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Comentários da Lição da Escola Sabatina

Lição 12
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O clímax da expectativa apocalíptica: A bendita esperança.

Lição 12 15 a 21 de junho 2002

Parte Introdutória:

Não pode haver algo mais maravilhoso que ser filho de Deus, pertencer à Sua família. Embora Deus viva no Céu e nós, na Terra, podemos ser íntimos dEle, pois Ele é nosso Pai, e Jesus, o Seu Filho, é o nosso "Irmão mais velho". Como membros de Sua família, não mais somos deste mundo, a exemplo de Jesus. "Eles não são do mundo, como também Eu não sou" (João 17:16). Nosso mundo é onde está a "nossa família". Somos peregrinos e, como tais, nossos interesses estarão voltados, como diz Paulo, para o "alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus" (Col. 3:1). E o grande apóstolo continua sua exortação: "Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da Terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus" (vs. 2 e 3). E imediatamente sua atenção se liga ao maior acontecimento de todos os tempos: "Quando Cristo, que é a nossa vida, Se manifestar, então, vós também sereis manifestados com Ele, em glória." (v. 4). Que firmeza! que segurança!

É verdade. Nossa peregrinação está prestes a terminar, porque nossa maior esperança está por se cumprir: Cristo está voltando. Digo maior esperança porquanto naquele glorioso dia todo membro da família de Deus na Terra se unirá corporalmente com a família de Deus no Céu. Para esse glorioso fato apontam todas as profecias apocalípticas da Bíblia. Tudo converge para a volta de Jesus, e alcança aí o cumprimento final.

É verdade que já nos unimos a Cristo, e isso no momento de nossa conversão. Essa união, todavia, ocorreu num plano espiritual: "... estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, pela graça sois salvos, e, juntamente com Ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus" (Efés. 2:5 e 6). Esta ressurreição da qual Paulo fala é aquela que ocorre quando aceitamos a Cristo, e que é tão bem ilustrada pelo batismo: morte para o pecado e ressurreição para vida. Ela é "em Cristo". Enquanto nossa ligação com Ele perdura, nosso prossegue assentar nos lugares celestiais, isto tem suas implicações para a vida aqui; desde que nascemos para o Reino de Deus, viveremos como cidadãos deste Reino.

Literalmente e pessoalmente, porém, nos assentaremos nos lugares celestiais quando Jesus voltar. E não somente isso; estaremos para sempre com Ele. Todas as dores e aflições desta vida terão passado, e nossos sonhos terão plena concretização. Teremos de volta nossos queridos que partiram para o sono da morte, e nunca mais haverá separação. Poderia haver uma esperança maior?

Domingo, 16 de junho Quem está para vir

A lição de hoje enfatiza que Aquele que virá é o mesmo Jesus que esteve com os homens há dois mil anos. "Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no Céu" (ARA), disseram os anjos aos apóstolos (Atos 1:11). É sumamente importante que Quem venha seja o mesmo Senhor que deu a vida por nós. Na cruz foi pago o preço da salvação. Agora Ele vem para consolidá-la em nossa própria experiência. Ele nos levará para a casa do Pai (João 14:2 e 3), onde não apenas desfrutaremos uma vida eterna de plena alegria e felicidade, mas de total e eterna comunhão com Deus, justamente o que de mais precioso o pecado nos furtou. Em outros termos, a salvação realizada na cruz é agora efetivada em cada um de nós. Por isso é importante que seja Ele que venha.

Outro fato que demonstra essa importância é que, ao morrer por nós, Ele destruiu o poder da morte. Assim, é o Vencedor da morte que virá para chamar da sepultura todos aqueles que morreram crendo em Seu nome e para revestir de imortalidade os salvos vivos. Ele conclamará os crentes mortos à vida, e o pó não terá poder para retê-los. "O Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro" (I Tess. 4:16).

A segunda pergunta da lição de hoje alude ao modo da volta de Jesus. A esse respeito, o episódio da ascensão se torna deveras esclarecedor, pois os anjos afirmaram que Ele voltará "assim como para o céu O vistes ir " (Atos 1:11). Leia Atos 1:9-11 e observe os seguintes pontos:

(1) A segunda vinda de Cristo não será espiritual.

