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Comentários da Lição da Escola Sabatina

Lição 6
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O dia escatológico da expiação.

Parte Introdutória:

O título da lição desta semana reafirma o fato de que a expiação executada por Cristo na cruz encerra um sentido escatológico. Escatologia é o estudo dos últimos acontecimentos. Com efeito, os tempos escatológicos, anunciados desde o Velho Antigo Testamento, se fizeram presentes em Jesus e transcorrem a partir dEle (Atos 2:17 e 22; I Cor. 10:11; Heb. 1:2; 9:26; I Ped. 1:20; I Joó 2:18). Com Ele chegou a ""plenitude do tempo"" (Gál. 4:4) quando Deus executou Seu ato soberano e definitivo de salvação (Efés. 1:7-10).

A fase escatológica final da expiação pode ser apreciada de maneira efetiva num estudo da doutrina do santuário. Esta, de fato, é fundamental nas Escrituras, porque nela se espelha o plano da redenção em sua inteireza: executado, aplicado e consumado. Ao se valer dos serviços do santuário, o pecador tacitamente reconhecia sua condição de culpado e a necessidade de restauração. Ali, pelo ministério diário, o arrependimento, através da confissão e do oferecimento do sacrifício, alcançava a necessária expressão; ali também se efetivava o perdão divino, e o pecador era reconciliado com Deus. Finalmente, através dpelo ministério anual, o pecado era extirpado, e um novo ciclo de atividade salvífica se iniciava.

Através de um processo repetitivo, Deus queria impressionar Seu povo não só com o fato de que o pecado é algo terrível em sua gravidade e conseqüência, mas, acima de tudo, com a certeza de que a redenção definitiva se manifestaria no devido tempo. Lamentavelmente, o ritual do santuário descambou para o vulgar e o rotineiro, tornando-se um fim em si mesmo; e quando o Redentor, prefigurado pelo ministério ali cumprido, se Se manifestou, foi ignorado e rejeitado sumariamente rejeitado por quase toda a nação eleita.

Deus, todavia, a partir do Pentecostes, e pela poderosa operação do Espírito Santo, enviou a ela as boas novas de que, precisamente aquele Jesus que haviam crucificado, ressuscitara e sSe assentara ""à destra do trono da Majestade nos céusCéus, como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo"" (Heb. 8:1 e, 2). Ele os considerava ainda Seu povo, e lhes estava dando prioridade máxima no privilégio de reconhecer a Seu Filho. Se o fizessem, claro que as outras nações seriam também evangelizadas, mas partindo exclusivamente de Israel.

De início, a pregação apostólica cativou os judeus, e milhares se tornaram cristãos (Atos 6:7). Quando, porém, os pregadores anunciaram mais a fundo as implicações do glorioso fato de Jesus ser Messias e igualmente Sumo Sacerdote, deixando claro que o cerimonial judaico não tinha mais razão de ser, e que Deus não habitava ""em casas feitas por mãos humanas"" (7:48), o templo de Jerusalém inclusive, as hostilidades se intensificaram, culminando com o apedrejamento de Estêvão (vvs. 58-60). Com isto, a nação evidenciou sua preferência por preservar o obsoleto judaísmo, definitivamente não aceitando a nova realidade sob o Messias. Cumpriam-se aí as 70 semanas de Daniel 9, e agora a pregação se estenderia também aos gentios, pois os judeus, etnicamenteétnicos, já não eram, senão, mais uma nação em meio a tantas outras que precisavam ser evangelizadas.

Notemos que o que levou a nação judaica a ser rejeitada não foi o fato de terem crucificado a Jesus em 31 d.C., mas a rejeição do evangelho em 34 d.C.. Anos mais tarde, o apego ao velho sistema do santuário terrestre ainda era tal, que, mesmo dentre os judeus que se tornaram cristãos, um grupo se viu fortemente inclinado a abandonar a fé e retornar ao judaísmo. Face a esta situação, Deus fez com que fosse escrita a Epístola aos Hebreus, onde o verdadeiro culto, por meio de contraste por meio de contrastado com o antigo, foi exaltado, e a superioridade do legítimo santuário definida com exatidão.

Uma das cristalinas afirmações deste desse documento inspirador é de que, em Jesus, a salvação foi estabelecida para sempre. Se, sob o antigo regime, a repetição dos sacrifícios conseguia apenas comemorar pecados (Heb. 10:3, Almeida Revista e Corrigida), já que nunca podia removê-los e ""tornar perfeitos os ofertantes"" (vvvs. 1, 4 e, 11), o de Jesus é um só e não precisa ser repetido porque é perfeito, completo e suficiente em si mesmo (Heb. 9:27; 10:10, 12 e, 14) para redimir, purificar e santificar (1:3; 9:14 e, 15; 10:10, 14 e, 18). O sacrifício de Jesus é também absoluto no sentido de que incorpora e cumpre todos os vários sacrifícios do antigo santuário, inclusive o do Yom Kippur, o dia da expiação (9:25 e, 26).

Infelizmente, os judeus permitiram que o próprio sistema litúrgico, instituído por Deus e através do qual muitos haviam anteriormente alcançado a salvação, se tornasse uma pedra de tropeço. Qualquer coisa, mesmo de origem divina, que tome o lugar de Cristo será maldição e não bênção. No ano 70 a.D., Deus permitiu que os romanos invadissem Jerusalém e destruíssem o templo com o seu ministério. Não estivessem os judeus tão apegados a ele, a ponto de idolatrá-lo, e provavelmente estaria de pé até hoje, como centro de propagação do conhecimento de Cristo.

