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Comentários da Lição da Escola Sabatina

Lição 3
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Cristo e o juízo

Parte Introdutória:
O título "Cristo e o juízo" denota o importante papel que o Salvador cumpre na obra do julgamento. O Novo Testamento O apresenta tanto como Advogado (I João 2:1) como Juiz (Atos 17:31).
Como não poderia deixar de ser, o tema do juízo é preponderante nas profecias apocalípticas. Por exemplo, em Daniel, de seu tema predominante, o domínio de Deus, derivam outros, igualmente importantes, como o julgamento divino e a ação divina na História. Deus age na História porque julga, e julga porque é soberano nos negócios humanos. Ele é o grande Juiz porque domina sobre todos. Em vista disso, tanto o povo de Deus como os seus inimigos passam, em Daniel, pelo crivo do juízo divino, o primeiro, para ser justificado, vindicado e salvo para sempre, enquanto os segundos, para serem desmascarados, condenados e destruídos. Assim, o juízo possui um caráter salvífico e ao mesmo tempo condenatório, dependendo da condição de relacionamento com Deus por parte daquele que é julgado.
De maneira especial, Daniel 7 mostra a cena do tribunal divino como o grande evento que, finalmente, tem como resultado o recebimento do Seu reino por parte do povo de Deus (v. 27). Principalmente a ocasião em que começa o juízo é ali indicada: seria depois do período de supremacia papal (v. 26), que termina em 1798. Portanto, o juízo teria início em qualquer momento depois desse ano. A informação desse momento específico nos é fornecida nas palavras de Dan. 8:14: "Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado", o que será visto na lição 4.
Mas o capítulo 7 chama a atenção para uma importante seqüência de eventos: impérios mundiais se levantam e desaparecem, o anticristo exerce o domínio, o tribunal divino inicia suas atividades, os poderes opressores são destruídos e o povo de Deus é restaurado na volta de Jesus. Com isto, é salientado na lição que "o livro de Daniel ensina um juízo pré-advento".
Domingo, 14 de abril: O Deus que julga
Jesus afirmou que "o Pai a ninguém julga, mas confiou todo o julgamento ao Filho" (João 5:22). Em outras palavras, nosso Salvador é também nosso Juiz, e vice-versa. Não há, portanto, como separar a obra do juízo da obra da salvação. Ambos os temas se pertencem; o juízo integra o conteúdo do evangelho (Rom. 2:16).
Jesus também afirmou que "o Pai a ninguém julga". Isso não significa necessariamente que a obra do julgamento é exclusiva do Filho. Na verdade, no julgamento cumprido pelo Filho se efetiva o julgamento da parte do Pai, pois o Filho não realiza obras apenas idênticas às do Pai, mas as próprias obras dEle (10:37 e 38). A ação do Pai se verifica na ação do Filho (14:10). O julgamento é atribuído ao Filho porque os homens são julgados com base no seu posicionamento em relação ao que o Filho é e ao que veio fazer (3:17-21). De fato, Ele disse: "Eu vim a este mundo para juízo" (9:39).
Jesus também afirmou ser o Juiz "por ser Ele o Filho do homem" (5:27). Ele sabe por experiência o que é a natureza humana (2:25), e só Ele está em condição de julgar com justiça e eqüidade. Não que Deus não saiba o que significa esta natureza. Afinal, Deus é onisciente e nada Lhe é oculto. Mas, se tomamos a onisciência divina por base, é inevitável a conclusão de que nem mesmo o julgamento seria necessário, pois Ele, de antemão, conhece quem é quem em todo o Universo.
A verdade é que o juízo ocorre não porque Deus necessita conhecer quem deve ser inocentado e quem dever ser condenado. Quem precisa conhecer isso são Suas criaturas, e estas não podem ter qualquer dúvida a respeito das decisões finais do Seu tribunal. Afinal, o caráter de Deus deve ser vindicado perante o Universo, por causa das afrontas e acusações que o grande rebelde lança contra Ele (veja o comentário a esse respeito à pág. 30 da edição do professor). E já que o pecado promoveu uma inversão de valores, o juízo corrigirá também esse tipo de perversão.
Como diz Ellen G. White, numa referência encontrada à página 32 da edição do professor, "o governo de Deus será vindicado e exaltado na mais ampla escala possível. Não é o julgamento de um só indivíduo ou de uma nação, mas do mundo todo. Oh! Que mudança ocorrerá então na compreensão de todos os seres criados! Então, todos verão o valor da vida eterna" Este Dia com Deus, pág. 294.
Assim, para que realmente não paire qualquer dúvida quanto à justiça de Deus, é de fundamental importância a consciência universal de que o Juiz é Alguém que conhece "na vida real" o elemento a ser julgado.
