Make your own free website on Tripod.com

Comentários da Lição da Escola Sabatina

Lição 4
Home | Lição 1 | Lição 2 | Lição 3 | Lição 4 | Lição 5 | Lição 6 | Lição 7 | Lição 8 | Lição 9 | Lição 10 | Lição 11 | Lição 12 | Lição 13

Daniel 8: O Príncipe do Exército Celestial

Parte Introdutória:
A lição estuda a profecia de Daniel 8. O Príncipe do exército celestial é Cristo. Se a lição 3 realçou Sua função de juiz, esta envolve Sua obra sumo sacerdotal. Aliás, o quadro cristológico oferecido por Daniel é completo. No capítulo 9, Ele é o "Ungido", Aquele que se dispõe a ser sacrificado "para dar fim aos pecados", "expiar a iniqüidade" e introduzir "a justiça eterna" (v. 24). Na ocasião em que Jesus foi batizado, ou ungido, João Batista O apresentou como "o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (João 1:29 e 36).
Seu ministério sacerdotal se impõe como condição sine qua non para que este efeito último de Seu sacrifício, "tirar o pecado do mundo", se efetive. Esse detalhe também é destacado no capítulo 9, pois a expressão "ungir o Santo dos Santos" (v. 24) pode perfeitamente apontar para o momento em que Jesus inaugurou Suas atividades no santuário celestial (veja pergunta 2 da lição 6). Mas a obra sacerdotal de Jesus é particularmente um dos temas de Daniel 8. Se no capítulo 9 Ele é, por excelência, a Vítima, no capítulo 8, Ele é o Sumo Sacerdote, que cumpre, tal como especifica o tipo do Antigo Testamento, um ministério duplo: um de lugar santo e outro de lugar santíssimo, o primeiro referido como "contínuo" (vs 11 e 13), e o segundo através do qual o santuário é purificado (v. 14).
A profecia deixa claro que o "contínuo" seria um dos principais alvos de ataque do "chifre pequeno", que entra em cena depois dos "quatro chifres" surgidos no bode, o segundo animal da visão. Vale frisar que, se o sacerdócio de Jesus é realçado em Daniel 8, o combate, pelo chifre pequeno, ao "contínuo" (que é a substância desse sacerdócio) deve se manifestar na História pela imposição de um santuário e sacerdócio paralelos que acabam ofuscando os de Cristo. Este ponto é demonstrado no comentário referente à lição de quarta-feira.
Louvamos a Deus, entretanto, porque a profecia é igualmente clara em prever que o "chifre pequeno" não teria um êxito definitivo em sua obra, pois, no devido tempo, o santuário de Deus seria plenamente vindicado e restaurado, e isso através do ministério de lugar santíssimo levado a efeito por nosso grande Sumo Sacerdote. Em resultado, o "evangelho eterno", por meio do qual o caminho correto de salvação é estabelecido, voltaria a ser anunciado, e agora a "cada nação, e tribo, e língua, e povo." (Apoc. 14:6). Em outras palavras, nestes últimos dias, é dada a oportunidade a todos os pecadores de se conscientizarem do verdadeiro santuário e sacerdócio, e de não serem, desta forma, iludidos com as artimanhas do "chifre pequeno" que estará de volta com força total. Com efeito, o vidente de Patmos contemplou aqueles que estavam diante de Deus no "mar de vidro", como "vencedores da besta, da sua imagem e do número do seu nome". (15:2).
Finalmente, dizemos que se Jesus é a Vítima em Daniel 9 e o Sumo Sacerdote em Daniel 8, é Ele o Rei em Daniel 7. Vítima, Sacerdote e Rei. A tradição rabínica apontava o Messias como Profeta, Sacerdote e Rei. Como Profeta dos profetas, Ele é o Servo que, em Isaías 53, depõe a vida em favor dos perdidos. Tudo isso Ele é no capítulo 2, pois Ele é, ali, a Pedra em que se fundamenta a totalidade do plano salvífico e restaurador de Deus, a Pedra que Se torna a "grande montanha" que abarca o mundo (v. 35). De maneira ainda mais completa, Ele é isso tudo também nos capítulos 11 e 12, que registram a última profecia do livro. Ele é o "Príncipe dos príncipes" que é "quebrantado" diante do "homem vil" (11:21 e 22), o sacerdote cujo santuário é profanado por "forças" iníquas e cujo ministério "contínuo" é substituído por uma "abominação assoladora" (v. 31), e é, finalmente, "Miguel", que na consumação final Se levanta para libertar o Seu povo (12:1).
Domingo, 21 de abril: Uma resenha da história mundial
Daniel 8 oferece o terceiro plano profético do livro, e como tal, faz novamente uma exposição da História, desta vez desde os tempos do império medo-persa até os tempos da "restauração de todas as coisas" (Atos 3:21). É interessante que a visão não inclui o império babilônico. Quando se indaga por que isso ocorre, a resposta mais freqüente é: "o império babilônico estava chegando ao fim e não havia mais espaço para ele na profecia."
O autor da lição parece inclinado a crer assim: "Babilônia foi excluída provavelmente porque já estava em declínio." Todavia, a visão anterior, a do capítulo 7, foi dada só dois anos antes, e ali Babilônia é referida. Será que dois anos fazem a diferença? (isto é, dois anos antes Babilônia já não estava em declínio?). Ademais, quando a visão do capítulo 8 foi dada, este império seguiria em seu domínio por quase mais 10 anos ainda. A razão é outra, e relaciona-se com o que o autor registra algumas linhas abaixo: "Alguns crêem que uma razão por que Daniel 8 excluiu Babilônia e começou com a Medo-Pérsia foi para ajudar a estabelecer o vínculo entre as profecias de Daniel 8 e Daniel 9." A razão envolve esse fato, porém é mais significativa que o simples estabelecimento de um vínculo entre os dois capítulos. Retornaremos a este detalhe mais adiante.