Domingo, 5 de maio - Os santuários terrestre e celestial

O santuário terrestre é declarado ser cópia e sombra do celestial. Este, por sua vez, é o modelo do terrestre. O ponto de transição entre um e outro é a morte de Jesus em 31 a.D. Exatamente ao morrer, o véu, que separava o lugar santo do santíssimo no templo de Jerusalém, foi rompido de alto a baixo (Mat. 27:51), indicando que o antigo ritual chegara ao fim. Pouco tempo depois, Jesus subiu ao cCéu para inaugurar o Seu ministério no santuário celestial, ungindo ""o santo dos santos"" e cumprindo a profecia de Daniel 9:24. A este glorioso fato o escritor sagrado aludese refere, quando declara: ""... pelo sSeu próprio sangue, [Jesus] entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção"" (Heb. 9:12). A expressão ""Ssanto dos santosSantos"" nesta passagem e em 10:19 é tradução do original grego tá hágia, que, segundo os bons comentaristas de Hebreus, significa simplesmente santuário, como registram outras versões. Uma construção grega significando mais naturalmente ""santo Santo dos Ssantos"" é hágia tón hagíon, como empregada em Hebreus 9:3.

Cada aspecto do santuário terrestre prefigurava as realidades infinitamente superiores e definitivas do celestial. Cada sacrifício apontava para aquele do Calvário. A cruz deve ser vista no altar situado no pátio, que é um símbolo da Terra. A pia, guarnecida de espelho, símbolo da lei de Deus, aponta para o batismo (Atos 22:16), como um ato de fé e santificação, e que deve ser ministrado apenas àqueles que aceitam a Jesus, isto é, que passam pelo altar. Mas não esqueçamos de que pia e altar, antes de tudo, apontam para Jesus, ""que veio por meio de água [batismo no Jordão] e sangue [Sua morte no Calvário]"" (I João 5:6). Água é também um símbolo do Espírito Santo (João 7:37-39) e da divina Palavra (13:10; e 15:3; Efés. 5:26).

O trono de Deus era representado pela mesa dos pães da proposição, no lugar santo, e pela arca do concerto, no santíssimo. Os pães, bem como a luz do castiçal, naturalmente representam Cristo, e, por extensão, a Igreja (I Cor. 10:17; Mat. 5:14-16). O incenso era um símbolo dos Seus méritos vicários dEle; a atuação do sacerdote no lugar santo, e a do sumo sacerdote no lugar santíssimo, eram sombra de Seu ministério celestial.

Resumindo, o santuário terrestre, com suas três divisões, apontavam para três aspectos específicos da obra salvífica de Cristo:

(1) Pátio reconciliação mediante sacrifício. Envolve perdão e justificação. É a obra do Calvário;

(2) Lugar santo mediação, mediante obra intercessora; a aplicação dos recursos salvíficos do Calvário;

(3) Lugar santíssimo Julgamento, resultando na confirmação definitiva (selamento) da salvação na experiência do crente. Envolve a idéia de consumação final e extirpação do pecado.

Às vezes, corremos o risco de, estudando o santuário terrestre como figura do celestial, insistir tanto nos aspectos do primeiro, que acabamos invertendo os papéis: tornamos a cópia o modelo, e o modelo a cópia.

Mais lamentável ainda é o fato de que o exagero pode se transformar numa especulação doentia. Por exemplo, tem sido veiculada a idéia de que Jesus, para interceder por nós, tem que apresentar literalmente o Seu sangue, tal como ocorria no antigo santuário. Mas será que o Pai precisa ""literalmente ver"" o sangue do Filho para considerar a justiça satisfeita e o pecador em condição de ser justificado?

É verdade que a epístola aos Hebreus fala do sangue de Jesus como elemento expiatório purificador do crente (9:14). Mas a epístola jamais afirma que sangue literal tem que ser apresentado a Deus. O escritor sagrado reconhece que isto isso acontecia antes da cruz; o sumo sacerdote entrava, ""não sem sangue"" (v. 7), no tabernáculo. Mas quando é feita a devida aplicação desse fato ao santuário celestial, ele não afirma que Jesus entrou ali com, mas por ""Seu próprio sangue"" (v. 12), isto é, por virtude e mérito de Seu sacrifício.

De fato, as várias referências no Novo Testamento, particularmente Hebreus, ao sangue de Jesus como fator de salvação, devem ser entendidas como metonímia, uma figura de linguagem que toma a parte pelo todo, ou uma palavra, com sentido relativo, por outra, com sentido mais amplo e completo, com a qual se relaciona e da qual é símbolo. Como metonímia, a menção do sangue de Jesus significa a menção de Sua morte, de Seu sacrifício completado. Seu sangue poderia ter sido literalmente derramado, mas se Ele não tivesse morrido, estaríamos perdidos. Como Seu sacrifício foi pleno, e Ele morreu derramando o sangue, este passa a ser referido como o elemento que salva.

Há também que se lembrar que o Velho TestamentoAntigo Testamento afirma que no sangue está a vida (Lev. 17:11). Seu sangue derramado significa Sua vida sacrificada. É isto que Jesus, no santuário celestial, evoca em nosso favor para sermos aceitos e salvos; e é por isso também que o escritor sagrado afirma: ""sem Sem derramamento de sangue, não há remissão"" (Heb. 9:22).

Assim, não é sangue literal, físico, que Jesus apresenta no santuário. Paulo é claro em dizer ""que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus"" (I Cor 15:510).

Segunda, 6 de maio Serviços diários

O ministério do santuário terrestre se dividia em duas fases distintas: o diário, também conhecido como contínuo, e o anual. Este ocorria uma só vez ao ano, exatamente no dia 10 de Tishri, o sétimo mês, e envolvia o lugar santíssimo, além do pátio e lugar santo.

O primeiro incluía os seguintes atos envolvendo o pátio e o lugar santo:

Holocausto da manhã e da tarde (Êxo. 29:38-42; Núm 28:3-8);

Manjares da manhã e da tarde (Êxo. 29:40 e, 41; Núm 28:5, 7 e, 8);

Incenso da manhã e da tarde (Êxo. 30:7 e, 8);

Espevitamento das lâmpadas do santuário (Lev. 24:2-4; Êxo. 27:20 e, 21);

Troca semanal (aos sábados) dos pães da proposição (Lev. 24:5-9);

Oferta de manjares dos sumo sacerdotes e sacerdotes por ocasião da respectiva consagração (Lev. 6:20-23);

Ofertas e sacrifícios individuais dentre o povo.

