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Comentários da Lição da Escola Sabatina

Lição 5
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Daniel 9: A Vinda do Messias


Parte Introdutória:

A lição segue a anterior, assim como Daniel 9 deve ser considerado uma seqüência natural de Daniel 8. Com efeito, os dois capítulos se complementam. Eles formam uma unidade temática, e são mutuamente dependentes neste aspecto, isto é: sem o capítulo 9, o 8 permanece fechado quanto à explicação das 2.300 tardes e manhãs (ver o v. 26); e sem o capítulo 8, o 9 não vai além de 34 a.D., embora faça referência à inauguração do ministério sacerdotal de Jesus (mediante a expressão "ungir o santo dos santos" do v. 24 [veja pergunta 2 da lição 6 e nota que segue à pergunta]), um ministério que prossegue até os nossos dias. De fato, a lição de quarta-feira recorda-nos que "as 70 semanas cobrem o período histórico desde o tempo da Pérsia até a [primeira] vinda do Messias."

Mas Daniel 9 não é importante apenas por causa do período nele registrado. Todo o seu conteúdo é de uma preciosidade incalculável. A primeira parte registra uma das orações mais inspiradoras da Bíblia, talvez superada apenas por aquela proferida por Jesus em favor da Igreja, pouco antes de enfrentar a cruz (João 17). Mas, a exemplo da de Jesus, a oração de Daniel foi intercessora, isto é, em favor do povo de Deus, para que este, no tempo apontado por Ele, viesse a ser restaurado. E, como a lição deixa transparecer, essa primeira parte se casa perfeitamente com a segunda, as setenta semanas, num plano de causa e efeito.

A restauração que Daniel anseia para seu povo, e pela qual ora intensamente, será possível apenas através da vinda do Messias como o cumpridor do propósito redentor de Deus. Esse evento é tão completo em suas implicações que a restauração almejada envolverá toda a raça perdida. Como a lição pondera: "Apesar de, no contexto imediato, Daniel estar preocupado com a restauração política e física de sua nação, a profecia aponta para Aquele que viria possibilitar a restauração final e completa da humanidade pecadora."

Não é por acaso que Daniel 9 contempla-nos com a profecia messiânica mais significativa de toda a Bíblia.

Domingo, 28 de abril:

A oração de Daniel

Queremos ter uma idéia de como um homem santo, embora pecador, ora? Leiamos atentamente Daniel 9:4-19.

É-nos declarado que a oração da fé move o braço da Onipotência. E não é o que acontece em Daniel 9? "Falava ainda na oração, quando o varão Gabriel... veio rapidamente voando e me tocou..." Esse poderoso anjo de Deus diz ao profeta: "No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim..." O suplicante não é ninguém menos que aquele que, desde a sua juventude, decidira não se contaminar (1:8) e cumprira fielmente o propósito, Daniel, agora já próximo aos 90 anos.

Como é possível que os rogos de um ancião leve o Céu a se movimentar? É que esse homem sempre esteve em ligação com Deus e sempre se empenhou em favor de Sua causa. E desta vez não é diferente. A oração que profere parte de um coração pleno de solicitude por seu próprio povo, e de confiança em Deus como suficientemente fiel para cumprir as promessas de ????restauração. O anjo chamou Daniel de "mui amado" (9:23).

Mas se Deus é fiel, por que orar? Não serão os Seus propósitos, de qualquer forma, cumpridos? Não é Deus total fidelidade? Não seriam fúteis as nossas orações, visto que elas não O tornam mais fiel do que é? Não seria mais apropriado deixar o assunto exclusivamente com Ele, e cuidar apenas dos nossos negócios?

Não foi, evidentemente, com a idéia de que poderia motivar Deus a ser fiel que Daniel orou. Não é por aí que "o braço do Onipotente" é movido. A oração de Daniel precisa ser entendida dentro de seu próprio contexto, e à luz da experiência que o profeta vivia.

A profecia do capítulo 8 o impressionou profundamente. Nela, contemplou forças iníquas arrasando o santuário, "por causa das transgressões" (v. 12). Transgressões de quem?

Até aí, tudo ok. Não era novidade para Daniel que o que ocorrera com seu povo viera em resultado das transgressões deste. O que o perturbou foi o detalhe das 2.300 tardes e manhãs com o fato de que o anjo dissera que esse montante de tempo se estenderia a "dias ainda mui distantes" (v. 26). Teriam as transgressões de Israel sido tão graves que Deus resolvera postergar o retorno? Ou haveria um segundo cativeiro? A visão foi dada mais ou menos 56 anos depois que Daniel fora levado cativo para Babilônia. Faltavam então uns 14 anos para que os 70, anunciados por Jeremias como duração do cativeiro (Jer. 25:11), se cumprissem. E para complicar ainda mais o quadro, o anjo omitira uma explicação das 2.300 tardes e manhãs. Daí, tamanha a angústia que acometeu Daniel que ele ficou enfraquecido e adoentado (v. 27). Sem dúvida, mais ansioso ficava conforme os 14 últimos e cruciais anos iam escoando.