No início do comentário auxiliar da edição do professor, a lição afirma que o capítulo 8 deve ser visto em paralelo com o que foi anteriormente revelado ao profeta: "Daniel 8 continua a desenvolver elementos que haviam sido explicados nos capítulos 2 e 7." Este paralelo, novamente com a interpretação básica, pode ser visualizado desta forma:
INTERP. BÁSICA DANIEL 2 DANIEL 7 DANIEL 8
1. Babilônia Cabeça de ouro Leão; Duas asas; Mente de homem - o o o -
2. Medo-Pérsia Peito e braços de prata Urso; Firmou-se em um lado; 3 costelas na boca Carneiro; Chifre mais alto; Marradas em 3 direções
3.Grécia/Macedônia Ventre e coxas de cobre Leopardo; 4 asas; 4 cabeças Bode; "Sem tocar no chão"; Chifre notável entre os olhos; 4 chifres
4. Roma Pernas de ferro Animal Terrível Chifre Pequeno; "Sul, oriente, terra formosa"; Exército do Céu atingido; Príncipe do Céu ferido; Contínuo tirado; Santuário profanado
4a. Reinos subseqüentes Pés de barro e ferro; Reinos fracos e fortes; Tent. união p/ casamento 10 chifres no 4º animal3 chifres caem
4b. Anticristo Chifre pequeno; O Altíssimo blasfemado; A Lei mudada; Os Santos perseguidos; 3,5 "anos" de domínio; Tribunal Divino Chifre pequeno; "Cresceu até o Príncipe"; Verdade jogada por terra; Exército do Céu atingido; Contínuo tirado; Santuário profanado; 2.300 tardes e manhãs; Purificação do santuário
5. Reino de Deus Pedra; "Toda a Terra" Filho do Homem; Reino dado aos Santos; "Debaixo de Todo o Céu" Santuário totalmente purificado
Segunda e terça-feira, 22 e 23 de abril O chifre pequeno I e II
O chifre pequeno do capítulo 8 aponta para o poder romano, em suas duas fases de domínio: imperial e papal. Logo, ele está em paralelo, no capítulo 7, com o quarto animal e, ao mesmo tempo, com o chifre pequeno que surgiu entre os dez nesse animal (veja a tabela comparativa).
O comentário auxiliar nos adverte quanto à interpretação alternativa adotada por preteristas e futuristas. Estes tomam o chifre pequeno como uma representação de Antíoco Epifânio, "que, em 168 a.C., profanou o templo judeu." No segundo parágrafo deste comentário, porém, o autor das lições cometeu, a nosso ver, um lapso interpretativo ao afirmar, em seu argumento contra o epifanismo, o seguinte: "Depois de uma discussão de como este chifre pequeno se oporia à verdade, é revelado que ele teria permissão para fazer isso por duas mil e trezentas tardes e manhãs..." Querendo contrariar o preterismo, ele acabou por apoiá-lo, pois é esta linha de interpretação que sustenta que Antíoco se opôs à verdade por 2.300 tardes e manhãs (tomadas como literais). Mas o chifre pequeno simboliza o papado e não Antíoco Epifânio, e se assim é, não é possível que este chifre tenha se oposto à verdade desde 457 a.C. quando as 2.300 tardes e manhãs começaram.
Quem foi Antíoco Epifânio? Governante sírio da linhagem de Seleuco, um dos quatro generais que dividiram o império grego algum tempo após a morte de Alexandre em 323 a.C. Os outros foram: Ptolomeu, Cassandro e Lisímaco. O epifanismo se fundamenta na forma como a maioria das versões bíblicas registra a origem do chifre pequeno em Daniel 8:9: de um dos quatro chifres que tomaram o lugar do "chifre notável" no segundo animal contemplado na visão, o bode (vs. 5 e 8). Os quatro chifres representam estes quatro generais. Segundo esta interpretação, "de um dos quatro chifres" significa da linhagem de Seleuco.
Este animal representa o império grego e o chifre notável é o "primeiro rei", isto é, o império grego na qualidade de monarquia, cujo mandatário exclusivo foi Alexandre o Grande. Com a morte de Alexandre, o império foi dividido entre 5 generais, com o predomínio de um deles, Antígono, que quase conseguiu unificá-lo sob seu comando. Sua ambição, todavia, não vingou, pois os outros generais se coligaram para combatê-lo. Mesmo ajudado pelo filho Demétrio, Antígono foi finalmente derrotado na batalha de Ipsus em 301 a.C., cabendo então aos quatro generais, agora reis, o comando de tudo aquilo que antes pertencera a Alexandre.
A partilha, "para os quatro ventos do céu" (v. 8), foi assim estabelecida:
· Cassandro - ficou com a Macedônia e Grécia (ocidente)
· Lisímaco - ficou com a Ásia Menor e a Trácia (oriente)
· Seleuco - ficou com o norte da Síria e Mesopotâmia (norte)
· Ptolomeu - ficou com o Egito, a Palestina e sul da Síria (sul)
Face à localização geográfica, os judeus estiveram envolvidos inicialmente com os Ptolomaidas ao sul, depois com os Selêucidas ao norte (respectivamente "o rei do Sul" e "o rei do Norte" em Daniel 11:5-13); nunca com as outras duas divisões. O envolvimento dos judeus teria que ser mesmo com o Sul e com o Norte, mesmo porque ao Ocidente estava o Mar Mediterrâneo e ao Oriente, o deserto da Arábia. Mas chegaria o dia em que um poder vindo do ocidente, os romanos representados pelo chifre pequeno, conquistaria tudo.