Estas Essas atividades apontavam para o ministério salvífico de Jesus, levado a efeito no santuário celestial. Através dele, Deus aplica à alma contrita, arrependida e crente, os benefícios do sacrifício de Jesus. É, por isso, identificado como ministério de lugar santo, embora, como acima referido, os atos do diário envolvessem também o pátio. Mas aqui se fala de um ministério sacerdotal de Jesus no tabernáculo celestial em que é pressuposta Sua prévia atividade no ""pátio"", isto é, o oferecimento de Seu sacrifício na cruz. São as virtudes deste que são conferidas ao pecador.

Conforme relacionados no comentário de ontem, podemos desdobrar os dois primeiros aspectos da obra salvífica de Cristo da seguinte forma:

(1) Ministério do de pátio

Cristo Se oferece em sacrifício Heb. 9:14, 26 e, 28

A encarnação foi requerida para que isto ocorresse Heb. 1:1-10

Ele Se sacrificou uma vez por todas Heb. 7:27; 9:25, 26 e, 28; 10:10-12 e, 14

Portanto, reitero que todos os sacrifícios no santuário terrestre, quer os do diário (ou contínuo), quer os do dia da expiação, foram cumpridos no único sacrifício do Filho de Deus. Devemos observar que na, epístola aos Hebreus, ""muitos"", ""muitas"", envolve imperfeição, enquanto ""um"", ""uma"", ""único"", ""uma vez por todas"" envolve perfeição. Estes termos se ligam à obra de Cristo, e aqueles, ao antigo sistema. Há um contraste estabelecido entre as limitações deste e a plenitude da nova realidade em Cristo. No plano desse ministério, Cristo é:

Cordeiro sem defeito e sem mácula, cujo sacrifício é eficaz I Ped. 1:18 e, 19

Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo João 1:29

Sumo Sacerdote que oferece o sacrifício de Si mesmo Heb. 8:3; 9:25; 10:10-12

(2) Ministério de lugar santo

Após o Seu sacrifício, Cristo penetrou no santuário no Céu Heb. 6:19 e, 20; 9:24; 10:12

A exemplo de Seu sacrifício, Sua entrada no santuário foi uma vez por todas Heb. 9:12. Logo o ministério sacerdotal de Cristo é apenas um.

O serviço diário, ou contínuo, do santuário terrestre, tipificava Seu ministério de lugar santo, isto é, um ministério essencialmente salvífico, onde Cristo intercede pelos pecadores, aplicando individualmente a cada um que crê as virtudes de Seu sacrifício, outorgando o Espírito Santo, fortalecendo, guiando, vivendo no crente, etc. Heb. 7:25.

Assim, Sua obra corresponde ao que era feito no serviço diário do santuário terrestre, que é ministrar os méritos e benefícios de Sua justiça e sangue derramado, em favor de todos os que O aceitam. Dentro do esquema desse ministério, Cristo é:

nosso advogado I João 2:1

nosso único mediador I Tim. 2:5

Aquele que nos apresenta ao Pai Mat. 10:32

Aquele que apresenta nossas orações Apoc. 5:8; 8:3

Aquele que intercede por nós continuamente Heb. 7:25

Comente com a classe essas maravilhosas atividades doe lugar santo que Cristo cumpre em nosso favor, e tente estabelecer outras mais.

O holocausto era uma oferta de sangue; tinha caráter expiatório. Havia dois tipos de holocaustos: o coletivo e o individual. O primeiro era oferecido em favor de toda a nação. O segundo, especificamente em favor do ofertante. A aplicação ao santuário celestial é a seguinte:

Cristo morreu indistintamente por todos. Este fato beneficia a ímpios e justos, aqueles que ainda não aceitaram o evangelho e tantos quantos já o aceitaram (I Tim. 4:10); a humanidade pecadora e perdida ainda vive, porque Cristo morreu por ela morreu.

Mas o holocausto de caráter nacional não servia para a salvação individual. O judeu que não se arrependesse e não confessasse o seu pecado, tinha graça (provida pelo holocausto nacional) até o Dia da Expiação. Até lá, se não se arrependesse, era extirpado do povo de Deus (Lev. 23:29).

O mesmo se verifica em nossos dias. O indivíduo só terá a graça a seu dispor até que chegue o momento final. Caso não se arrependa até lá, estará perdido (Apoc. 22:11). Assim, o sacrifício ""coletivo"" de Cristo não o salvará individualmente (Atos 17:30 e, 31; Rom. 3:25; 2:4 e, 5).

Portanto, o fato de ter Jesus morrido por toda a raça resulta em salvação somente para aquele que O aceita individualmente.

Falamos aqui do holocausto individual como oferta expiatória. Mas isto é válido principalmente para aqueles sacrifícios oferecidos especíificamente e individualmente como oferta pelo pecado. No caso desses sacrifícios, o sacerdote ou aspergia e aplicava o sangue diante do véu no lugar santo, ou comia a carne também no lugar santo (Lev. 4:5-7, 17 e, 18; 6:26 e, 30), tornando possível, com este cerimonial, que o pecado se transferisse do pecador para a vítima sacrificada, e desta para o santuário. Assim, o santuário era contaminado com os pecados de Israel, havendo um dia específico para ser purificado, 10 de Tishri, o dia da Expiação.

No holocausto, nem o sangue era levado ao lugar santo, nem a carne era comida pelo sacerdote. Quanto ao primeiro, era espargido em volta do altar e sobre ele, ou então espremido na parede do altar; e quanto à carne, era queimada sobre o altar (Lev. 1:4, 5, 11 e, 15). Assim, o pecado, no caso desse sacrifício, não era propriamente transferido para o tabernáculo, mas para o altar.

