra de Janus O Papa e o Concílio [Rio: Elos, 3ª edição], vol. I, págs. 112, 114). As últimas palavras da citação não refletem o pensamento do célebre jurista; ele, apenas, cita quase que textualmente, a afirmação de Dupanloup em sua pastoral de 11 de novembro de 1869, pura e simplesmente como evidência do que realmente o catolicismo professa através do dogma do infalibilismo.
Outras referências desta natureza apresentadas por Rui incluem as palavras do monsenhor Ségur: "O papa é Jesus Cristo na Terra. É, relativamente ao Cristo, quanto à autoridade, o que o Cristo é para com Deus, Seu Pai." Le Souverain Pontife, Paris, 1864, pág. 198. "Esse endeusamento idolátrico do clero", prossegue Rui, "tem levado o sacerdócio romanista e a propaganda ultramontana a incríveis desvarios. Ainda há quatro anos apenas, um infalibilista, cura de Allgoeu, Kinzelmann, pregando em Gestratz, dizia (O Papa e o Concílio, pág. 112): Estamos os eclesiásticos tanto acima dos governos, imperadores, reis e príncipes deste mundo, quanto o céu acima da Terra. Os reis e príncipes mundanos diferenciam-se [sic] tanto dos padres, quanto o chumbo do ouro mais fino e mais puro. Muito abaixo do padre estão os anjos e arcanjos; porque ele pode em nome de Deus perdoar os pecados ao passo que os anjos nunca o puderam. Nós somos superiores à mãe de Deus; porquanto ela não deu à luz o Cristo senão uma só vez, e nós o criamos todo dia. Sim, os sacerdotes estão, até, de certo modo, acima de Deus; visto que ele deve se achar, a todo tempo e em toda parte, à nossa disposição, e por ordem nossa baixar do Céu para a consagração da missa. Deus criou, é certo, o mundo com a simples palavra seja; mas nós, padres, criamos o próprio Deus com três palavrinhas." Gazeta da Alemanha do Norte, 1872, n.º 21.
(6) perseguiria os santos do Altíssimo. Papa Inocêncio IV na bula Ad Extirpanda (1252): "Quando os que forem decretados culpados de heresia tenham sido remetidos ao poder civil pelo bispo ou seu representante, ou pela Inquisição, o poder ou magistrado principal da cidade tomá-los-á imediatamente, e dentro de cinco dias no máximo, executará as leis feitas contra eles." Esta bula "passou a ser desde então um documento fundamental da Inquisição, renovado ou reforçado por papas tais como Alexandre IV (1254-1261), Clemente IV (1265-1268), Nicolau IV (1288-1292), Bonifácio VIII (1294-1303), e outros. As autoridades civis, portanto, foram intimadas pelos papas, sob pena de excomunhão, a executar as sentenças legais que condenassem os hereges impenitentes à morte pelo fogo". J. Blozer, "Inquisition", The Catholic Encyclopedia, vol. VIII, pág. 34.
"Se falsificadores de dinheiro ou outros crimes são entregues com justiça à morte pelas autoridades seculares, muito mais podem os hereges, depois de estarem convictos de heresia, ser não apenas excomungados, mas sem dúvida também mortos." (S. Thomaz de Aquino, em sua Teologia Moral).
"Tanto a espada espiritual como a material estão, portanto, em poder da igreja, a última, realmente, para ser usada em favor da igreja e a primeira pela igreja, uma pela mão e vontade do sacerdote, e a outra pela mão dos reis e soldados, mas sob a vontade e licença do sacerdote." De Stabilitata et Progressu Dogmatis, págs. 211 e 212.
Perseguição direcionada a todos os que ousaram discordar dos ditames de Roma, especialmente aos albigenses, valdenses e huguenotes, que na noite de São Bartolomeu (24 de agosto de 1572) morreram na França em número de 30 mil, é, certamente, o que está sendo referido na profecia de Daniel. Llorente calcula que só na Espanha foram vítimas da Inquisição 31.912 queimados vivos. Por sua vez, 291.450 supostos hereges foram forçados a se penitenciarem mediante submissão à maré, pesos, fogo, rodas e torniquetes, e outros expedientes através dos quais os nervos podiam ser retesados sem se romperem, e moídos os ossos sem se quebrarem, e o corpo ser esmiuçado sem que a vida se esvaísse. Um milhão pereceu no massacre dos Albigenses.
"Nos anos que se seguiram à primeira instituição dos jesuítas, 900 mil fiéis cristãos foram trucidados. 36 mil foram vitimados pelo executor ordinário nos Países Baixos por ordem do duque DAlba, que se vangloriava desse feito. 50 mil flamengos e alemães foram enforcados, queimados ou sepultados vivos no reinado de Carlos V." Estudos Bíblicos, pág. 193.