Impressiona-me o fato de que Jesus foi constituído Juiz porque é o Filho do homem. Ele adotou a natureza humana para conhecer por experiência a nossa realidade, e ser tocado por nossas necessidades. Isso é imprescindível para Ele ser "misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus, e para fazer propiciação pelos pecados do povo. Pois naquilo que Ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados" (Heb. 2:17 e 18). Alguém assim está perfeitamente habilitado a nos julgar.
Segunda, 15 de abril: Processo judicial
A lição de hoje enfatiza que um processo normal de julgamento requer obrigatoriamente uma fase prévia de investigação, que permita, inclusive, o levantamento de dados concretos e substanciais que facultem ao tribunal as decisões necessárias.
Isso é assim hoje, mas, de fato, nunca foi diferente, se é que se desejava um processo justo de julgamento. A esse respeito, a lição apresenta alguns exemplos extraídos da Bíblia. Mas o maior e mais impressivo é dado pelo próprio Deus, ao cumprir Ele as formalidades iniciais do primeiro julgamento do planeta. No momento em que o homem e a mulher caem no pecado (Gên. 3:8-19), Ele lhes dirige algumas inquirições que resultam automaticamente em levantamento de dados. Deus não necessita absolutamente das respostas.
Como a lição observa, Ele não precisa de dados para declarar o veredicto. Mas as perguntas são feitas no interesse de Suas criaturas, partindo dos próprios réus. O primeiro casal precisa "cair em si" e se conscientizar das conseqüências do crime que perpetraram. Esta conscientização, todavia, abre espaço para que Deus também lhes comunique a solução do problema (v. 15). O homem sofrerá as conseqüências, mas o preço último será pago pelo próprio Deus!
Parece que o relato da queda de nossos primeiros pais indica que, enquanto Deus faz perguntas, há esperança. Deus fez perguntas a Adão, fez uma pergunta à mulher, mas à serpente, representativa de Satanás (Apoc. 12:9), Deus declarou diretamente o que a aguardava. Isso indicaria que, no caso do ex-querubim, o processo de investigação já havia sido feito, e a decisão já havia sido tomada. Agora, Deus, sem dúvida para o ensino do homem, age nesses termos com o animal usado pelo tentador, e símbolo deste. Não há restauração para a serpente. Mesmo na Nova Terra ela continuará a rastejar e a "comer pó" (Isa. 65:25), precisamente os juízos decretados sobre ela.
Se atentarmos para o segundo julgamento da História, veremos que a cena se repete. Deus faz "uma investigação", dirigindo perguntas a Caim (sem dúvida, enquanto resta alguma esperança a este), até que finalmente o veredicto é proferido (Gên. 4:9-12) e Caim se retira para ser "vagabundo e errante na Terra". Tudo isto, certamente, aponta para o fato de que, enquanto prossegue a fase investigativa do julgamento escatológico, a porta da salvação permanece aberta.
Terça-feira, 16 de abril: Chegou o juízo
Creio que o título da lição de hoje é fundamentada no anúncio da primeira mensagem angélica: "É chegada a hora do Seu juízo" (Apoc. 14:7). Entendemos que esse lance profético se cumpre com o evento de 1844, quando, de fato, segundo a interpretação de Daniel 8:14, teve início, em sua primeira fase chamada "investigativa", o juízo escatológico. Isto concorda com 7:26 que afirma que o tribunal seria estabelecido depois de 1798, quando terminaram os "três tempos e meio" de supremacia da ponta pequena (ver comentário da parte introdutória).
Como conciliar esta conclusão com a afirmação de Hebreus 9:27 de que o juízo de alguém ocorre imediatamente após sua morte? Porventura os que morreram desde o primeiro século até 1844, não tiveram que aguardar o tempo do juízo, mas foram julgados em seguida à morte?
A verdade é que tampouco hoje qualquer pessoa que morre é julgada em seguida, pois em 1844 começou o juízo do povo de Deus (ver I Ped. 4:17), isto é, apenas daqueles que morreram professando lealdade ao Deus verdadeiro.
Não sabemos se um crente que morre hoje passa imediatamente pelo juízo investigativo, ou, segundo o andamento desse juízo, tem ainda de aguardar um pouco. Este é um assunto que deixamos inteiramente aos cuidados de Deus, pois é Ele que está conduzindo o processo. Quanto ao ímpio que morre hoje, a exemplo dos que morreram em qualquer outro tempo, passará pelo crivo investigativo do juízo no futuro, durante o milênio (ver a lição de quarta-feira).