A aplicação é óbvia: Os pecados de toda a humanidade foram transferidos para a cruz, mas só os confessados são transferidos para o santuário, para o expurgo final. Em outras palavras, o benefício do ministério de lugar santíssimo, efetuado por Jesus na parte final de Sua atividade sacerdotal, será auferido apenas por aqueles que genuinamente O aceitaram como Salvador pessoal, valendo-se de Seu ministério de lugar santo.

Terça e quarta, 7 e 8 de maio O Dia da Expiação I e II

Desdobramos agora a obra salvífica de Cristo que identificamos como ministério de lugar santíssimo:

Ministério de lugar santíssimo

No santuário terrestre, o sumo sacerdote entrava no santíssimo apenas uma vez ao ano, no fim do ciclo anual do ministério do santuário Lev. 16:2 e, 29; Heb. 9:7. Objetivo: purificar o santuário dos pecados de Israel Lev. 16:16, 19, 20, e 30

Cumprindo o tipo, Cristo executa igualmente um ministério de lugar santíssimo na parte final de Seu ministério sacerdotal. O santuário celestial também deve ser purificado Heb. 9:23

Seu ministério de lugar santíssimo tem a ver com o juízo. Os próprios judeus encaravam o dia da expiação como um dia de juízo. O juízo escatológico e a purificação do santuário são temas das profecias apocalípticas Dan. 7:10; Apoc. 20:11-15

Executando o ministério de lugar santíssimo, Cristo :

cumpre cumpre a função de Juiz. O julgamento começa pela casa de Deus (I Ped. 4:17), primeiramente os mortos (Apoc. 11:18) e então os vivos (Atos 10:42; Rom. 14:9-12; I Tim. 4:1; I Ped. 4:5)

Os livros do julgamento são referidos nas profecias apocalítpiticas (Dan. 7:10; Apoc. 20:11-15). O povo de Deus é constituído por aqueles que tem têm o nome escrito no livro da vida. O fato de ser um nome escrito não significava que permaneceria ali definitivamente (Apoc. 3:5; Êxo. 32:33). A obra do juízo determina queais nomes sejam riscados e queais nomes sejam mantidos.

Fechando a porta da graça, todos os da casa de Deus terão sido julgados. Aí sim, os que tiverem seus nomes mantidos no livro da vida tê-los-ão para sempre.

Quando a obra do juízo passar ao caso dos vivos, muitos nomes serão riscados. Isso corresponde à ""classe numerosa que tem professado tem professou fé na mensagem do terceiro anjo, mas que não tem sidofoi santificadao pela obediência à verdade"", que abandonará sua posição e passará ""para as fileiras do adversário"", na época em que estiver se aproximando a ""tempestade"" final". ( Ellen G. White, O Grande Conflito, pág. 6087). Mas umma ggrande multidão, vinda de Babilônia, preencherá o seu lugar (ibidem, pág. 611).

cumpre a função de Purificador. Pela obra do juízo investigativo, Cristo sela Seu povo fiel, e capacita-o para a transladação. Somente quando esse fato estiver consumado, é que a porta da graça se fechará definitivamente.

não cessa de cumprir também sua obra salvífica, primeiramente porque o juízo não é uma obra à parte da obra de salvação; Sua obra judicial é tão salvífica quanto Sua obra intercessora intercessória (a de ministério de lugar santo).

Não esqueçamos que, para o povo de Deus, o juízo significa vindicação, justificação e restauração. Por outro lado, não é porque Ele inicia Sua obra de julgamento que cessa Sua obra de intercessão. A graça continua à disposição do pecador como único meio de salvação de 1844 até o fim. Seu ministério de lugar santo, portanto, é simultâneo com Seu ministério de lugar santíssimo de 1844 até o fechamento da porta da graça. Veja no gráfico abaixo que o ministério de Cristo é um só, embora, como se viu, envolva três aspectos distintos. Que a graça, ou a oportunidade de salvação continua após 1844, foi prefigurado no próprio santuário terrestre de três formas:

(1) o altar de incenso, embora se situasse no lugar santo, era um utensílio intimamente relacionado com o lugar santíssimo (Heb. 9:4; cf. Apoc. 8:3-5). Como referido, o incenso apontava para os méritos vicários de Jesus.

(2) o incenso era significativamente usado no ritual do dia da expiação.

(3) determinadas atividades do diário eram cumpridas normalmente no dia da expiação.

Portanto, a graça de Deus não cessou ao começar Cristo o Seu ministério de lugar santíssimo. Os primeiros adventistas, logo após o grande desapontamento, não atinaram com este fato e estabeleceram a teoria da porta fechada; pouco tempo depois, porém, reconheceram o equívoco (ver O Grande Conflito, págs. 4278-42930).

[Nota do Editor: Neste ponto o Dr. José Carlos Ramos incluiu um diagrama bastante elucidador, mas que não fomos capazes de transformar, devido à incompatibilidade dos processadores de texto.]

Como vimos no comentário de segunda-feira, o pecado do povo de Deus exigia um processo de expiação que contaminava o santuário. O Yom Kippur, em 10 de Tishri, era reservado para a purificação do santuário, e de todo o povo. Através do cerimonial desse dia, o pecado era finalmente extirpado. Como a epístola aos Hebreus deixa entrever, esta purificação prefigura aquela maior, de todo o universo, e pode perfeitamente ser considerada a purificação do santuário celestial (ver 9:23).