(7) cuidaria em mudar a lei de Deus. Observe estes dois itens de fé constantes no Formulário de Condenação Húngaro ou Ato de Fé dos Novos Católicos Convertidos ao Papismo, elaborado, cerca do ano de 1674, pelos jesuítas, e publicado em 1716:
"4° Confessamos que todas as novas instituições criadas pelo papa, alheias ou inerentes à Escritura, e tudo quanto ele tem determinado é verdadeiro, divino e santo, devendo o comum dos homens prezá-lo mais que aos mandamentos do Deus vivo.
"11º Confessamos que o pontífice romano tem o poder de alterar as Escrituras, acrescentá-las, ou diminuí-las, segundo a conveniência dele." cit. em Rui Barbosa, págs. 112, 113.
A profecia prevê uma mudança da lei de Deus pelo chifre pequeno de Daniel 7. Qualquer comparação dos dez mandamentos na Bíblia com a sua versão num catecismo indica que o único mandamento que de fato foi alterado é o quarto, que toca a questão do dia de guarda, já que o segundo foi totalmente extirpado. Entendemos que a mudança do sábado para o domingo é particularmente referida neste ponto da profecia. O que a Igreja Católica Romana advoga em relação a isso é muito claro e objetivo: "A Igreja Católica, mais de mil anos antes de um único protestante, em virtude de sua divina missão, mudou o dia de sábado para o domingo." Catholic Mirror, 23 de setembro de 1893.
Quinta-feira, 11 de abril: A primeira profecia de tempo
Daniel 7:25 (parte final) contém mais um detalhe profético, quanto ao chifre pequeno, que se cumpre com o papado: ele exerceria o poder por 3 tempos e meio, o equivalente a 1.260 dias, que no cômputo do princípio dia/ano perfazem 1.260 anos. Calculando esse período a partir de 538 a.D., quando o terceiro chifre foi arrancado (isto é, os ostrogodos arianos foram derrotados por Belizário e expulsos de Roma), chegamos a 1798 quando ocorreu o aprisionamento do papa por Berthier, a mando de Napoleão Bonaparte.
Que o princípio um dia valendo um ano é bíblico, a lição demonstra satisfatoriamente. No comentário da lição da semana passada, na parte introdutória, tocou-se nesse ponto ao se analisarem os aspectos que distinguem a profecia apocalíptica da profecia clássica. Ali foi considerado, a esse respeito, o seguinte:
"Os períodos de tempos para uma e outra categoria [de profecia] são enunciados de maneira surpreendentemente paradoxal: na profecia clássica esses períodos são bem mais extensos que na apocalíptica. Nós esperaríamos o contrário, já que o escopo e aplicação da segunda são bem mais abarcantes. O exemplo continua sendo os setenta anos do cativeiro babilônico, agora em contraste com as setenta semanas de Daniel 9, que, em termos literais, não chegam a um ano e meio. Todavia, este período, em conformidade com a amplitude maior da profecia apocalíptica, parte dos dias do domínio persa no 5º século a.C. e atinge os dias apostólicos, isto é, quase 500 anos em apenas 70 semanas! Outro exemplo: as 2.300 tardes e manhãs, ou dias, de Daniel 8:14, um período curto se tomado literalmente (seriam menos que seis anos e meio), e insuficiente para cobrir o todo da visão dada ao profeta (v. 13). Esta também parte dos dias do domínio persa, representado por um carneiro, o primeiro elemento da visão (vs. 3 e 20), e se estende até uma época relativamente recente (v. 19). São 23 séculos em 2.300 dias! Como um pequeno período pode abranger tanto tempo?
"O impasse desaparece quando lembramos que o princípio um dia valendo um ano é biblicamente válido na interpretação profética (Ezeq. 4:7). Nesse caso, as setenta semanas, ou 490 dias, seriam na realidade 490 anos, e os 2.300 dias 2.300 anos. Esse princípio igualmente se aplica a outros períodos, entre eles os três tempos e meio, ou três anos e meio, de Daniel 7:25, 12:7 e Apocalipse 12:14, os 1.290 e 1.335 dias de Daniel 12:12 e 13, os 1.260 dias de Apocalipse 11:3 e 12:6, e os 42 meses de Apocalipse 13:5. Os que negam a validade deste princípio ficam sem resposta a esse aparente impasse."
O período registrado em Daniel 7:25 é realmente o primeiro daqueles constantes nas profecias apocalípticas, em que este princípio tem que ser aplicado.