Lucas começa o livro de Atos falando das "provas incontestáveis" de que Cristo Se valeu para demonstrar que Ele, de fato, havia ressuscitado. No verso 4, somos informados que Jesus comeu com eles, clara evidência de que Ele não era um mero espectro, um "espírito", como, a princípio, imaginaram (ver Luc. 24:36-43). Se a ascensão de Jesus foi corporal, assim será a Sua volta.

(2) A segunda vinda de Cristo não será invisível.

Os apóstolos viram Jesus subir; foram vendo até desaparecer por trás das nuvens. Viram-nO com os próprios olhos, olhos físicos e não espirituais. As pretensas testemunhas de Jeová, por exemplo, afirmam que a expressão "todo olho O verá" de Apocalipse 1:7, é para ser entendida como referência ao "olho da fé", e não ao olho físico. Fazem isso numa desesperada tentativa de conciliar o claro testemunho da Bíblia com o retrógrado conceito da invisibilidade da volta de Jesus que sustentam. Mas há uma pergunta que precisa ser respondida: Como pode o olho da fé vê-Lo em Sua vinda se Ele mesmo afirmou que quando vier não achará fé na Terra? (Luc. 18:8).

Além disso, Jesus usou a figura do relâmpago para ilustrar não a rapidez, mas a visibilidade de Sua vinda: "Porque, assim como relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do homem" (Mat. 24:27). Ele está nos dizendo que não é necessário alguém vir nos contar que Ele voltou, e nem devemos acreditar em qualquer insinuação dessa natureza (ver os versos 23-26), porque assim como aquele relâmpago cujo brilho se estende do oriente ao ocidente é percebido por todos, também a segunda vinda de Jesus será vista por todos, tornando simplesmente ocioso qualquer aviso da ocorrência desse evento. Completando esta linha de argumento usada por Ele, Jesus solenemente declarou: "Então, aparecerá [se é invisível, como vai aparecer?] no céu o sinal do Filho do homem; todos os povos da Terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu..." (v. 30). Note que Jesus afirma que as nações da Terra contemplarão o ato de Sua aproximação deste planeta: "verão o Filho do homem vindo", isto é, aproximando-Se da Terra.

(3) A segunda vinda de Cristo não será simbólica.

A ascensão de Jesus não foi vista em sonho ou visão pelos discípulos. Eles não tiveram uma mera intuição de que estava subindo ou havia subido. Literalmente O viram subir. Portanto, a volta de Jesus, nos moldes da ascensão, é algo igualmente literal. Não é uma figura da morte do crente, como se costuma dizer que Jesus vem para os que morrem, nem tampouco da conversão. É um evento autenticamente histórico que introduzirá o processo final de extinção do pecado.

Segunda-feira, 17 de junho Uma presença gloriosa e global

Além de confirmar que a volta de Jesus é a "bendita esperança" do cristão, Paulo afirma que Sua manifestação será gloriosa. Em Mateus 24:30 é dito que o Filho do homem virá com poder e muita glória.

Na primeira vinda, Seu estado de humilhação era tão grande que, usando as palavras de Isaías, "não tinha aparência nem formosura; olhamo-Lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homens de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dEle não fizemos caso" (Isa. 53:2 e 3). Na segunda vinda, porém, virá em glória e "para ser glorificado nos Seus santos e ser admirado em todos os que creram, naquele dia" (II Tess. 1:10).

Marcos 8:38 afirma que Ele voltará "na glória Seu Pai com os santos anjos". Mais completas são as palavras no texto paralelo do terceiro evangelho: Ele voltará "na Sua glória e na do Pai e dos santos anjos" (Luc. 9:26). Virá, portanto, em glória tríplice. Tente olhar para o sol ao meio-dia. Imagine como será a glória do Criador do sol, e ainda com a presença dos anjos!

É impossível que tal gloriosa manifestação possa ter qualquer coisa de secreto ou de ocultação. A glória que se fará presente na volta de Jesus resplandecerá de uma extremidade à outra do planeta. Como diz a lição, "não vai existir lugar neste mundo onde alguém possa esconder-se da presença gloriosa de Jesus". Além do mais, Ele não pisará este solo; ficará "nos ares" (I Tess. 4:17). A visão de Jesus será realmente global.