A linhagem real dos ptolomaidas foi constituída por 15 mandatários do Egito, incluindo duas rainhas, Berenice III, em 80 a.C., e Cleópatra VII, de 51-30 a.C., o último membro dessa linhagem. Em 30 a.C., o Egito foi anexado ao império romano.
A linhagem real dos selêucidas foi constituída por 23 mandatários, sendo Antíoco Epifânio o oitavo deles. Isto significa que depois de Epifânio, ainda 15 reis dominaram. Este é um detalhe importante, como evidência histórica de que este rei não pode, de acordo com as especificações proféticas de Daniel 8 e como veremos abaixo, ter sido representado pelo chifre pequeno.
Uma vez que preteristas e futuristas aplicam o chifre pequeno a Antíoco Epifânio, as 2.300 tardes e manhãs são consideradas 1.150 dias, mais ou menos o tempo durante o qual o templo de Jerusalém permaneceu profanado por ordem desse rei. Por que transformam 2.300 em 1.150? Porque entendem que a profanação sob Antíoco resultou na suspensão de mais ou menos 2.300 holocaustos diários (eles assumem que a fórmula "sacrifício costumado", como aparece nos versos 12 e 13 na Almeida Revista e Atualizada, ou "sacrifício contínuo", como a Almeida Revista e Corrigida verte, refere-se ao holocausto diário). Em outras palavras, 2.300 holocaustos diários, na base de dois por dia, correspondem a 1.150 dias.
Este montante, entretanto, não se harmoniza com o período de tempo durante o qual os judeus foram vítimas das hostilidades de Antíoco, menos de 1.100 dias, de acordo com I Macabeus 4:52 e 59. Além do mais, é altamente duvidoso que, pela exegese do texto, possamos transformar 2.300 tardes e manhãs em 1.150 dias, com base na prática judaica do holocausto diário.
É verdade que a lei prescrevia dois holocaustos por dia, mas eles sempre foram referidos como o holocausto da manhã e da tarde, e nunca como o da tarde e da manhã (ver Êxo. 29:39; Núm. 28:3e 4; II Reis 16:15; II Crôn. 13:11; 31:3). Fosse o holocausto diário o ponto de referência para se determinar um período equivalente de tempo em Daniel 8:14, teríamos ali 2.300 manhãs e tardes. A fórmula registrada, principalmente quando considerada no original hebraico, "tardes-manhãs", requer o sentido de período completo, e indica, com muito mais propriedade, o relato da criação em Gênesis 1, tarde e manhã = 1 dia, como o correto ponto de referência para se estabelecer um período equivalente. Este só pode ser 2.300 dias!
Assim, toda esta interpretação é especulação pura. Antíoco Epifânio não pode ser o chifre pequeno pelas seguintes razões:
(1) Este rei sírio não cumpre as especificações da profecia, salvo num ou noutro ponto. Tomada no seu todo, a profecia requer uma figura bem mais preeminente que ele, como esta comparação entre profecia e história demonstra:
O que a profecia previusobre o chifre pequeno O que a História relatasobre Antíoco Epifânio
1. Avançaria irresistivelmente para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa verso 9.2. Cresceria até atingir o exército do Céu (o povo de Deus) e o Príncipe do exército versos 10 e 11.3. Tiraria o contínuo e deitaria abaixo o santuário verso 11.4. Teria êxito em deitar a verdade por terra e cumprir outros desatinos contra Deus verso 12.5. Surgiria quando o poder dos quatro chifres (as quatro divisões do antigo império de Alexandre, inclusive a de Seleuco de onde Antíoco procede) chegasse ao fim, e os "prevaricadores" (certamente os reis da linhagem de Seleuco e Ptolomeu, do norte e do sul respectivamente) se acabassem verso 23.6. Seria grande em poder, um poder não oriundo dele mesmo - verso 24.7. Seria quebrado sem o esforço da mão humana verso 25. 1. A campanha no Egito (sul) foi um fiasco imposto pelos romanos, a investida para o oriente precipitou a sua morte, e sua presença na Palestina (a terra gloriosa) foi de curta duração. 2. De fato perseguiu os judeus, mas não atingiu nenhum príncipe deles. O sumo sacerdote Onias III, assassinado em 171 a.C., não pode ser aqui evocado, mesmo porque sua morte não deve ser creditada diretamente a Antíoco. Além disso, dificilmente Onias III seria o Príncipe do exército que no verso 25 é identificado como o Príncipe dos príncipes. Isto parece tão fora de questão que a maioria dos próprios intérpretes preteristas interpreta o Príncipe como sendo Deus. Entendemos que apenas a figura histórica de Jesus cumpre este ponto, o que colocaria o cumprimento profético para bem adiante do tempo de Epifânio. 3. Profanou o templo dos judeus, mas jamais o destruiu. Ademais, a palavra "contínuo", heb. tamid, ligada ao ministério do santuário, define uma atividade mais ampla que o oferecimento de sacrifícios (ver abaixo a análise deste termo). Aliás, a palavra sacrifício não se acha ligada a contínuo no original. Entendemos que o todo do ministério diário, que no antigo santuário era levado a efeito no pátio e no lugar santo, é designado pelo termo. 4. Sua hostilidade contra a fé judaica incrementou o zelo dos judeus por sua religião e levou-os a resistir à helenização de seu culto, até que finalmente lograram a independência no tempo dos macabeus. 5. Dominou cerca de 100 anos antes do reino selêucida chegar ao fim em 65 a.C. Depois de Epifânio, mais 15 reis ocuparam o trono da Síria. O reino dos ptolomaidas ao sul, outro dos quatro chifres, acabou somente em 30 a.C.6. Não grandemente poderoso; tampouco o poder que possuía poderia ser tributado a outra fonte que não ele mesmo. 7. Morreu em sua expedição ao oriente, efetivamente com o concurso da mão humana.