Sendo, pois, o rei Davi já velho e entrado em dias, cobriam-no de vestes, porém não aquecia. (1 Reis 1:1 RC)

Então, disse o SENHOR: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem, porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos. (Gênesis 6:3 RC)

Segundo o número dos dias em que espiastes esta terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniqüidades quarenta anos e conhecereis o meu afastamento. (Números 14:34 RC)

E, quando cumprires estes, tornar-te-ás a deitar sobre o teu lado direito e levarás a maldade da casa de Judá quarenta dias; um dia te dei para cada ano. (Ezequiel 4:6 RC)

INFORMATIVO DAS MISSÕES:

Sábado, 13 de abril de 2002

O Homem da Preciosa Graça


Hishig Bayar
Atende às necessidades físicas e espirituais dos sem-teto e destituídos em Ulan Bator, Mongólia.

Hishig é um jovem com senso de missão. Ele vive em Ulan Bator, a capital da Mongólia. Enquanto trabalhava para o exército, ele viu as condições desesperadoras em que viviam os mais pobres. Seu coração pedia que ele fizesse alguma coisa para ajudá-los.

Hishig deixou o trabalho no exército e começou a vender coisas no mercado para ganhar dinheiro a fim de ajudar os que necessitavam.

Uma família tinha seis filhos mas não tinha casa. Eles moravam no sistema subterrâneo de esgotos da cidade, que dava proteção mínima contra as temperaturas abaixo de zero no inverno gelado. Eles catavam lixo e vendiam para sobreviver. Se achavam comida, eles comiam; se achavam garrafas ou latas de metal, eles vendiam para comprar comida ou álcool para ajudá-los a esquecer sua miséria. Quando bebiam, eles freqüentemente batiam nos filhos. Hishig começou a trabalhar com eles, oferecendo pão e roupas. Lentamente, a família começou a esperar que a vida melhorasse para eles.

Seguindo a guia de Deus. Hishig cria em Deus e seguia os ensinos da Bíblia. Ele visitava muitas igrejas cristãs, mas não tinha certeza de qual ensinava a verdade. Então, continuava orando e lendo a Bíblia para obter direção em sua vida.

Ele alugou uma ger, uma tradicional casa redonda mongol, feita de feltro ou de peles de animais. Na ger ele alojou várias crianças sem casa. Logo ele acrescentou outra ger e dois edifícios de madeira. Cada quarto dos edifícios alojava uma única família.