Não é por mero acaso que os ímpios clamarão às rochas que os cubram (Apoc. 6:16), face ao impacto aterrador que essa visão produzirá neles. Para se ter uma idéia do quadro, basta lembrarmos que a epifania, a manifestação divina aos seres humanos, nos exemplos em que foi gloriosa, causou-lhes pavor, como no evento do Sinai (Êxo. 20:18 e 19). Às vezes levou mesmo homens santos a se sentirem amedrontados (Isa. 6:5) ou a perderem as forças até o desmaio (Dan. 10:8 e 9; Apoc. 1:17). E, naturalmente, a glória de Deus nesses episódios, manifestou-se atenuada, o que não ocorrerá quando Jesus voltar; ou, como a lição coloca, "o aparecimento de Cristo na segunda vinda não conhece limites".

Terça-feira, 18 de junho Uma presença poderosa para Seu povo

Algo do poder divino manifestado na segunda vinda de Jesus já foi comentado em termos da glória com que Ele virá, bem como o fato de que é o mesmo Jesus vitorioso que agora vem buscar o Seu povo. Mas o Novo Testamento afirma explicitamente que Sua volta ocorrerá com manifestação de poder:

na transfiguração, foi dada aos apóstolos que testemunharam a cena, uma idéia do poder de Jesus. Pedro liga a manifestação desse poder com a Sua vinda II Ped. 1:16

na segunda vinda, Jesus será visto vindo com poder Luc. 21:27

os justos mortos serão ressuscitados pelo poder de Deus I Cor. 6:14

eles ressuscitarão "em poder" I Cor. 15:43

os salvos terão o corpo transformado segundo a eficácia do poder de Jesus Filip. 3:21

Ele Se manifestará com os anjos do Seu poder II Tess. 1:7

os ímpios serão, naquele dia, banidos da glória do Seu poder II Tess. 1:9

o Reino de Deus consiste em poder I Cor. 4:20

Pelos exemplos acima, nota-se que Jesus manifestará o Seu poder naquele dia especialmente em favor do Seu povo. Seus inimigos serão banidos para sempre (veja a lição de amanhã). Segundo a lição de hoje, estão incluídos entre estes inimigos: nossa natureza pecaminosa, nossa condição de mortalidade e aqueles que nos oprimiram e perseguiram (começando com o inimigo-chefe). É evidente que o poder da glória atuará naquele dia, mas não divorciado do poder da graça. A Sra. White declara que em meio ao alarido da volta de Jesus e do tumulto que ela produzirá na Terra, ocorrerá um momento de silêncio expectante para os justos e aterrorizante para os ímpios. O silêncio será quebrado pela voz poderosa de Jesus dirigindo aos primeiros estas benditas palavras: "A Minha graça te basta" (O Grande Conflito, pág. 639). Com isto, a face dos justos se ilumina, "e a alegria enche todos os corações". O poder da graça se une agora ao poder da glória para que a salvação se efetive plenamente na experiência deles. Dali é apenas cruzar os céus até a casa do Pai.

Quarta-feira, 19 de junho Uma presença poderosa contra Seus inimigos

A lição nos lembra "que o mal é temporário". De fato, o pecado e suas conseqüências terão que passar. Para nós, isso será quando Jesus vier. De fato, a volta de Jesus porá um fim ao pecado no que respeita aos salvos. Quanto aos perdidos, demônios e homens, ele existirá, como sabemos, por ainda mil anos.

Deus criou a Terra perfeita e imaculada (Gên. 1:31), mas o homem a conspurcou quando optou pelo pecado (Ecl. 7:29; Gên. 3:1-6; Rom. 5:12). As conseqüências desse ato foram desastrosas. O planeta se tornou palco de confusão, miséria, sofrimento e morte. E a tendência não é para melhor, em que pese o empenho de pessoas honestas e idealistas que lutam pela paz. A profecia prediz que conforme este mundo mau caminha para o último dia, "os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados" (II Tim. 3:13). As coisas horríveis que aconteceram nos Estados Unidos naquele fatídico 11 de setembro reafirmam, com absoluta clareza, que vivemos os momentos finais da História.