O que devemos observar, todavia, é que Hebreus 9:27 não pode contradizer o claro testemunho do Novo Testamento de que, ao tempo em que este estava sendo escrito, o juízo ainda era "vindouro" (Atos 24:25). O que na realidade o texto declara é que, ocorrendo a morte, o destino eterno do homem está decidido: ele está salvo ou perdido, e nada mais pode ser feito para alterar o quadro.
A versão bíblica utilizada pela lição para registrar o texto, a Nova Versão Internacional, é tendenciosa nesse ponto, abrindo margem para o conceito equivocado da imortalidade da alma. A idéia expressa por esta versão é que o homem, logo depois que morre, enfrenta o juízo, isto é, encara o tribunal de Deus. A maneira como a Almeida Revista e Atualizada expressa este pensamento é muito mais condizente com sua forma original grega e com o correto sentido: "...aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo", isto é, depois que a pessoa morre sua situação é irrevogável; a única coisa que espera por ela é o juízo, que demonstrará afinal estar ela salva ou perdida.
Essa é a maneira de Hebreus dizer que todo o tempo que temos para ser salvos é esta vida, e que, portanto, não devemos endurecer o nosso coração se "hoje" ouvirmos a voz do Espírito Santo (Heb. 4:7). Isso era verdade quando a epístola foi escrita, e continuará sendo assim até a consumação dos séculos. O diabo sabe disso e inventou algumas fantasias que atenuam a necessidade, dada a realidade que a morte pode ocorrer a qualquer momento, de alguém decidir por Cristo agora.
O espiritismo, por exemplo, garante que qualquer quantidade de novas vidas (reencarnações) necessárias para que a salvação seja, por fim, lograda, será providenciada por Deus. Outra ficção se chama universalismo, que garante que, no final, Deus dará um jeitinho (não sei se será o "jeitinho brasileiro", já que muitos dizem que Ele é brasileiro) e todo mundo acabará salvo. Outras fantasias incluem a doutrina pagã do purgatório e a prática de se rezar missas em favor dos mortos.
Entretanto, a Bíblia é clara em afirmar que "agora é o tempo sobremodo oportuno, eis agora o dia da salvação" (II Cor. 6:2), e que, ocorrendo a morte, resta apenas o juízo; nada mais se pode fazer para reverter a situação.
A lição pergunta também que aspectos do juízo são expostos em Romanos 2:5-8. Aqui estão quatro deles:
(1) Universalidade "aos que... aos que" (v. 7; cf. vs. 9 e 10 onde Paulo divide a humanidade total em "judeus" e "gregos", e afirma que ambos serão penalizados ou recompensados).
(2) Individualidade "a cada um" (v. 6). Cada um é julgado como se fosse o único. O escrutínio do juízo é pleno.
(3) Retribuidor "seu procedimento" (v. 6). O veredicto é dado com base nas obras, isto é, na forma de retribuição "retribuirá" (v. 6; cf. vs. 7-10); o homem colhe aquilo que semeia, o que o faz também responsável por seu destino eterno.
Intensificação "acumulas ira" (v. 5). O veredicto estabelecerá uma gradação de rigor no castigo (ver último parágrafo do comentário para amanhã). Daquele a quem mais se confiou mais será exigido.
Quarta-feira, 17 de abril: O juízo dos ímpios
A lição demonstra, através do texto apocalíptico, que o juízo investigativo e determinativo dos ímpios ocorre no milênio (a execução da sentença, o juízo executivo, ocorrerá no final desse período). Lembra também, com base em I Cor. 6:2 e 3 e II Ped. 2:4, que Satanás e seus anjos passarão também por esse processo judicial investigativo. Não estaria isto em contradição com o que foi afirmado no comentário de segunda-feira? Que Deus não fez perguntas à serpente, porque, representando ela a Satanás, o processo de investigação quanto a ele já havia sido feito, e a decisão já havia sido tomada?
Não há contradição alguma, pois ali foram apenas comentados alguns exemplos de como um processo de julgamento envolve uma fase inicial de investigação, e que o próprio Deus cumpre essa formalidade. Estes exemplos estão à parte do juízo escatológico que agora é mencionado. Lá também foi comentado o processo investigativo do juízo contra Caim, e agora, novamente, a vida deste ímpio estará também sendo passada em revista.
A pergunta que geralmente é feita quando se estuda o tema do juízo dos perdidos e dos anjos maus é: Por que Deus franqueará aos salvos a participação nesta obra de julgar? Mais uma vez, sem dúvida, para que dúvidas sejam esclarecidas. Certamente haverá surpresas quando chegarmos ao Céu: por que determinadas pessoas, que julgávamos salvas, não estão ali? Teremos acesso aos livros do registro de sua vida e nos certificaremos da resposta, com a conclusão de que Deus está corretíssimo em não tê-las junto aos remidos.