Não devemos supor que a oração de Daniel, registrada no capítulo 9, tenha sido a única motivada pela visão do capítulo anterior. Esta foi registrada porque a ela Deus respondeu prontamente, como o texto indica. Entre um capítulo e outro passam 10 ou 11 anos, e podemos imaginar que durante todo esse tempo o ancião Daniel lutou com Deus, até que a resposta veio. Resposta às orações leva tempo, mesmo para um homem santo como Daniel!

Agora, porém, o fim dos 70 anos estava próximo. Babilônia, o império conquistador havia passado, e Ciro, o prometido libertador das páginas de Isaías, dominava a Pérsia. Consciente da urgência do tempo, Daniel redobrou suas preces.

Com isto em vista, observe a maneira como o profeta ora. Primeiro de tudo, ele exalta a Deus como Aquele que guarda "a aliança e a misericórdia". Em seguida, confessa, com muito fervor, o pecado do seu povo, no meio do qual ele se coloca. A fórmula "por causa das transgressões", de 8:12, ele altera para "por causa das suas transgressões", em 9:7. Assim ele vai intensificando a confissão e confiança na misericórdia divina, até que extravasa seu anseio pela restauração do povo. Suas palavras são por demais tocantes: "Ó Senhor, segundo todas as Tuas justiças, aparte-se a Tua ira e o Teu furor da tua cidade de Jerusalém, do Teu santo monte [Sião, onde o templo havia sido levantado]... Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do Teu servo e as suas súplicas e sobre o Teu santuário assolado faze resplandecer o Teu rosto, por amor do Senhor. Inclina, ó Deus meu, os ouvidos e ouve; abre os olhos e olha para a nossa desolação e para a cidade que é chamada pelo Teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a Tua face fiados em nossas justiças, mas em Tuas muitas misericórdias. Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não Te retardes [ele imaginava que o tempo do retorno havia sido prorrogado], por amor de Ti mesmo, ó Deus meu; porque a Tua cidade e o Teu povo são chamados pelo Teu nome" (vs. 16-19).

Que oração! Poderia o Céu ficar impassível?

Segunda e terça-feira, 29 e 30 de abril

Daniel 8 e 9: vínculos de conexão. As setenta semanas

A lição de hoje demonstra o que foi antecipado na parte introdutória: Daniel 8 e 9 formam uma unidade temática. Isso é evidenciado pela maneira como o escritor descreve alguns detalhes, ou faz algumas colocações que só têm razão de ser na perspectiva do relato anterior. Por exemplo, comentando a vinda de Gabriel para ajudá-lo, Daniel declara tratar-se do mesmo ser que "tinha observado na minha visão ao princípio" (v. 21). A "visão ao princípio" não pode ser outra senão a do capítulo 8; ali vemos como começou o que agora seria concluído.

Assim, o próprio profeta conecta o evento do capítulo 9 com o do capítulo 8. Também é afirmado que Gabriel viera com um objetivo bem específico: "ele queria instruir-me, falou comigo e disse: Daniel, agora saí para fazer-te entender o sentido" (v. 22). As 2.300 tardes e manhãs eram o único ponto sobre o qual Gabriel não instruíra o profeta. O anjo viera agora dar o sentido daquilo sobre o que silenciara antes.

Além disso, dois termos utilizados pelo escritor em Daniel 9 sugerem, no mínimo, esta conexão. O primeiro, como a lição comenta com bastante clareza, é mareh, a visão específica das 2.300 tardes e manhãs, a qual, como o próprio anjo afirma, será agora explicada. O segundo aparece na lição de terça-feira, e é o verbo chatak, determinar, decretar, mas que, basicamente, aponta para o ato de cortar, separar ou destacar, do todo, uma determinada parte. O verbo é empregado em referência às 70 semanas como destinadas aos judeus (v. 24). O anjo está dizendo que do período total de 2.300 tardes e manhãs, 70 semanas foram separadas para o povo de Daniel. Assim, a conexão de um capítulo com outro está, inegavelmente, subentendida.