A volta de Jesus à Terra significará vida eterna para uns e perdição para outros. "A vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco", assegura o apóstolo Paulo, "quando do Céu Se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do Seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do Seu poder, quando vier para ser glorificado nos Seus santos e ser admirado, naquele dia em todos os que creram" (II Tess. 1:7-10).

Os ímpios não suportarão a manifestação gloriosa e poderosa de Jesus. Nesse dia a Terra será sacudida pelo mais terrível terremoto, tão violento que atingirá o mundo inteiro. O que acontecerá é por demais impressivo para ser ignorado; deixemos que o próprio Apocalipse o descreva: "Sobrevieram relâmpagos, vozes e trovões, e ocorreu grande terremoto, como nunca houve igual desde que há gente sobre a terra... E a grande cidade se dividiu em três partes, e caíram as cidades das nações. ... Todas as ilhas fugiram, e os montes não foram achados; também desabou do céu sobre os homens grande saraivada, com pedras que pesavam cerca de um talento", isto é, de 35 a 40 quilos (16:18-21). A Terra literalmente se quebrará.

Em meio a uma indescritível confusão e dominados por pânico e desespero totais, os impenitentes, como já referido, clamarão às rochas que os escondam da presença de Deus. "Os reis da Terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face dAquele que Se assenta no trono e da ira do Cordeiro." (Apoc. 6:15 e 16). A designação "Cordeiro" para Jesus indica-O como o meigo Salvador. Mas poder-se-iam salvar aqueles que rejeitaram a Sua salvação?

Serão eles destruídos e seus corpos "se estenderão de uma a outra extremidade da Terra", não sendo "pranteados, nem recolhidos, nem sepultados" (Jer. 25:33). Serão ainda "castigados depois de muitos dias" (Isa. 24:22).

Não serão pranteados nem sepultados porque, como é do nosso conhecimento, ser humano algum continuará vivo aqui após a volta de Jesus. Os justos, os únicos que sobreviverão à Sua vinda, serão levados para o Céu, conforme a promessa de Jesus exarada em João 14:1-3. Mas não ficarão lá para sempre, pois a Terra é o habitat natural do ser humano. Retornarão, segundo o Apocalipse, depois de mil anos, exatamente os "muitos dias" no fim dos quais, como diz Isaías, os ímpios serão castigados.

Assim, todos os remidos estarão com Jesus no Céu durante o milênio; ali reinarão com Ele, e participarão do julgamento dos anjos e homens perdidos (Apoc. 20:4 e 6; I Cor. 6:2 e 3). A idéia de que o reino milenar de Jesus será aqui na Terra, como um grande número de evangélicos ensina, não tem apoio bíblico. Paulo diz que, quando Ele voltar, todos os salvos, os que não morrerem e os que ressuscitarem, "serão arrebatados, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares" (I Tess. 4:17). Só aí ocorrerá o arrebatamento da Igreja, e este não será secreto como muitos imaginam. Será tão visível e público como a manifestação de Jesus.

As palavras de Paulo não teriam sentido se Jesus regressasse para ficar aqui. E como se cumpriria a previsão de que os ímpios mortos não serão sepultados? Ademais, outra profecia descreve o estado do planeta Terra após a volta de Jesus. "Olhei para a Terra", diz o profeta, "e ei-la sem forma e vazia; para os céus, e não tinham luz. ... Olhei, e eis que não havia homem nenhum, e todas as aves dos céus haviam fugido. Olhei ainda, e eis que a terra fértil era um deserto, e todas as suas cidades estavam derribadas diante do Senhor..." (Jer. 4:23 e 25). Uma descrição assim indica necessariamente as conseqüências de algo inédito, fora do comum, a ocorrer no planeta. Este "algo" não pode ser outra coisa senão o retorno de Jesus.

O quadro da Terra em trevas, "sem forma e vazia", aparece também em Gênesis 1:2 na descrição do estado dela antes da semana da criação. Ali a Terra é chamada de "abismo", o mesmo termo usado no Apocalipse para identificar o lugar onde Satanás estará preso durante o milênio (20:2 e 3). Em outras palavras, este planeta, após a volta de Jesus, estará reduzido a uma forma caótica paralela à sua condição primitiva, e será a prisão do grande enganador. O verso anterior ao texto já citado de Isaías 24:22 fala de um cárcere onde estarão retidas as hostes celestes, isto é, os anjos que, no princípio, se rebelaram contra Deus e se transformaram em demônios (incluindo, é claro, o maior deles, Satanás), para serem "castigados depois de muitos dias". Tudo se harmoniza com o que o Apocalipse diz.