E por que os anjos que pecaram também terão que passar pelo crivo investigativo do juízo? Certamente porque nem mesmo a hoste angelical tem o conhecimento total dos fatos ligados à grande rebelião da qual estes anjos que pecaram participaram; quanto mais os seres humanos que se salvaram.
Será que entre tantos anjos que se perderam, não haveria pelo menos um que, de início, poderia ter sido, de alguma forma, restaurado, e não o foi por negligência divina? Lembremos que um dos propósitos do juízo é erradicar qualquer dúvida, por mais insignificante que seja, quanto à lisura do tratamento de Deus com aqueles que pecaram. Deus toma, então, todas as medidas necessárias para que, ao final do milênio, quando Ele derramar fogo e enxofre sobre anjos e seres humanos perdidos, cumprindo assim a Sua "estranha obra" e Seu "ato inaudito" (Isa. 28:21), as inteligências em todo o Universo concordem que isso é o que teria mesmo de ser feito.
Como se cumpre o juízo executivo desses perdidos?
No fim dos mil anos, quando os anjos maus estarão aprisionados, Jesus e os salvos retornarão com a Nova Jerusalém, a capital do Reino, e se estabelecerão no local onde hoje está o monte das Oliveiras em Israel (Zac. 14:4). Entrementes, os ímpios de todas as épocas e lugares ressuscitarão (Apoc. 20:5). Satanás e seus anjos serão soltos de sua prisão (v. 7), já que agora têm com quem trabalhar, e induzirão esses ímpios, incontáveis "como a areia do mar" (v. 8), a atacar a Nova Jerusalém. Isto prova que eles ainda são rebeldes, e que não intentam outra coisa senão o destronamento de Deus e a aniquilação de Seu povo.
Descerá, então, fogo do céu sobre todos eles, demônios e humanos (v. 10), fazendo-os sofrer tanto quanto merecem, segundo a infalível justiça divina, e segundo aquilo que ficou estabelecido durante o milênio. Naturalmente, uns penarão mais que outros. Satanás, obviamente, será aquele que mais será castigado. Finalmente desaparecerão para sempre, e, com eles, as obras iníquas do mundo.
Quinta-feira, 18 de abril: O propósito do juízo
Romanos 2:16 é um texto precioso com respeito ao relacionamento entre o evangelho e o juízo. Há os que imaginam que uma mensagem tão "drástica" como a do julgamento final não é parte integrante do evangelho, considerado como as "boas-novas" de salvação. Mas Paulo não deixa qualquer dúvida a respeito. "No dia em que Deus, por meio de Cristo Jesus, julgar os segredos dos homens, de conformidade com o meu evangelho."
Em primeira instância, parece que Paulo está afirmando que o evangelho é a norma do juízo, isto é, que Deus julgará o homem segundo o que o evangelho prescreve. Mas este não é o papel do evangelho. É o decálogo que é a norma do juízo (Tiago 2:12; 4:11 e 12; Ecles. 12:13 e 14). O apóstolo não está dizendo que as pessoas serão julgadas de acordo com o evangelho que ele prega, mas que o juízo é um dos temas do evangelho que ele prega. Como visto no comentário de domingo, não há "como separar a obra do juízo da obra da salvação. Ambos os temas se pertencem; o juízo integra o conteúdo do evangelho".
O mesmo Paulo que pregou a justificação exclusiva pela fé (Rom. 3:28), anunciou também que Deus "retribuirá a cada um segundo o seu procedimento" (2:6). A justificação é pela fé, mas o julgamento é com base nas obras porque são estas que evidenciam se a fé é legítima ou é vã pretensão (Tia. 2:18 e 19).Com efeito, a fé sem as obra está morta (vs. 17 e 26). Assim, Deus julgará as obras para demonstrar se aquele que as praticou era possuidor, ou não, da fé que salva. Portanto, evangelho e juízo não são apenas compatíveis; eles se complementam, ou, como a lição declara, "o evangelho se consuma no juízo".
Este fato é ainda confirmado num levantamento dos objetivos do juízo. Segundo a lição, estes objetivos são os seguintes:
(1) Revelar a verdade sobre o povo de Deus;
(2) Revelar a justiça e o amor de Deus;
(3) Restabelecer a harmonia no Universo;
(4) Forçar todos os seres humanos e poderes do mal a assumirem a responsabilidade por suas ações;
(5) Motivar o crescimento espiritual pessoal.
Bem analisado, cada um desses objetivos pertence também ao evangelho. Na realidade, sem o evangelho, o juízo seria tão-somente o ato judicial de Deus que daria fim a todos os que, indistintamente, pecaram; não existiria arrependimento nem conversão, e o perdão divino jamais seria outorgado. E sem o juízo, o propósito final do evangelho jamais se efetivaria, pois faltaria ao poder que salva (Rom. 1:16) o ato final de arrancar, pela raiz, a planta do mal (Mal. 4:1).