Sugeriria um terceiro termo: transgressão. Em 8:12, tudo que é feito ao santuário tem como causa "as transgressões". Já observamos que a construção "por causa das transgressões" neste verso sofre uma ligeira alteração em 9:7. Esse termo, incluindo sua forma verbal, aparece 3 vezes em Daniel 9 (vs. 7, 11 e 24).Certamente por imaginar que o que vira em visão era uma reedição mais ampla da maneira infiel como o seu povo havia se portado imediatamente antes de Babilônia assolar o santuário e a cidade, Daniel agora se empenha em confessar "as transgressões" de seu povo e apelar para a misericórdia de Deus e Seu perdão, não sem primeiro igualmente ampliar essas transgressões. Ele confessa o pecado, as iniqüidades, rebeldia, apostasia, desatenção, desobediência, desinteresse, falta de conversão e perversidade (vs. 5, 6, 8, 9, 10, 11, 13, 14, 15 e 16) de Israel.

Setenta semanas correspondem a 490 dias ou anos, que, extraídos das 2.300 tardes e manhãs, resultam em 1.810 dias ou anos. Se Gabriel veio para explicar o que não explicara em Daniel 8, isto é, as 2.300 tardes e manhãs, por que ele se ateve apenas às 70 semanas e não ao período completo? Por que silenciou sobre os 1.810 dias/anos?

Primeiramente deveríamos observar que Gabriel não foi totalmente omisso com respeito às 2.300 tardes e manhãs no capítulo 8. Ele declarou que o período se estenderia até o tempo do fim (vs. 19 e 26). No capítulo 9, o anjo não discute este ponto, mas limita suas ponderações àquilo que diretamente tinha a ver com a angústia de Daniel e sua intercessão. É o povo judeu que aqui está em foco, pois é com ele, o seu próprio povo, que Daniel está preocupado. O anjo, então, comunica ao profeta que a restauração seria tão plena que iria além do social e político; seria, antes de tudo, uma restauração espiritual, nos moldes da petição do profeta.

O anjo se referiu, é verdade, à "saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém" (v. 25). Mas ele falou muito mais da vinda do Messias e dos resultados de Sua obra redentora. Todos os males praticados por Israel, e que resultaram no cativeiro, males que Daniel confessou em oração (transgressões, pecados, iniqüidades, rebeldia, etc.), seriam devidamente sanados: "Setenta semanas estão determinadas [destacadas, separadas] sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniqüidade, para trazer a justiça eterna [o que Paulo chama de justiça pela fé], para selar a visão e a profecia [é a cruz que dá o toque de autenticidade a toda visão e profecia da palavra de Deus, e garante o seu cumprimento], e para ungir o santo dos santos [o ministério daquele santuário, que o Senhor edificou, e não o homem, entraria em vigência]." Não é esta a "restauração" que não somente garante mas incorpora e no devido tempo introduz o momento glorioso em que surgem "novos céus" e "nova Terra", e que pecado e pecadores serão coisa do passado?

Ademais, qual seria o efeito no idoso Daniel se o anjo lhe revelasse que pelo menos mais 25 séculos passariam e o mal ainda estaria exercendo o domínio do mundo? A plena consciência daquilo que o final das 2.300 tardes e manhãs significava, foi, misericordiosamente obstada ao profeta e às gerações seguintes. Estaria reservada para aqueles que viessem a viver a partir do "tempo do fim". Até lá, esse aspecto, e outros, da profecia de Daniel, estariam selados e fora do alcance da correta compreensão. Quando, porém, esse tempo chegasse, o conhecimento dessas preciosíssimas verdades seria facultado (Dan. 12:4).

Quarta e quinta-feira, 1º e 2 de maio

A vinda do Messias. Cronologia das 70 semanas

Os lances principais dos eventos previstos nos versos 25 a 27 são explicados satisfatoriamente na lição de quarta-feira. Apenas mencionamos que no ponto (5), quando o autor da lição afirma que a "nova aliança", estabelecida com o sacrifício de Jesus, "inclui judeus e gentios", ele não se preocupa em interpretar com precisão o que a profecia previu nesse detalhe, mas declara, em termos gerais, que a salvação está disponível a qualquer raça, o que é uma bendita verdade. Quando, porém, o anjo afirmou que o Messias, durante a 70ª semana, faria uma aliança "com muitos", estava se referindo aos muitos judeus (incluindo prosélitos) que aceitaram o evangelho entre 27 e 34 a.D, precisamente os limites dessa última semana. Antes do apedrejamento de Estevão, ocorrido em 34, nenhum gentio tornou-se cristão. É a partir especialmente da conversão de Saulo, ocorrida no mesmo ano, que o evangelho avança pelo mundo (ver nota 1 da pergunta 5, na lição de quinta-feira).