A lição pergunta: ""Como é que alguma coisa no Céu, tão distante, precisa ser purificada? O que pode ter contaminado o Céu?"" E responde lembrando-nos o santuário terrestre. ""Assim como o terrestre era contaminado pelo pecado, da mesma forma se dá com o celestial."" Como o céu pode ser contaminado com o pecado, se nele não entram pecadores? Igualmente as pessoas comuns não podiam entrar no tabernáculo, mas o pecado delas o maculava. De que forma? Como visto acima, através dos sacrifícios expiatórios individuais. Então, mediante o ritual do Yom Kippur, o santuário era purificado com o expurgo final do pecado. Seguindo a analogia, os pecados daqueles que individualmente aceitam a Jesus são, pelo arrependimento e a confissão, transferidos para Ele como vítima sacrifical, e então para o santuário, mediante Seu ministério de lugar santo; daí a necessidade do santuário celestial ser também purificado, o que ocorre, como já referido, na parte final do ministério de Jesus.

No dia da expiação, os pecados de Israel (precisamente aqueles levados ao santuário cada dia através das ofertas individuais de pecado e de culpa) eram passados em revista diante de Deus, fazendo-se assim ""comemoração recordação de pecados"" (Heb. 10:3). Neste dia, cada israelita sincero, renovava sua consagração, confirmando seu arrependimento. Resultado: era perdoado e purificado (Lev. 16:30).

Se algum israelita tivesse um pecado não confessado, isto é, não transferido para o santuário, seria extirpado do seu povo (tal como acontecia com o bode por Azazel). Isto acontecia em sombra, e mais solenemente acontecerá em realidade no que respeita ao santuário celestial e ao dia do juízo.

A este respeito, o Pastor M. L. Andreasen declara: ""Deus mantém uma conta para cada homem. Sempre que, de um coração sincero, ascende uma súplica por perdão, Ele perdoa. Mas, por vezes, os homens mudam de idéia. Arrependem-se de seu arrependimento. Mostram, por sua vida, que o mesmoeste não é duradouro. E assim, Deus, em vez de perdoar de maneira absoluta, e definitiva, registra o perdão ao lado do nome das pessoas, e espera com o apagar final dos pecados para quando eles tiverem tido tempo de pensar maduramente no assunto. Se, ao fim de sua vida, se acham ainda com a mesma idéia, Ele os considera fiéis, e no dia do juízo seu registro é definitivamente limpo. Assim acontecia com o Israel de outrora."" (O Ritual do Santuário, pág. 127). Arrependimento é o primeiro passo para a salvação. Mas a consumação dela depende da perseverança (Mat. 24:13; Ezeq.q 18:24).

Quinta-feira, 9 de maio Significado do dia escatológico da expiação

A lição de hoje atinge uma das questões mais sensíveis no estudo do santuário: o bode, não de, mas para, ou por Azazel. Um grande número de versões registra a fórmula correspondente ""bode emissário"". Os que se opõem aos adventistas acusam-nos, com base no que a Igreja entende sobre esse ponto, de ensinar um sacrilégio: o diabo colabora com Jesus na obra da salvação.

Será que somos tão tolos a ponto de ensinar tal coisa? Na verdade, os que assim pensam, o fazem porque não se apercebem das implicações do que cremos sobre o significado do ritual com o bode por Azazel.

Um dos objetivos do dia Expiação era purificar o povo e o santuário (Lev. 16:30 e , 33). O ritual envolvendo o bode por Azazel fechava as atividades desse dia. Com ele, Deus extirpava cerimonialmente os pecados do arraial de Israel, banindo-os para o deserto.

O santuário era constituído de três partes: pátio, lugar santo e lugar santíssimo. A purificação dele era uma obra abrangente, que atingia o santuário no seu todo, e não apenas o lugar santíssimo. É provável que a purificação do ""pátio"" tivesse a ver com o ritual do bode por Azazel, mas este só entrava em cena após terem sido expiados o santuário, a tenda da congregação e o altar (Lev. 16:20), isto é, depois do santuário ter sido expiado. Temos, então, de convir, que o bode por Azazel não contribuía em nada para a obra de expiação, porque esta já ocorrera quando ele entrava em cena. Reforça esse detalhe o fato de que o bode por Azazel não era sacrificado; seu sangue não era derramado, e, portanto, não contribuía para a remissão do pecado (ver Heb. 9:22).

Uma vez completada a expiação, a remoção do pecado exigia o ritual com o bode. Sobre a cabeça deste eram confessados os pecados de Israel (Lev. 16:21). O animal, então, era levado para ""a terra solitária"", (v. 22) e ali desaparecia de cena. Este ato, portanto, acabava por extirpar o pecado de Israel.

Entendemos que o bode por Azazel representa a Satanás. Eis algumas considerações que evidenciam esta posição:

(1) Dois bodes eram usados nos trabalhos do dia da Expiação. É-nos dito que um ""era para o Senhor"", e deveria ser sacrificado. O outro seria ""para bode emissário"", ou para Azazel, e deveria ser mantido vivo (vvvs. 8-10). Se o Senhor é um ser pessoal, compreende-se que Azazel é igualmente um ser pessoal. Mas os dois bodes estão em antítese e representam realidades opostas. Se um é por Deus, o outro é por Satanás;

(2) Esta não é uma idéia estranha a estudiosos não adventistas. Por exemplo, John D. Davis, autor do conhecido Dicionário Bíblico de Davis, admite a probabilidade de que Azazel é ""um mau espírito, perverso, um demônio."" (pág. 64). Tal conceito fazia parte do pensamento judaico. O livro apócrifo de Enoque, em 6:7 e 8:1, fala de Azalzel, como chefe dos anjos maus, um anjo caído que seduz os homens.

(3) Embora no ritual da Expiação cumprido pelo judaísmo posterior o bode por Azazel fosse conduzido até o alto de um rochedo e então atirado para a morte, tudo indica que este ato fosse um acréscimo ao que a lei prescrevia, pois não há indício algum em Levíticos 16 que este esse animal devesse ser morto. Se o bode é um símbolo de Satanás, a própria forma como os judeus inicialmente o tratavam estaria em consonância com a lei que proibia terminantemente o sacrifício para os demônios (Lev. 17:7; Deut. 32:17).