No fim do milênio, Jesus e os salvos retornarão com a Nova Jerusalém, a capital do Reino, e se estabelecerão no local onde hoje está o monte das Oliveiras em Israel (Zac. 14:4). Entrementes, os ímpios de todas as épocas e lugares ressuscitarão (Apoc. 20:5). Satanás e seus anjos serão soltos de sua prisão (v. 7), já que agora têm com quem trabalhar, e induzirão esses ímpios, incontáveis "como a areia do mar" (v. 8), a atacar a Nova Jerusalém. Descerá, então, fogo do céu sobre todos eles, demônios e seres humanos (v. 10), fazendo-os sofrer tanto quanto merecem, segundo a infalível justiça divina. Naturalmente, uns penarão mais que outros, sendo Satanás, obviamente, aquele que mais será castigado. Finalmente desaparecerão para sempre, e, com eles, as obras iníquas do mundo.

Quinta-feira, 20 de junho De volta para o Éden

A volta para o Éden se efetiva com a criação da Nova Terra. E com isto, o plano original de Deus alcançará finalmente o Seu cumprimento.

No princípio, o jardim do Éden ocupava determinada área na Terra recém-criada (Gên. 2:8). Conforme a raça humana se multiplicasse e avançasse pela extensão do planeta, o Éden também se expandiria até ocupar toda a superfície. Mas o pecado se interpôs e interrompeu o processo, postergando a concretização do plano divino. A partir do fim do milênio, quando pecado e pecadores desaparecerem, então o mal será como se nunca tivesse sido, inclusive nas suas conseqüências. Deus reatará a História original não a partir do ponto em que ela foi interrompida, mas a partir do momento em que a criação, prosseguindo sem a presença do pecado, alcançasse a sua plenitude: a Terra povoada por uma humanidade ideal em caráter e em número, e que a administrasse em honra ao Criador.

Isso ocorrerá agora com a Nova Terra mediante o governo do verdadeiro Filho de Davi, Jesus Cristo, e com a presença de uma população composta apenas de seres santos, resgatados do pecado e em tudo semelhantes Àquele que os redimiu. Sim, o Éden estará de volta, não apenas como um determinado jardim no planeta, mas caracterizando-o por inteiro. O Jardim do Éden será a Nova Terra, e a Nova Terra será o Jardim do Éden.

Deus, assim, terá recriado o planeta. Por isso é que ele é conhecido como Nova Terra. Ele o recriará belo, imaculado, próprio para morada dos salvos. E o mais importante, Deus morará aqui também (21:1-3). Pecado e suas conseqüências serão coisas de um passado que jamais retornará; num ambiente de felicidade total, a vida humana avançará pelos séculos intermináveis da eternidade. E nova a Terra sempre será.

A Bíblia não nos fala da Nova Terra apenas no que respeita ao que ela não vai ser. Embora "nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam" (I Cor. 2:9), e que por isso, como a lição declara, "nossa experiência na Nova Terra vai ser cheia de coisas inimagináveis e inconcebíveis", podemos ter uma idéia de como estas coisas serão. Basta atentarmos para as informações de caráter positivo que a Bíblia oferece quanto a este maravilhoso mundo do futuro.

A descrição que a Bíblia faz da Nova Terra e de sua capital, a Nova Jerusalém, é simplesmente maravilhosa. Aqui alguns lances:

Condições paradisíacas. Os habitantes da Nova Terra desfrutarão uma vida plenamente feliz. Nada de "sofrimento, pranto, dor, morte", porque tudo isso desapareceu com o fogo pós-milenar (Apoc. 21:4). Ninguém ficará doente (Isa. 33:24), e a tristeza e o gemido inexistirão (35:10). Ninguém será deficiente físico (35:5 e 6), porque todos terão o corpo igual ao de Jesus (Filip. 3:20 e 21).