A discrepância entre profecia e história no que respeita a Antíoco Epifânio é tal que muitos preteristas, da linha mais liberal e que negam o elemento preditivo sobrenatural da profecia bíblica, afirmam que o autor do livro de Daniel se equivocou, em vários detalhes, ao antecipar os lances da carreira desse rei. Não houve, entretanto, equívoco algum, pois o profeta não se referiu a ele e sim a um reino mais poderoso que o dos quatro chifres. Enquanto Antíoco Epifânio pertence a um dos quatro chifres, o reino selêucida, e que, portanto, pode ser considerado um dos "prevaricadores" do verso 23, o poder em questão surge além dos quatro chifres. Esse poder só pode ser Roma.
(2) A versão que declara no verso 9 que esse poder surgiria de um dos chifres não corresponde ao texto original. O autor da lição afirma que "o chifre pequeno surgiu de um dos quatro pontos cardeais da bússola, não de uma das divisões do império grego". Esta afirmação é correta. O original hebraico registra simplesmente "de uma deles", ficando a equivalência para uma e deles na dependência do que o escritor sagrado declarou no verso anterior. Aí ele fala de: chifres (primeiramente de 1 e depois de 4), termo sempre feminino no hebraico; ventos (também em número de 4, sem dúvida referência aos 4 pontos cardeais), termo feminino ou masculino no hebraico, dependendo da flexão da palavra; e céus, termo sempre masculino no hebraico, e que no verso 8 aparece no plural. Portanto, uma (feminino), faz referência ou a chifre ou a vento; deles (masculino) faz referência ou a ventos ou a céus.
Em lugar de chifres (masculino em português) podemos optar, como consta na Almeida Revista e Corrigida, por pontas (feminino em português, como chifre em hebraico). Os dois possíveis significados para a construção então seriam: (1) de uma [ponta] deles [isto é, dos quatro ventos], ou (2) de uma [vento (lembre que o termo pode ser também feminino no hebraico)] deles [isto é, dos céus]. A alternativa (1) é adotada por preteristas e futuristas; a (2) por adventistas. Quem está correto? Considerando que no verso 8 o escritor empregou ruhoth, a forma feminina plural da palavra vento, é muito mais natural a alternativa (2), isto é, que ele ainda tivesse em mente a forma feminina para vento no verso 9, subtendendo-a no termo feminino uma. Neste caso, deles apontaria exclusivamente para céus. Caso Daniel quisesse significar "de uma das [4] pontas", ou "de um dos [4] chifres", ele teria que registrar "de uma delas". A tradução "de um dos chifres" violenta o contexto imediato da passagem, salvo se Daniel tivesse cometido um erro de concordância no v. 9, o que é bem improvável. O anjo, portanto, está afirmando que o chifre pequeno surge de um dos quatro ventos, ou pontos cardeais, e não de um dos quatro chifres, e mais uma vez descarta a possibilidade de Antíoco Epifânio ser esse chifre, como querem preteristas e futuristas. O vento ou ponto cardeal, de onde surge o chifre pequeno, é sem dúvida o ocidente, de onde emergiu o império romano.
(3) O significado de determinado símbolo na profecia apocalíptica não deve ser restringido àquilo para o que o símbolo preliminarmente aponta. Em Daniel existem alguns exemplos desse fato: no cap. 2, o profeta afirma categoricamente: "Tu [Nabucodonosor] és a cabeça de ouro" (v. 38). Sabemos, entretanto, que a cabeça de ouro representa não apenas o rei Nabucodonosor, mas o Império neo-babilônico, que começou a ser construído antes dele, isto é, por seu pai Nabopolassar, e prosseguiu por vários anos depois da morte dele. Igualmente, no capítulo 7, o anjo interpreta os símbolos na forma de animais dizendo significarem quatro reis (v. 17), que ele amplia para reinos no verso 23. Neste capítulo o quarto animal possui 10 chifres, que o anjo diz representarem 10 reis (v. 24), mas que bem sabemos representam os povos bárbaros que dividiram o império romano e se transformaram em "reinos" independentes, e não meramente 10 governantes desses reinos.
Da mesma forma, o "chifre pequeno" de Daniel 7 é igualmente dito significar "outro rei", que bem sabemos aponta para o papado (uma forma de governo político-religioso), e não para um indivíduo. No capítulo 8, os animais representam reinos (vs. 20 e 21) e os chifres representariam reis que devem ser interpretados também como reinos. O primeiro animal, o carneiro, possui dois chifres, um mais alto que o outro, tendo o mais alto subido por último (v. 3). Esses chifres não representam reis (no sentido individual), mas dois reinos, a Média e a Pérsia, que se uniram na formação de um único império, tendo a Pérsia finalmente sobrepujado a Média. É verdade que, com respeito ao bode, o chifre notável entre os olhos é o primeiro rei do Império greco-macedônico, isto é, Alexandre (v. 21), mas, mesmo assim, considerando que Alexandre foi o único a possuir o domínio exclusivo do Império (pois os que dominaram depois dele dirigiram cada um o território que lhe coube na partilha), esse chifre notável aponta igualmente para o Império greco-macedônico na forma de monarquia.