Tampouco os adventistas admitem que o bode por Azazel fosse destinado a ser assim sacrificado. Cremos que ele simboliza o próprio demônio, e seu banimento para ""a terra solitária"" era a forma estipulada, dentro do cerimonial do santuário terrestre, para a erradicação do pecado. Este era remetido, como diz outro autor não adventista, ""de volta à sua satânica fonte"" (The International Standard Bible Encyclopedia, vol. I1, pág. 361). Assim, na consumação final, Deus fará retornar a Satanás aquilo que dele procedeu, o pecado. O mal que ele originou recairá sobre a sua própria cabeça (ver Apoc. 20:7-10).

(4) É verdade que Levíticos 16:10 informa que com o bode por Azazel deveria ser feito expiação. Mas note, como já visto, que o serviço com este bode era cumprido somente quando a expiação estava concluída. Aqui há uma aparente incoerência que se desfaz tão logo atentamos para o fato de que, no hebraico, o verbo kaphar, comumente traduzido por ""expiar, propiciar"" em nossas Bíblias, tem três sentidos básicos: (1) cobrir ou tapar (Gên. 6:14 - lembre que a tampa de cobertura da arca do concerto era chamada de propiciatório); (2) purgar, limpar ou purificar (Lev. 16:16); e (3) aplacar a ira (Gên. 32:20). A idéia que se extrai dos três sentidos é de que, através da expiação operada exclusivamente na cruz, o pecado será finalmente erradicado, isto é, aniquilado, extinto (Heb. 9:26).

Muito bem, cremos que quando é dito que se ""faria expiação"" com o bode por Azazel, o terceiro sentido deva ser, em especial, levado em conta. Uma expiação é feita com esse animal, mas não em favor do santuário, muito menos do povo, pois estes já se acham expiados quando o sumo sacerdote lança mão do bode e o envia para ""a terra solitária"". Tudo o que ocorre aqui, em relação ao povo, é que o bode carrega os seus pecados para o sumiço, pecados que, por meio da expiação precedente, já foram perdoados. O desaparecimentoer do bode é o desaparecer desaparecimento do pecado.

Satanás deve expiar com a vida os seus próprios pecados. Entre estes, um dos mais terríveis que cometeu foi levar o homem à desobediência, pois isto custou a vida do Filho de Deus. Este é um negro pecado de que Satanás é culpado, e do qual terá que igualmente dar conta. Desta forma, Deus, no fim do milênio, fará retornar os pecados de Seu povo à cabeça do inimigo, porque daí esses pecados derivaram. Quanto aos pecados dos ímpios, eles mesmos terão que expiá-los com a morte, embora Jesus tenha morrido também por eles. É que rejeitaram o Seu sacrifício e assim estão descobertos diante de Deus, tal como os anjos maus, em favor dos quais ninguém morreu.

E cCom o aniquilamento de demônios e ímpios, resultando na extirpação total e definitiva do pecado, a ira divina estará plenamente aplacada. Com efeito, Deus estava certo quando, no longínquo passado, instituiu o tipo com Moisés. Assim entendido, podemos ler as palavras de Levíticos 16:10 da seguinte forma: ""Mas o bode sobre que cair a sorte para bode"" por Azazel, ""será apresentado vivo perante o Senhor, para fazer"" aplacação ""por meio dele e enviá-lo ao deserto como bode"" por Azazel.

Sexta-feira, 10 de maio Estudo adicional

A lição de hoje toca novamente no ataque que o ""chifre pequeno"" fez ao santuário, profanando-o. O inimigo, de fato, é astuto. Ele conseguiu levar os judeus a perverterem o correto sentido da salvação, como vimos na parte introdutória. Anos depois que o santuário de Jerusalém foi destruído, ele promoveu a formação de um novo ""santuário terrestre"". Com uma liturgia pomposa, impressionante, ""de encher os olhos"", e envolvendo o solene oferecimento de um sacrifício colateral ao de Cristo, este novo santuário, igual ao judaico, obliterou o verdadeiro. E, diferente do judaico, esse, agora, ofereceu maior risco; era mais estratégico e artificioso por estar envolvido em atrativa roupagem cristã. E o resultado não tardou: os pecadores desaprenderam a mais importante lição: como, unicamente, poderiam se salvar (ver lição e comentários de 24 e 26 de abril).

As referências romanistas são bem claras quanto aos objetivos desse novo ""santuário"":

""Deveria cessar todo o sacrifício com a morte de Cristo?

""Não; na nova lei da graça deveria haver um sacrifício perpétuo, a fim de representar continuamente aquele que uma vez foi consumado sobre a cruz, e a fim de aplicar o seu fruto às nossas almas...

""Que é, então a missa?

""A missa é o perpétuo sacrifício do Novo Concerto, no qual Cristo, nosso Senhor sSe oferece, pelas mãos do sacerdote, sem sangue, sob as aparências de pão e vinho [tal como determina o dogma da transubstanciação], ao Seu Pai Celestial, como Aquele que Se ofereceu com sangue sobre a cruz...

""Que efeito tem a missa como sacrifício de propiciação?

""Por ela obtemos a misericórdia divina: (1) graças de contrição e arrependimento para perdão dos pecados; (2) remissão das penas temporais por causa dos pecados."" (Deharbe, A Full Catechism of the Catholic Religion, págs. 162, 163 e, 165.

""Há , então, mais do que um sacrifício propiciatório e expiatório? O sacrifício único da cruz não expiou todo o pecado?

""O sacrifício da cruz, e o sacrifício do altar são um e os mesmos.

""Por que renovar, então, cada dia o mesmo sacrifício? Não é suficiente o sacrifício oferecido uma vez na cruz?

""Os méritos e a virtude do sacrifício da cruz são infinitos; mas esta virtude e estes méritos devem ser aplicados, e isto só se pode fazer por certos meios.