Um perfeito equilíbrio ecológico garantirá a harmonia entre todos os elementos da natureza. Não haverá efeito estufa, secas, enchentes, furacões, terremotos, maremotos e coisas do tipo; não ocorrerão variações bruscas da temperatura, pois o clima será sempre ameno e agradável. Não haverá áreas desertas; o solo de todo o planeta será fértil para o cultivo de toda boa planta (Isa. 35:6 e 7). Os remidos cultivá-lo-ão, não para fadiga, mas para recreação e prazer. Além disso, "edificarão casas e nelas habitarão" (65:21-23).

Todos os animais serão mansos, dóceis. Nenhum deles será carnívoro; "o lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará junto ao cabrito; o bezerro, o leão novo e o animal cevado andarão juntos, e um pequenino os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, e as suas crias juntas se deitarão; o leão comerá palha como o boi" (11:6 e 7).

Adoração perfeita. Os remidos adorarão a Deus e a Jesus face a face (Apoc. 22:3 e 4), e "verão o Rei em Sua formosura" (Isa. 33:17). O culto será celebrado na Nova Jerusalém aos sábados (66:22 e 23). Já imaginamos como será a Escola Sabatina ali? Que experiência será aprendermos as lições eternas de Deus da boca do Mestre dos mestres?

Além desse encontro semanal, os remidos virão mensalmente à santa cidade, às luas novas, para comer da árvore da vida (Apoc. 22:2), cujo fruto, negado ao homem no princípio face à entrada do pecado (Gên. 3:22-24), proporcionará longevidade plena.

A Nova Jerusalém. Também chamada Jerusalém celestial (Heb. 12:22), tem a Deus como arquiteto (11:10). De ouro puro e adornada com toda a espécie de pedra preciosa, é guarnecida com 12 portais, de fato 12 pérolas (Apoc. 21:18-21); e não precisa da luz solar ou lunar, porque Deus e Jesus a iluminarão (v. 23). É quadrangular, com um perímetro de "12 mil estádios" (v. 16); cada lado equivalendo a 550 quilômetros aproximadamente, a Nova Jerusalém ocupará uma área maior que a do Estado de São Paulo. Fantástico!

Tudo isso e infinitamente mais é o Reino de Deus, para onde Jesus conduzirá o Seu povo. Se só a descrição desse lar maravilhoso já nos encanta, imagine o que será ver, sentir, e desfrutar todas estas maravilhas! Seremos moradores desse reino encantado se nos prepararmos cabalmente para o encontro com Jesus, conforme salienta a próxima e última lição desse abençoado trimestre.

Nota do Editor: Agradecemos sinceramente a contribuição do Dr. José Carlos Ramos na elaboração dos comentários da Lição deste trimestre. Foi bem mais fácil compreender e estudar nas igrejas a lição tendo por base estes estudos.

Na próxima semana o Dr. Ramos estará viajando, e o comentário será preparado por outro autor, mas certamente da mesma qualificação. Continue conosco.

Informativo das Missões:

Sábado, 22 de junho de 2002

Duas Orações, Uma Resposta:

Charlotte Ishkanian
Editora do Informativo Mundial das Missões

O problema da pequena congregação. O pequeno grupo de adventistas em Hirosaki, no Norte do Japão, não estava crescendo. O diretor do grupo, que havia fundado a igreja vários anos antes, em sua casa, havia morrido, e os membros não tinham onde se reunir para adorar. No Japão, muitos cristãos são os únicos membros de sua família a abraçar o cristianismo, e a cultura japonesa não estimula as pessoas a abrirem suas casas para outros.

Por algum tempo, os crentes se reuniram em um parque, e isso até dava certo nos dias quentes, com sol. Mas quando chegava a neve do inverno, os membros não tinham lugar para se reunir.

O número de membros da igreja começou a diminuir. Depois de oração e de muitas semanas de procura, eles encontraram um pequeno salão em um edifício público para alugar. Afinal, eles tinham um lugar onde se reunir, qualquer que fosse o tempo. Mas o salão não permitia manter uma atmosfera de adoração, e poucas visitas voltavam.

Os membros da igreja oravam para ter sua própria igreja, mas o grupo, que era composto principalmente de mulheres idosas, não tinha os recursos para comprar um edifício que pudessem converter em igreja. Tudo que eles podiam fazer era orar.