Hishig conduzia serviços religiosos regulares para os que gostavam. Em pouco tempo, cerca de 30 pessoas estavam freqüentando as reuniões religiosas. Alguns deles eram os sem-casa de quem ele cuidava, mas outros eram vizinhos desejosos de saber mais sobre Deus. Ele chamava sua igreja de "A Igreja da Preciosa Graça", e logo Hishig ficou conhecido como o Homem da Preciosa Graça.

Mas Hishig, que não é pastor formado, sentia intensamente a falta de conhecimento de Deus, apesar da sua pequena congregação ser muito faminta espiritualmente, e ele tinha que continuar a ensiná-los.

A placa enigmática. Um dia, enquanto entrava no ônibus na rua principal de Ulan Bator, Hishig viu uma nova placa em um edifício. "Igreja Adventista do Sétimo Dia", a placa dizia. Hishig nunca tinha ouvido falar do sétimo dia antes. Todas as igrejas que ele freqüentava se reuniam no domingo. Mas ele não podia esquecer a placa que tinha visto na frente do edifício.

Um dia, ele parou na frente do edifício, planejando conversar com o pastor e perguntar o que significava "sétimo dia". O edifício estava fechado, e ninguém atendeu às suas batidas. Mas ele viu uma pequena placa na porta com os horários de reuniões. "Vou voltar e vou descobrir o que significa este sétimo dia", ele pensou. No sábado, Hishig voltou e foi recebido na sala do terceiro andar, onde a congregação estava reunida. Depois do culto, ele procurou o pastor.

Eu vi sua placa lá fora, um dia, e queria saber o significado ele começou.

O pastor explicou o sábado para ele, e lhe mostrou os versos da Bíblia que ordenam aos seguidores de Deus guardar o sétimo dia.

A explicação do pastor fez sentido para Hishig. Ele cria que a Bíblia era a única fonte de autoridade. Hishig foi tocado pela nova verdade que aprendeu naquele dia, e saiu da pequena igreja determinado a guardar o sábado.

Hishig começou a freqüentar regularmente os cultos de sábado. Um dia, ele contou ao pastor sobre seu pequeno grupo de crentes que se reuniam na ger do outro lado da cidade.

Eu não sou pastor Hishig disse e não sei como ensinar esse povo. O senhor pode ir e lhes ensinar?

O pastor alegremente concordou em ir.

O pequeno grupo de crentes deu as boas-vindas ao pastor adventista e abriu o coração às verdades que ele lhes ensinou. Praticamente todos eles concordaram em freqüentar os cultos no sábado à tarde.

Congregação crescente. O pequeno grupo continua a crescer, e hoje tem cerca de 50 adultos e crianças.

Quase todos os adultos querem estudar a Bíblia e seguir a Jesus no batismo. Eles vivem cheios de perguntas sobre o que a Bíblia ensina, e quando entendem a explicação da Bíblia, a aceitam com todo o coração. Até agora, 33 adultos foram batizados, inclusive Hishig.

Hishig é agradecido a Deus porque o honrou com o chamado para ajudar os pobres e necessitados. Seu ministério cresceu atendendo às necessidades físicas das pessoas que não tinham comida nem abrigo, e passou a alimentar também o espírito.

Apelo. Os mongóis estão espiritualmente famintos, e o trabalho de Deus está crescendo rapidamente. Parte da oferta do décimo terceiro sábado deste trimestre vai ajudar a prover lugares de adoração onde novas congregações estão se formando. Durante este trimestre, pense e ore sobre o que Deus quer que você faça para ajudar os crentes da Mongólia.


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TABELA: POR DO SOL


Manaus Belém Porto Velho Fortaleza Recife Salvador Rio de Janeiro
1h58 18h13 18h11 17h32 17h15 17h27 17h39

Cuiabá Campo Grande São Paulo Belo Horizonte Curitiba Brasília Porto Alegre
17h35 17h26 17h52 17h44 18h01 18h02 18h06

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RESUMO DE LIVROS: A Página do Colportor