""Quais são esses meios pelos quais os méritos do sacrifício da cruz são aplicados às nossas almas?

""São os sacramentos, o sacrifício da missa, oração e boas obras.

""Dentre esses meios, como devemos considerar o sacrifício da missa?

""Devemos reconhecê-la como um meio empregado pelo Onipotente para aplicar os méritos sagrados do sacrifício da cruz às nossas almas."" (Keenan, A Doctrinal Catechism, pág. 129).

Observe, então, que segundo o ensino católico, Deus aplica aos pecadores ""os méritos sagrados do sacrifício da cruz"" não através do ministério de Jesus no Santuário Celestial, mas através dos recursos que a Igreja Católica coloca ""à disposição"" deles. Em outras palavras, ela retém o monopólio da salvação (veja em Apocalipse 18:9-20, principalmente os versos 11-13, o que é dito do ""comércio"" de Babilônia). Esse fato está implícito nestas outras referências:

""O Sacrossanto Sacrifício da Missa não é apenas Sacrifício de louvor e ação de graças, ou simples comemoração do Sacrifício consumado na cCruz, mas é também verdadeiro Sacrifício de propiciação, pelo qual Deus se Se torna brando e favorável para conosco."" (Valdomiro Pires Martins, Catecismo Romano, pág. 267. Ênfase suprida).

O papa Leão XIII já dizia em 1898: ""Os sacrifícios do Velho Concerto eram sombras do futuro sacrifício da cCruz muito antes já do nascimento de Cristo. Após a Sua ascensão ao céuCéu, um sacrifício idêntico continuou na missa. ... Nosso Divino Redentor quis que o sacrifício consumado uma vez na cruz se prolongasse para sempre. E isto é feito através da missa."" (Encyclical Caritatis Studium, 25 de julho de 1898).

Quando é afirmado que o sacrifício da missa é incruento, isto é, sem derramamento de sangue, isto tem a ver apenas com a sua literalidade. Em intenção, todavia, o sangue de Jesus é novamente derramado: ""É o sangue da vVítima abatida no CcCalvário, fora das portas o que oferecemos em nossos altares, hoje, dentro do santuário cristão. ... É o Sumo Sacerdote da Nnova Ddispensação que traz para dentro do nosso santuário o próprio sangue, e o oferece. ... O mesmo corpo dilacerado por nós no CcCalvário está presente sobre o altar; o mesmo sangue que corria das feridas das santas mãos e pés e que gotejou do ferido coração é derramado de novo por nós. Através deste sacrifício de adoração, como ensina o Concílio de Trento, Deus sendo aplacado, concede graça e dons de arrependimento e perdoa pecados e crimes mesmo os mais enormes."" (MacDonald, The Sacrifice of the Mass, págs. 30 e, 31. Ênfase suprida).

""Se a Igreja Católica deve conduzir todos os homens à salvação eterna, e recebeu de Cristo, para este fim, a sua doutrina, os meios de graça, e os poderes que possui, qual é, pois, a obrigação de cada um individualmente?

""Cada um está obrigado, sob pena de condenação eterna, a tornar-se um membro da Igreja Católica, a crer em suas doutrinas, usar seus meios de graça e submeter-se à sua autoridade. ... A Igreja Católica é, com justiça, chamada a única Igreja que salva. Desprezá-la é o mesmo que desprezar a Cristo; nomeadamente, Sua doutrina, Seus meios de graça, e Seus poderes; separar-se dela é o mesmo que separar-se de Cristo, e perder a salvação eterna."" (Deharbe, A Full Catechism of the Catholic Religion, págs. 140, e 145).

Diante de todas estas colocações, pergunta-se: ""O que diz a Bíblia?"" Bem, conforme se viu na parte introdutória, a Epístola aos Hebreus anuncia o sacrifício de Jesus como sendo um. Mais que isso, ela afirma que Seu sacrifício foi oferecido uma vez por todas (7:27), isto é, o único sacrifício da cruz dispensa qualquer outro, ainda que seja a repetição dele, como alega o catolicismo ocorrer em cada missa. ""Uma vez por todas"" significa ""um só e nada mais"". E, além disso, Deus não concedeu a ninguém neste mundo o monopólio da salvação, já que isto é uma prerrogativa exclusivamente Sua. Só Deus salva, e Ele salva através dos meios que Ele mesmo instituiu e estão bem claros em Sua palavra. Isto encerra a questão, e consolida o santuário romanista como anticristão. Mas é interessante, ainda, observar como determinado texto de Hebreus é registrado numa versão católica:

""Por isso (Jesus Cristo), entrando no mundo, diz: Não quiseste hóstia, nem oblação, mas me Me formaste um corpo; os holocaustos pelo pecado não te Te agradaram. Então eu disse: Eis-me que venho, (segundo) está escrito de mim Mim na testada do livro, para fazer, ó Deus, a tua Tua vontade. Tendo dito acima: Não quiseste as hóstias e as oblações e os holocaustos pelo pecado, nem te Te são agradáveis as coisas que se oferecem, segundo a lei. Então eu disse: Eis-me que venho para fazer, ó Deus, a tua Tua vontade; tira o primeiro, para estabelecer o segundo. Por esta vontade somos santificados mediante a oblação do corpo de Jesus Cristo (feita) uma vez. E, enquanto que todo o sacerdote se apresenta cada dia a exercer o seu ministério e a oferecer muitas vezes as mesmas hóstias, que nunca podem tirar os pecados, este, ao contrário, tendo oferecido uma só hóstia pelos pecados, está assentado para sempre à direita de Deus"" (Heb 10:5-12. Versão Pe. Matos Soares).