INFORMATIVO DAS MISSÕES:

Sábado, 20 de abril de 2002

Respondendo ao chamado de Deus


Vale Tunnell, Jr.
Diretor da Missão Mongol

Byra, de dezesseis anos de idade, olhou esperançosamente para o rosto de seu pai. Ela podia sentir que ele tinha algo importante para lhe dizer.

Não existe futuro para você aqui em Gobi-Altai ele disse. Você deve morar com seu tio em Ulan Bator. Vá para a escola, consiga um emprego e faça um futuro mais brilhante para você.

A vida de Byra tinha-se concentrado na cidade onde ela havia crescido, no Deserto de Gobi. Ela detestava pensar em deixar todos os que conhecia, tudo era familiar para ela. Mas o pai dela estava certo. Não existia nada para ela em Gobi-Altai, não havia chance real de progredir para ela ou para sua família. Ir a Ulan Bator para trabalhar a assustava. Ela colocou seus temores bem no fundo do coração e concordou em tentar. Estava determinada a não desapontar sua família.

Uma nova vida. Byra chegou a Ulan Bator e encontrou seu tio. Matriculou-se na escola e encontrou emprego em um hospital local, depois das aulas. Ela também trabalhava duas horas por dia para seu tio em troca de hospedagem e alimentação.

A vida de Byra era ocupada, mas sobrava tempo para fazer novos amigos. Alguns deles eram adventistas, que a convidaram para suas reuniões. Ela começou a freqüentar seus cultos e achou que eles preenchiam o vazio espiritual de sua vida.