O gráfico que aparece na lição de quinta-feira é suficientemente claro para ser entendido, memorizado, e então, como a lição sugere, explicado a outros. Apenas acrescentaria, no espaço entre 31 e d.C., a figura da cruz para identificar este ano como o da morte de Jesus.

Ainda na lição de quinta, no penúltimo parágrafo (nota 2) o autor afirma: "Se as 70 semanas (490 anos) fazem parte dos 2.300 anos [e observo que constituem a primeira parte desse período], o ano 457 a.C. torna-se o ponto de partida para os 2.300 anos, que terminaram em 1844, o ano em que a purificação do santuário celestial deveria começar (Dan. 8:14)."

Pois bem, alguns estudiosos se surpreendem quando subtraem 457 de 2.300 e notam que não atingem o ano de 1844 como data terminal das 2.300 tardes e manhãs. Neste tipo de conta o resultado óbvio é 1843.

Se desejarmos saber matematicamente quando o referido período terminou não podemos simplesmente subtrair 457 de 2.300 pelo fato de que o primeiro montante é uma data e o segundo corresponde a número de anos. Número de anos se subtrai de número de anos, e não de datas, ou vice-versa. Assim, temos de converter a data 457 a.C. em número de anos a.C. e então subtraí-los de 2.300, para chegarmos ao fim do período. O decreto de Artaxerxes emitido em 457 a.C. (7º ano de seu reinado) foi posto em execução no outono desse ano, isto é, faltando mais ou menos 1/4 do ano para que este terminasse, já que o ano possui 4 estações, e considerando que no hemisfério norte o outono começa entre o fim de setembro e início de outubro. Portanto, a data é 457 a.C., mas o número de anos a.C. é 456 completos mais 1/4 de 457, que ainda faltava transcorrer. Assim temos:

data: 457 a.C. número de anos AC: 456+1/4

Considerando que até o batismo de Jesus se passariam 483 anos (7 + 62 semanas X 7 dias/anos), temos: 483 - 456+1/4 = 26+3/4, isto é, passados 26 anos completos da era cristã, mais 3/4 do ano seguinte ocorreu o batismo de Jesus, ou seja, o outono de 27 a.D. Assim temos:

data: 27 a.D. número de anos AD: 26+3/4

O evento do Calvário ocorreria 3,5 anos depois do batismo. Como a conta envolve quartos e não meios, devo considerar 3+2/4 como equivalentes a 3,5, e adicioná-los a 26+3/4. O resultado será 29+5/4, ou 30+1/4. A cruz foi levantada 30 anos completos depois de Cristo mais 1/4 do ano seguinte, isto é, a primavera de 31 a.D. (e sabemos que Cristo morreu por ocasião da Páscoa, na primavera). Assim temos:

data: 31 a.D. número de anos AD: 30+1/4

Até a morte de Estêvão são mais 3,5 anos, e as 70 semanas, ou 490 anos, chegam ao fim. Somando 3+2/4 a 30+1/4 chegamos a 33+3/4 do ano seguinte, o outono de 34 a.D. Assim temos:

data: 34 a.D. número de anos AD: 33+3/4

Subtraindo 490 (o número de anos correspondentes às 70 semanas) de 2.300 (também número de anos) sobram 1.810 anos que somados a 33+3/4 (quando terminam os 490 anos ou 70 semanas) chegamos a 1843+3/4 do ano seguinte, o que corresponde ao outono de 1844. Assim temos:

data: 1844 a.D. número de anos AD: 1843+3/4

Chegamos a este mesmo resultado subtraindo 456+1/4 de 2.300. Em outras palavras, as 2.300 tardes e manhãs terminam em outubro de 1844.

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INFORMATIVO DAS MISSÕES:

Sábado, 4 de maio de 2002

O Bêbado


Abba

Vive em uma pequena cidade no Norte da Mongólia, onde fabrica vassouras e as vende.

Ele se sentia impotente para mudar a espiral descendente de sua vida. Então, seu amigo o apresentou a Deus.

[Peça a um jovem para apresentar esta história na primeira pessoa.]

Abba tem 26 anos de idade e vive na aldeia de Sant, no Sul da Mongólia. Ele vai contar este testemunho pessoal.

Antes de me tornar cristão, eu vivia uma vida realmente mundana. Eu bebia, fumava e até roubava. Nunca pensei se o que eu fazia era bom ou mau; era parte de mim. Eu fazia isso naturalmente.