Tudo isto confirma quão devastadora foi a obra do ""chifre pequeno"" contra o santuário, segundo a profecia de Daniel 8. De nossa parte, cumpre-nos achegar, pela fé, ao santuário celestial, onde Jesus, o único Sumo Pontífice intercede por nós face ao Seu sacrifício, também o único que realmente salva; e não nos deixemos iludir por fantasias.

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Sábado, 11 de maio de 2002

Tirado do fogo


Tumurbatar

Tem 24 anos de idade e vive em Erdenet, Mongólia.

Tuga era um vigarista. Ele ganhava dinheiro jogando com as pessoas que queriam arriscar seus escassos ganhos em uma chance de ganhar um pouco de dinheiro rápido. Ele fingia esconder uma pequena bola embaixo de uma de três pequenas xícaras, então convidava as pessoas para achar a xícara que tinha a bola. Na verdade, a bola estava escondida na palma da mão volumosa de Tuga. De vez em quando, só para conservar as pessoas jogando, ele escondia a bola embaixo de uma das xícaras, para as pessoas verem alguém ganhar e continuar jogando. Mas mesmo isso era um truque, pois as pessoas que "ganhavam" eram os amigos de Tuga. Ele fazia muito dinheiro assim, mas gastava tudo com bebidas e mulheres.

Uma noite, quando estava bebendo, ele entrou em uma briga e foi apunhalado várias vezes. Ele acordou no hospital. A namorada foi cuidar dele e implorou para que ele desistisse de beber e brigar. Mas Tuga não estava interessado em desistir de sua vida lucrativa. Então, a namorada o deixou.

Influência cristã. Tuga ficou sozinho algum tempo, mas depois conheceu outra garota, uma cristã chamada Tarwa [Tárua]. Tarwa sempre convidava Tuga para ir à igreja e o encorajava a procurar conhecer a Deus. Tuga não fazia segredo de que não estava interessado em religião, mas para agradá-la e passar mais tempo com ela, ele às vezes ia. Mas não entendia o que estava se passando e não gostava da igreja. Muitas vezes, depois das reuniões na igreja, ou das reuniões dos pequenos grupos, o dois discutiam.

Deus nem existe! Ele reclamava. Por que você me aborrece?

Tarwa continuou falando a Tuga sobre Deus e ofereceu-se a estudar a Bíblia com ele, mas ele parecia mais interessado nela do que na religião. Finalmente, ele a convenceu a mudar-se para morar com ele, e ela o convenceu a parar de jogar para não ser preso e ser levado para a cadeia.

Sem o dinheiro do jogo, o casal não teria condições de ficar na capital. Eles se mudaram para Erdenet, uma pequena cidade no noroeste, onde vivia a família de Tarwa. Lá Tuga começou a vender roupas ao ar livre na feira para ganhar a vida.

O convite. Um dia, Tuga voltou do trabalho e encontrou um papel preso na fresta da porta. Era um convite para as reuniões de um evangelista. Ele ainda não estava interessado em religião, mas percebeu que as reuniões eram perto do mercado onde ele trabalhava. Melhor ainda, eram reuniões gratuitas, e cada noite haveria brindes grátis, talvez coisas que ele poderia revender no mercado. Então ele decidiu ir.

Tuga chegou cedo à reunião para poder escolher um bom lugar, não para ouvir a conferência, mas com a esperança de que sua cadeira fosse a "cadeira premiada" daquela noite. Ele não ganhou nada na primeira noite, não podia impedir seus ouvidos de ouvir as conferências apresentadas cada noite. Ele aprendeu de um Deus incrível que o amava, não importa o que ele fizesse. Estas verdades tocaram seu coração.

Tuga sabia pouco sobre a Bíblia, mas o pregador não dizia nada sobre Deus que não pudesse provar pela Bíblia. Tuga começou a anotar os textos bíblicos para examinar quando chegasse em casa. Quando voltava para casa, ele procurava conferir o que havia ouvido.

A decisão de Tuga. O seminário estava terminando, Tuga passou muito tempo pensando no que ouviu. "Esta poderá ser a última chance que eu tenho para entender o cristianismo", ele pensou. Cada noite ele recebia um papel perguntando: "Você quer seguir a Jesus?" Normalmente ele jogava fora esses papéis. Mas, uma noite, ele o guardou e entregou. Ele queria seguir a Jesus. Quando estudou a Bíblia mais profundamente, ele decidiu ser batizado.

Tuga foi transformado por sua fé em Deus. Mudou muita coisa em pouco tempo. Ele sempre freqüenta os cultos quando há um programa. Aprendeu a orar e está aprendendo a guardar o sábado e participar da adoração em grupo. Ele passou por algumas dificuldades desde que decidiu seguir a Jesus. Os dias mais lucrativos para vender no mercado são os fins de semana, e ele está perdendo a renda de um bom dia de vendas cada semana, mas está decidido a permanecer fiel a Deus, pois Ele lhe deu muito mais.

Os antigos amigos de Tuga às vezes o procuram e convidam para um drinque, mas ele diz que não bebe mais, pois agora é cristão.

Desde que Tuga começou a confiar em Deus, muitas coisas mudaram. O dinheiro que ele usava para gastar em álcool e jogatina, ele agora usa para comprar comida e outras necessidades para sua família. A esposa fica muito feliz de ver estas mudanças nele. Agora Tuga convida Tarwa para estudar a Bíblia e louvar a Deus como uma família.

Não tenho orgulho da minha vida de antes de encontrar a Cristo Tuga diz. Mas Deus me tirou do fogo e me colocou em terra firme. Espero que meu testemunho ajude outras pessoas que estão presas nas chamas do pecado como eu fui.


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Tabela: Por do Sol

Manaus Belém Porto Velho Fortaleza Recife Salvador Rio de Janeiro
17h52 18h08 18h00 17h25 17h05 17h14 17h19

Cuiabá Campo Grande São Paulo Belo Horizonte Curitiba Brasília Porto Alegre
17h20 17h08 17h31 17h26 17h39 17h47 17h39

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