Os chifres que surgiram em seu lugar, não significam apenas os 4 generais que a partir de 301 a.C. promoveram a quádrupla divisão do Império, Seleuco, Cassandro, Lisímaco e Ptolomeu, mas os quatro reinos que saíram daquele império (agora uma ex-monarquia dividida em 4 partes), com referência especial a dois deles, o reino dos selêucidas e o reino dos ptolomaidas. O chifre pequeno que "cresceu muito" (v. 9), embora o anjo diga representar um "rei" (v. 23), não significa, a exemplo das referências anteriores, apenas um indivíduo, pior ainda se considerarmos Antíoco Epifânio. Um reino inteiro está representado, e são os romanos, como Jesus afirmou ao considerar a profecia de Daniel (ver Mat. 24:15; Mar. 13:14; e Luc. 21:20).
Portanto, esta flexibilidade rei/reino no significado dos símbolos apocalípticos usados em Daniel, é perfeitamente viável. Considerando as coisas desta forma, não há senão uma aparente dificuldade no símbolo de um chifre (com o seu significado óbvio) proceder de um ponto cardeal, e não de um outro chifre, ou de um animal, como a lógica ou coerência humana poderiam exigir. Tudo o que Deus revelou ao profeta foi a vinda de um reino futuro, proveniente de determinada direção da Terra, que no caso é o Ocidente, de onde Roma, como império tanto pagão como religioso, procedeu (veja Zac. 1:18, 19 e 21, onde chifres são usados independentemente, isto é, sem estarem ligados a animal algum, como símbolos de poderes terrenos que oprimiram o povo de Deus).
(4) Segundo as passagens dos evangelhos acima, Jesus previu o cumprimento da profecia do chifre pequeno de Daniel 8 com os romanos que, mais ou menos 40 anos depois da cruz, cercaram Jerusalém, invadiram a cidade e destruíram o templo. Para o Salvador o "abominável da desolação", ou "abominação assoladora", não se cumpre na atitude de Epifânio levantar a imagem de Zeus no templo de Jerusalém, quase 200 anos antes, mas sim com Roma imperial (ver a parte de segunda-feira na lição 1). É claro que a profecia avança para um mais amplo cumprimento com Roma papal e sua tentativa de neutralizar a eficácia salvífica do Calvário e do ministério sumo sacerdotal de Jesus no santuário celestial, instituindo e impondo um sistema espúrio de salvação, como tentaremos descrever abaixo.
O fato de tornar-se forte para o sul, para o oriente e para a terra formosa (v. 9), se cumpre nas conquistas de Roma: Egito (30 a.C.), Síria (65 a.C.) e Palestina (63 a.C.) respectivamente.
Nos versos 10 e 11, a aplicação profética é dupla: Roma imperial ou pagã, e Roma eclesiástica ou papal, como se observa na tabela abaixo:
V. Profecia Roma Pagã Roma Papal
10 "Cresceu até atingir o exército dos céus" Alusão às perseguições movidas pelos imperadores Romanos à Igreja Cristã nos 3 primeiros séculos da nossa era. Alusão às perseguições movidas pela Igreja Católica a todos os que não se sujeitassem aos ditames de Roma.
10 "a alguns do exército e das estrelas lançou por terra e os pisou" Alusão ao martírio imposto pelos imperadores romanos aos apóstolos e outros líderes da Igreja. Alusão ao martírio imposto pela Igreja Católica aos lideres de grupos reformadores, Huss, Jerônimo, Savanarola, etc.
11 "engrandeceu-se até o Príncipe do exército" Alusão à morte de Jesus por ordem do tribunal romano (Pilatos) em 31 a.D. Conforme Dan 12:1, o Príncipe é Jesus. Alusão à atitude da Igreja Católica contra os fiéis na Idade Média, perseguindo-os e matando-os: "Quando fizerdes a um destes pequeninos que crêem em Mim, a Mim o fizestes." (Mat. 25:40 e 45). Ou alusão às prerrogativas papais, colocando-se no mesmo nível de Jesus, e em certos aspectos, até acima dEle, como já visto.
11 "dEle tirou o sacrifício costumado e o lugar do Seu santuário foi deitado abaixo" Alusão à destruição de Jerusalém e especialmente do templo, por Roma em 70 a.D. Duas posições como descritas abaixo.
É necessário notar, como a lição esclarece, que a expressão "sacrifício costumado", ou "sacrifício contínuo" como aparece em outras versões, não consta do original que registra apenas a palavra tamid, que significa contínuo. Esta palavra aparece 103 vezes no Antigo Testamento, e é empregada tanto na forma nominal como adverbial, várias vezes em alusão ao lugar santo e seu ministério, no santuário terrestre (veja última nota na lição de terça-feira). Exemplos:
incenso contínuo Êxodo 30:8
lâmpada acesa continuamente Êxodo 27:20
fogo arderá continuamente no altar Levítico 6:13
sacerdotes ministraram continuamente I Crônicas 16:37
a nuvem o cobria de contínuo Números 9:16
pão da proposição presente continuamente Levítico 24:8
Quarta-feira, 24 de abril: Falso ministério sacerdotal
O que é o tamid (contínuo) em Daniel? Como foi ele tirado e em seu lugar colocada uma abominação assoladora? (Ver Daniel 11:31).