O sonho do médico. Enquanto isso, centenas de quilômetros ao Sul, em um subúrbio de Tóquio, um jovem médico adventista e sua esposa tinham um sonho. Eles queriam construir um hospital e começar um ministério em uma área onde houvesse poucos adventistas.

Um dia, ele visitou o escritório da Associação Leste-Japonesa, onde contou seu sonho. O presidente da Associação ouviu o médico descrever o plano que Deus havia colocado em seu coração. Ele pensou nos membros de Hirosaki, em suas lutas e apelos por uma igreja. O presidente da Associação contou a necessidade ao Dr. Kametani. Talvez a Associação e o médico pudessem trabalhar juntos para incrementar a obra de Deus nessa região. O Dr. Kametani estaria disposto a ir aonde quer que Deus o mandasse, e concordou em visitar Hirosaki.

Quando chegaram a Hirosaki, o médico e sua esposa acharam 16 crentes, principalmente mulheres idosas. A cidade era grande e precisava de mais centros médicos como o que o Dr. Kametani queria criar. Mas o médico não tinha dinheiro para construir a clínica. O casal, juntamente com os membros da igreja, pediram a Deus para resolver seu dilema.

O presidente da Associação sugeriu que eles solicitassem dinheiro da Missão Global para ajudar a construir a igreja e incluísse a clínica nos planos de construção.

A visão cresce. Eles encontraram um terreno apropriado para uma clínica e uma igreja e, com a ajuda da Missão Global, foi construído um edifício que incluía a igreja, uma clínica e a residência do médico.

O médico começou a trabalhar. A clínica abria das 9h. da manhã até às 8h. da noite todos os dias, a não ser às quartas e sextas-feiras à noite e aos sábados. Mas mesmo quando a clínica estava fechada, se algum paciente precisasse de ajuda, o médico abria a clínica para atendê-lo.

Correu depressa a notícia da nova clínica, e logo o médico e sua esposa enfermeira tinham mais pacientes do que podiam atender. Eles atendiam a todos os que os procuravam. Logo a clínica era muito pequena para o número de pacientes que estava recebendo.

Sonhos realizados. Com a clínica no limite dos pacientes, o doutor começou a pensar na outra fase de seu sonho, abrir um hospital com internação de pacientes. Mas como fazer isso? Onde? E com que dinheiro? Deus abriu a porta e o vizinho da clínica, que possuía um pomar de maçãs, ofereceu o terreno para a clínica construir um hospital e um estacionamento, muito necessário. Esta foi uma resposta à oração, mas o médico ainda não tinha dinheiro para construir o hospital. O casal continuou a orar.

Um dia, um homem que possuía uma construtora foi falar com o médico. Ele tinha uma séria enfermidade que o impedia de comer e dormir. Sob os cuidados do Dr. Kametani, o homem sarou surpreendentemente rápido. Agradecido, esse construtor se ofereceu para começar a construir o hospital e esperar o pagamento depois que o hospital tivesse renda suficiente para pagar a construção. Assim, em 2000, com as bênçãos de Deus e com a ajuda do construtor, o hospital adventista abriu as portas para servir a uma cidade quase totalmente não cristã.

A pequena igreja mais do que dobrou de tamanho depois que o médico e sua esposa chegaram à cidade. Os membros continuam a se reunir na sala perto da clínica, mas em abril de 2001 o médico entregou alegremente as chaves da igreja ao novo pastor da congregação, dispensando o médico para dedicar-se à medicina.

Vimos a mão de Deus no trabalho em Hirosaki diz o Dr. Kametani. Louvamos a Deus por responder a duas orações diferentes de forma tão milagrosa.

TABELA: Por do Sol

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Manaus Belém Porto Velho Fortaleza Recife Salvador Rio de Janeiro
17h56 18h13 18h01 17h29 17h07 17h13 17h13

Cuiabá Campo Grande São Paulo Belo Horizonte Curitiba Brasília Porto Alegre
17h18 17h03 17h25 17h21 17h31 17h45 17h29

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RESUMO DOS ÚLTIMOS LANÇAMENTOS: A Página do Colportor