Diante da resistência do tio, ela passou a morar com algumas estudantes cristãs. Byra logo assumiu um papel ativo na liderança da pequena igreja de Ulan Bator.

A visita do pai. Algum tempo mais tarde, o pai de Byra foi visitá-la. Ele havia trazido consigo alguma mercadoria que esperava vender para obter algum lucro. Mas desde o começo, as coisas correram mal para ele. A mercadoria não teve saída e seu dinheiro foi roubado.

Byra tentou repartir sua fé com seu pai e encorajá-lo, mas ele não estava interessado em religião. Foi à igreja com ela para ver em que tipo de religião ela estava envolvida, mas além disso ele não queria ouvir sobre Deus.

Na noite antes de o pai de Byra voltar para casa, pai e filha conversaram muito. Ele disse a ela que se orgulhava de como estava indo bem em tão pouco tempo. Eles conversaram sobre a família, sobre Deus e por que uma pessoa deveria se tornar cristã. Mas quando ele perguntou por que um Deus de amor podia deixar tantas coisas ruins lhe acontecerem, Byra não teve resposta. Finalmente, ela disse:

Deus tem um plano para sua vida, Papai, ou se não Satanás não atacaria você dessa maneira! Tenha fé!

O pai de Byra voltou para casa. Algumas semanas depois, o pastor pediu a Byra que convidasse o pai para voltar a Ulan Bator para ter uma classe de como dar estudos bíblicos. O pastor esperava que este convite encorajasse o pai de Byra a estudar a Bíblia com ele.

Para sua alegria, o pai de Byra foi. Ele sentou entre os jovens e ouviu em silêncio. Ao final do seminário, ele estava fazendo perguntas espirituais profundas. Antes de sair para casa, o pastor lhe deu dez Novos Testamentos e alguns livros religiosos. Ele desafiou o homem a convidar os vizinhos para estudar a Bíblia com ele e aprender mais do cristianismo.

Uma volta inesquecível. Algumas semanas mais tarde, Byra recebeu uma carta de seu pai. Ele havia começado um grupo de investigação cristã e várias pessoas estavam estudando a Bíblia com ele. As pessoas ficaram sabendo que ele tinha algumas Bíblias, e começaram a pedir para conhecê-la. Ele também escreveu ao pastor da igreja, contando de seus estudos bíblicos e lembrando ao pastor de sua promessa de convidá-lo para outro seminário sobre como alcançar os budistas com o Evangelho. Ele queria freqüentar, mas ainda não era batizado, e o pastor perguntou se seria sábio ele vir. Mas o pai de Byra estava decidido a assistir.

O homem chegou à capital pronto para freqüentar o seminário. Ele contou ao surpreso pastor que havia viajado quatro dias na traseira de um caminhão de carne para chegar lá. Era inverno, e as temperaturas oscilavam entre -30 e -40 graus C.

O pai de Byra pediu ao pastor para batizá-lo, e depois de interrogá-lo sobre suas crenças, o pastor concordou. Diante de seus alunos da Bíblia e de sua filha em lágrimas, o pai de Byra foi batizado. Ele voltou para casa com zelo aumentado. Seu grupo em casa continua a crescer em número e em interesse. Atualmente, 15 a 20 pessoas freqüentam os cultos e estudam a Bíblia com o pai de Byra.

A igreja na Mongólia é pequena, mas está crescendo rapidamente. As congregações estão ficando maiores do que as casas e edifícios alugados onde adoram. Eles precisam de lugares aonde possam convidar seus amigos e familiares para aprender sobre Deus. Parte da oferta do décimo terceiro sábado deste trimestre vai ajudar a prover esses lugares de adoração para esta pequena igreja que está crescendo.


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TABELA: POR DO SOL

Manaus Belém Porto Velho Fortaleza Recife Salvador Rio de Janeiro
1h56 18h11 18h07 17h30 17h12 17h23 17h33

Cuiabá Campo Grande São Paulo Belo Horizonte Curitiba Brasília Porto Alegre
17h31 17h21 17h46 17h39 17h55 17h58 17h58

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