Como bem estabelecido na lição, e pelo que temos observado neste comentário, o termo indica exclusivamente o ministério de lugar santo cumprido por Cristo no Santuário Celestial. Esse ministério foi tipificado pelo contínuo, ou diário, do ministério no santuário terrestre. Refere-se ao que poderíamos chamar de ministério salvífico sacerdotal de Jesus (isto é, aquele ministério através do qual Jesus aplica aos crentes as virtudes salvíficas do Seu sacrifício na cruz).
Esse ministério é cumprido de 31 a.D. (quando Cristo ascendeu ao Céu) até particularmente (mas, a nosso ver, não exclusivamente) 1844 (Heb. 7:25). Essa hipótese envolve a idéia do meio correto de salvação: por meio da graça, com base no sacrifício de Cristo, e mediante a fé.
O ato de se tirar o tamid, estabelecendo uma "abominação assoladora" em seu lugar, cumpriu-se quando o poder papal, durante o tempo de sua supremacia (=1.260 anos, de 538 a 1798), conseguiu desviar a atenção dos pecadores do ministério de Jesus no Santuário Celestial em favor deles, para um sistema espúrio de salvação mediante o esforço humano efetivado na prática de obras meritórias: penitências, pagamento de promessas, compra de indulgências, peregrinações, participação nas cruzadas à Terra Santa, mortificações, etc. Para solidificar todo esse aparato de mérito humano, a Igreja concorria com missas, oportunidade de confissão auricular, pontificado e sacerdócio clerical, queima de incenso, oferecimento de sacrifício incruento (hóstia), e a garantia, ao fiel, do céu após a morte, ou mesmo ao mais ou menos fiel, através do purgatório. Além disso, a prática do culto aos santos na qualidade de padroeiros e mediadores, bem como a veneração a Maria como co-redentora, rogando pelos pecadores agora e na hora da morte, como afirma a tradicional reza, conseguiram apagar na consciência humana os últimos lampejos do genuíno plano de salvação. Na verdade, um santuário e um sacerdócio paralelos foram levantados neste mundo, para obliterar o celestial, e substituir a obra mediadora de Jesus, o único Sumo Pontífice (ver também a lição de sexta-feira). Como tudo isso aconteceu?
Paulo advertiu a Igreja primitiva de que o processo de apostasia já operava (II Tess. 2:7). A partir do II século uma crescente carga de heresias foi avançando em solo cristão. Com a conversão de Constantino no IV século, o paganismo envolveu-se numa roupagem cristã. No VI século, o papado, já plenamente estabelecido, exercia cada vez mais o domínio. A cristandade já havia experimentado de tudo: heresias, dissensões, divisões, rivalidade entre líderes, etc., e o pior: a interposição humana entre o pecador e Deus. Os bárbaros haviam liquidado o império pagão, mas das cinzas deste, o sistema papal se levantara e exercia a soberania (veja o estudo de terça-feira na lição 2). II Tessalonicenses 2:4 havia se cumprido: o homem do pecado assentara-se no santuário de Deus (Sua igreja), e tomara o lugar de Deus.
O santuário de Deus envolve as verdades do Evangelho. Esse fato foi tipificado no santuário terrestre, onde diariamente o plano da redenção era aplicado. Naquele santuário estava também presente a Lei de Deus, a exposição do Seu caráter santo. No cumprimento do ministério do santuário, Deus Se manifestava com Seu plano de amor e desejo pela salvação de Seu povo.
Observe que Daniel 8:11 afirma que o contínuo seria removido, o santuário seria pisado e a verdade, jogada por terra. 11:31 afirma que em lugar de tudo isto seria introduzida a abominação assoladora, isto é: o conhecimento de Jesus como Sumo Sacerdote, como Aquele que aplica ao pecador as virtudes salvíficas de Seu sacrifício, seria removido, e em seu lugar seria colocado um sistema espúrio e diabólico de salvação.
Deus afirma que Seu nome está no santuário, em Sua cidade, e em Seu povo (Dan. 9:18, 19; II Crôn. 6:33; 20:9; Jer. 7:14 e 30). É-nos dito que quando o santuário é assolado, arrasam "até o chão a morada do Teu nome" (Sal. 74:7). O nome de Deus é Seu caráter. Quando Babilônia espiritual deitou abaixo o Santuário do Príncipe, profanou o nome de Deus. "E abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para Lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo" (Apoc. 13:6). Em resultado a Terra foi submetida à escuridão da Idade Média, e os homens adotaram falsos conceitos sobre Deus. Eles passaram a ter medo de Deus e a odiá-Lo. Criam num inferno de chamas eternas a aguardá-los avidamente quando morressem, e do qual não poderiam se desviar a não ser pelos recursos do romanismo. A exemplo do paganismo, foram criados meios humanos de se "aplacar a ira divina". O caráter de Deus havia sido atirado ao pó. A esse respeito, diz Ellen G. White:
"O acesso da Igreja de Roma ao poder assinalou o início da escura Idade Média. Aumentando o seu poderio, mais se adensavam as trevas. De Cristo, o verdadeiro fundamento, transferiu-se a fé para o papa de Roma. Em vez de confiar no Filho de Deus para o perdão dos pecados e para a salvação eterna, o povo olhava para o Papa e para os sacerdotes e prelados a quem delegava autoridade. Ensinava-se-lhes ser o Papa seu mediador terrestre, e que ninguém poderia aproximar-se de Deus senão por seu intermédio; e mais ainda, que ele ficava para eles em lugar de Deus e deveria, portanto, ser implicitamente obedecido...