Uma vez, meus amigos e eu começamos a beber. Fiquei embriagado bem antes deles e perdi a consciência. Quando acordei, percebi que estava só; meus amigos tinham sumido. Fui tropeçando para casa à procura dos amigos.

Encontrei os amigos na casa de um deles.

Por que vocês me deixaram? perguntei, furioso.

Você estava dormindo! um deles me disse. Não pudemos acordar você.

Eles me deram outro aperitivo. De repente, senti como se estivesse caindo para trás, e tudo escureceu.

Acordei na delegacia de polícia, sem roupas e com frio. Meu braço estava sangrando, e minhas costas doíam. Não sabia o que havia acontecido. Quando o oficial de polícia voltou, ele me disse que eu tinha sido preso por perturbar a paz. Ele disse que eu estava gritando e ameaçando as pessoas, e que havia quebrado várias janelas das casas com meu punho. Isso explicava o braço sangrando.

Acusações assustadoras. Um homem que estava com o oficial de polícia me disse que eu havia batido em sua porta e o havia ameaçado. Eu não me lembrava de nada.

O oficial de polícia me entregou as roupas, e me vesti. Mas não encontrei meus sapatos. Quando pedi os sapatos, ele me disse que eu estava sem sapatos quando fui preso.

Outra mulher entrou na delegacia de polícia para registrar uma queixa contra mim. Ela disse que eu havia quebrado as janelas de sua casa. Eu me desculpei com ela e disse que não sabia que tinha feito isso. Eu quis ver as janelas quebradas por mim mesmo, e o oficial de polícia me levou para a casa dela. Embaixo de uma janela quebrada estava um de meus sapatos.

Caminhei para a outra casa com janelas quebradas, e lá achei meu outro sapato. Eu sabia que era culpado. O dono da casa me disse que eu havia ameaçado matar todos da casa. Eu havia corrido atrás das pessoas e atirado pedras nelas.

Paguei a multa e concordei em consertar as janelas quebradas. Até prometi nunca mais beber. Mas, três dias depois, eu estava bêbado. Parecia que eu não podia deixar de beber. Percebi as dificuldades que estava trazendo sobre minha mãe, com quem eu vivia. Eu tinha emprego, mas em vez de dar o dinheiro para a comida, eu comprava álcool.

Amigo fiel. Meu amigo de toda a vida, Daba, foi trabalhar na capital, e lá ele se tornou cristão. Quando voltou para a aldeia, tentou conversar comigo sobre a bebida. Nós éramos amigos, e escutei o conselho dele e acenei com a cabeça, mas em meu coração eu estava rindo do que ele estava dizendo. Pensava que a crença dele em Deus era tola.

Algumas semanas mais tarde, Daba me convidou para ir com ele a um grupo de estudos da Bíblia no sábado. Eu não tinha idéia do que seria isso, mas fui. Daba não era adventista, mas o grupo de estudo da Bíblia em casa era a única reunião cristã na aldeia, e ele estava ansioso de obter companheirismo cristão. Naquela manhã, o pregador falou sobre o amor de Deus, e de alguma maneira a mensagem fez sentido para mim. Vi no amor de minha mãe por mim um reflexo do amor de Deus. Mesmo quando eu voltava bêbado para casa e me repreendia, ela estava lá para me encorajar e ajudar quando precisava.

Continuei a freqüentar o grupo de estudos de Bíblia. Comecei a ler a Bíblia porque queria, e não porque achava que devia. Logo não mais podia parar de ler. Já estudei a Palavra de Deus por seis meses, e dei o coração a Deus. Estamos tendo reuniões evangelísticas em minha aldeia agora, e me dispus a construir o tanque batismal para o primeiro batismo. Quero ser batizado assim que estiver pronto.

Mudanças milagrosas. Ao longo dos anos, prometi a mim mesmo muitas vezes parar de beber, mas nunca consegui. Daba me disse para orar e pedir forças a Deus. Quando comecei a orar, todos os meus velhos amigos de bebida deixaram a cidade. Deus os tirou para eles não me influenciarem. Então, Ele tirou o desejo de beber e me livrou das cadeias do álcool. Antes, eu passava os dias bebendo com os amigos. Mas, graças a Deus, não bebo há cinco meses.

Antes de conhecer a Cristo, brigar, beber e roubar era minha vida. Mas quando conheci a Jesus, percebi que nada em meu coração era bom. Pedi a Deus para me dar um coração limpo, uma vida limpa, e agora só quero passar tempo com Ele. Confesso que aqueles tempos em que fazia mal a outros por minhas palavras ou ações eram errados e ruins. Pela graça de Deus, sou um homem transformado.


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TABELA: POR DO SOL


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