"Ensinava-se-lhes não somente a considerar o Papa como seu mediador, mas a confiar em suas próprias obras para expiação do pecado. Longas peregrinações, atos de penitência, adoração de relíquias, construção de igrejas, relicários e altares, bem como pagamento de grandes somas à Igreja, tudo isto e muitos atos semelhantes eram ordenados para aplacar a ira de Deus ou assegurar o Seu favor, como se Deus fosse idêntico aos homens, encolerizando-Se por ninharias, ou apaziguando-Se com donativos ou atos de penitência!" O Grande Conflito, pág. 52.
É verdade que a cruz não foi esquecida nesse tempo de trevas; muito ao contrário, ela passou a ser idolatrada. Usavam cruzes nos colares, nos terços, no cimo das igrejas, como ornamento nas residências e nos altares. Mas nunca o homem se colocou tão longe da cruz, pois o seu significado foi obliterado. Até hoje esta situação persiste nos círculos romanistas.
"Assim como os judeus professavam reverenciar a lei, pretendem os romanistas reverenciar a cruz. Exaltam o símbolo dos sofrimentos de Cristo, enquanto no viver negam Aquele que ela representa.
"Os romanistas colocam cruzes sobre as igrejas, sobre os altares e sobre as vestes. Por toda parte se vê a insígnia da cruz. Por toda parte é ela exteriormente honrada e exaltada. Mas os ensinos de Cristo estão sepultados sob um montão de tradições destituídas de sentido, falsas interpretações e rigorosas exigências." (Ibidem, pág. 567).
Assim o romanismo instituiu seu próprio sistema de salvação. Os homens constituíram seus próprios sacerdotes, substituíram o pão da proposição da genuína Palavra de Deus pelo pão espúrio da tradição, e buscaram, de um homem tão pecador quanto eles mesmos, o perdão de seus pecados. Se anelavam por alguma graça especial, deveriam lembrar que no Céu Maria e os santos intercediam por eles. Poderia haver uma abominação mais assoladora para ser colocada no lugar do tamid de Jesus?
Jogando por terra o Santuário, jogaram também a Lei de Deus por terra. A mudança do sábado para o domingo, como dia de guarda, é algo também envolvido aqui.
Quinta-feira, 25 de abril: "Até duas mil e trezentas tardes e manhãs"
A pergunta 6 da lição entra na questão do tempo de duração da profecia: 2.300 tardes e manhãs, na realidade 2.300 anos. Foram empregados em Daniel 8 e 9 dois termos que significam visão: chazon e mareh. A lição 5, na parte de segunda-feira, comenta o emprego desses termos. Aqui, lembramos apenas que chazon refere-se ao todo da visão, enquanto mareh, a apenas uma parte dela. O primeiro termo aparece em 8:2, 13, 15, 17, 26b e 9:21; o segundo em 8:16, 26a, e 9:23. Confira os textos e observe o sentido de cada termo, conforme acabamos de referir. Em 8:13, "até quando durará a visão", o termo empregado é chazon; em outras palavras, o anjo está perguntando quanto tempo a visão completa do capítulo 8 abrange. A resposta é 2.300 anos (v. 14). O primeiro item da visão é o carneiro (svv. 3 e 4) que representa o império medo-persa (v. 20). O último item da visão é a purificação do santuário celestial (v. 14). A resposta dada à pergunta do anjo indica que de determinado ponto de tempo do domínio medo-persa até a referida purificação devem transcorrer 2.300 anos. Pelo capítulo 9 entendemos que este ponto de tempo do domínio persa é a "ordem para restaurar e para edificar Jerusalém" (v. 25).
Descobrimos agora por que a visão do capítulo 8 não podia incluir o império babilônico. O período de tempo de sua abrangência exigia que a visão começasse com o império seguinte, a Medo-Pérsia.
A lição de hoje deixa em aberto o começo e o término deste período. Este ponto será analisado na lição 5. Mas ela termina perguntando por que os 2.300 dias são 2.300 anos. Respondemos que, pelas próprias palavras interpretativas do anjo a Daniel, temos que entender o período desta maneira. Gabriel recebeu uma ordem, sem dúvida de Jesus, de que fizesse Daniel "entender" a visão. (v. 16). O termo aqui empregado e traduzido como visão é mareh, que como vimos indica não a totalidade da visão. Com efeito, o anjo, desta vez, não explicou toda a visão a Daniel; faltou o detalhe referente às 2.300 tardes e manhãs (v. 26). Ele voltaria depois para elucidá-las, o que aconteceu uns oito ou nove anos mais tarde, e está registrado no capítulo 9. Logo, este capítulo é uma seqüência lógica e natural do anterior, ainda que haja um significativo espaço de tempo entre ambos.
Por agora, o anjo apenas declarou ao profeta que as 2.300 tardes e manhãs se estenderiam até o tempo do fim (que conforme 12:6 e 7 começa em 1798), pois ele disse que a visão total (chazon) se referia a esse tempo, ou atingiria esse tempo (vs. 17 e 19; no v. 26 temos "dias ainda mui distantes"). Como 2.300 dias literais (pior ainda se forem 1.150 dias literais), revelados ao profeta quase 550 anos antes de Jesus, poderiam avançar para além de 1798 de nossa era?

INFORMATIVO DAS MISSÕES:

Sábado, 27 de abril de 2002

Uma descoberta feliz


Zorigt e Umbra
Secretário do Partido Republicano mongol

Uma criança leva sua família para Cristo.

Zorigt apressou-se do trabalho para casa. Ele só tinha tempo para comer um almoço rápido e voltar à sede do partido político para uma reunião. Quando abriu a porta, ele ficou surpreso ao encontrar o apartamento da família vazio e em silêncio. Onde estão todos? Ele se perguntou. Ele não tinha tempo para procurar. Pegou alguma coisa para comer e se apressou de volta para o trabalho.

Zorigt estava profundamente envolvido com as eleições que se aproximavam na Mongólia, assim, não notou que sua esposa, Umbra e as duas filhas, Anun e Ananda, costumavam estar fora aos sábados. Mas depois que a pressa das eleições terminou, ele perguntou o que estava acontecendo.

Onde você esteve? Eu vim para casa várias vezes no sábado, e achei a casa vazia ele disse à esposa. Aonde você e as meninas foram?

Umbra hesitou, insegura de como responder ao marido.

As meninas e eu estamos freqüentando uma reunião religiosa ela começou. Um dia, Ananda entrou depois de brincar do lado de fora e me disse que duas moças, Jolly e Orna, haviam pedido que as crianças do grupo em que brincava levassem suas mães para comemorar o Dia das Mães no apartamento delas. Ananda e eu fomos, e gostamos demais. As duas jovens eram tão alegres, tão agradáveis, que eu quis conhecê-las mais. Então, quando elas nos convidaram para voltar no sábado de manhã para aprender sobre Deus, decidi ir. As meninas e eu vamos ao apartamento delas desde então. Estou muito contente por saber que tenho um Pai que me ama! Os olhos de Umbra brilharam com lágrimas.

Zorigt escutou sua esposa. Ele sabia que ela era uma mulher sábia e não tomaria uma decisão precipitada em qualquer coisa que afetasse a felicidade ou o bem-estar da família. Eles sempre haviam trabalhado juntos para prover um lar seguro e confortável para suas duas filhas, com a idade de 9 e 11 anos.

Seguindo o caminho de Deus. Por que nós precisamos de religião? Zorigt perguntou à esposa. Nós vivemos muito bem sem ela!

Zorigt notou o entusiasmo da esposa, mas tinha ouvido algumas coisas ruins sobre o cristianismo, e não queria que sua família entrasse em alguma coisa que poderia fazer-lhes mal. Finalmente, ele concordou em visitar a igreja e ver antes de tomar alguma decisão sobre a religião.

Na semana seguinte, Zorigt juntou-se à esposa e filhas caminhando a pequena distância para o prédio de uma sala que a igreja havia alugado para as reuniões. Os membros do pequeno grupo o cumprimentaram na porta e deram calorosamente as boas-vindas. Eles pareciam bastante seguros, Zorigt pensou, enquanto sentava no banco duro de madeira. Ele observou o diretor de música dirigir a congregação em vários hinos alegres. As crianças, especialmente, pareciam gostar de fazer os movimentos para as canções que cantavam. Logo Zorigt aprendeu as melodias e começou a murmurar junto. "Essas pessoas certamente gostam de cantar!" Zorigt pensou para si mesmo.

Pego pelo amor de Deus. O Pastor Bold se levantou para falar. Ele falou sobre Deus, a criação e a origem do sábado. "Interessante", Zorigt pensou. Depois da mensagem, o Pastor Bold anunciou que estava planejando começar um novo seminário na quarta-feira à noite. Eles iam estudar os livros de Daniel e Apocalipse e ligar História com profecia na Bíblia. Zorigt endireitou-se na cadeira e ouviu com intenso interesse. Ele gostava de História!

Zorigt freqüentou o seminário de Daniel e Apocalipse e logo estava certo de que a Bíblia é uma história verdadeira e exata do mundo. E se ele podia confiar na história da Bíblia, devia também confiar nas profecias. Ele começou a freqüentar os cultos regularmente com a família.

O Pastor Bold ficou sabendo que Zorigt era fluente em russo e pediu para ele traduzir alguns livros religiosos do russo para o mongol. Zorigt atendeu com muito prazer. Ele tinha prazer em servir. E conforme traduzia, ele ficou ainda mais certo do amor de Deus e de Seu direito de reivindicar seu coração.

Zorigt, a esposa e as filhas entregaram a vida a Cristo. Um por um, eles foram batizados.

A família de Zorigt e Umbra teve muitas mudanças em sua vida.

Descobrimos o significado da vida, a fonte da vida Zorigt diz. Agora sabemos para onde nos voltar quando temos dificuldades. Agora temos metas diferentes na vida do que tínhamos um ano atrás, porque temos Deus.

Apelo. O pequeno grupo de crentes de Darhan, Mongólia, está crescendo rapidamente. Parte da oferta do décimo terceiro sábado deste trimestre vai ajudar a prover um lugar apropriado para os crentes de Darhan adorarem e convidarem seus amigos, colegas e vizinhos, para poderem continuar a crescer em tamanho e em graça.


--------------------------------------------------------------------------------

TABELA: POR DO SOL

Manaus Belém Porto Velho Fortaleza Recife Salvador Rio de Janeiro
17h54 18h10 18h04 17h28 17h09 17h19 17h28

Cuiabá Campo Grande São Paulo Belo Horizonte Curitiba Brasília Porto Alegre
17h27 17h16 17h41 17h34 17h49 17h54 17h51

--------------------------------------------------------------------------------

ÚLTIMOS LANÇAMENTOS CPB: A Página do Colportor