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Comentários da Lição da Escola Sabatina

Lição 9
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As armas do dragão: I - A besta do mar.

Lição 9 25 a 31 de maio

AS ARMAS DO DRAGÃO I
Parte Introdutória:

Apocalipse 13 forma uma unidade temática com o capítulo 12. O dragão prossegue em sua luta contra Deus, com destaque agora para os instrumentos de que se vale em sua vã tentativa de lograr o triunfo. Esses instrumentos estabelecem o conteúdo das duas partes do capítulo: a besta que emergiu do mar (vs. 1-10), precisamente o tema da lição desta semana, e a besta que emergiu da terra (vs. 11-18), assunto da próxima semana.

Algumas versões tomam o verso, que em outras versões é o último do capítulo 12, e o colocam como primeira parte do primeiro verso do capítulo 13. Além disso, essas versões têm o escritor do Apocalipse como o sujeito da ação aí descrita. Prefiro adotar a maneira como a Almeida Revista e Atualizada no Brasil dispõe o texto sagrado, registrando o verso 18 como sendo o último do capítulo 12 e vertendo-o de maneira a declarar que foi o dragão que se posicionou "sobre a areia do mar". Entendo que ele agiu assim por aguardar a força aliada que surgiria do mar e que receberia dele poder, trono e grande autoridade (13:2). Isso não significa que essa força entra em operação somente depois que o dragão manifesta sua ira contra o remanescente final, o assunto do verso 17, o penúltimo do capítulo. Não devemos esquecer que o material profético obedece aqui a uma exposição tópica seguida de desdobramento.

Como vimos no comentário da lição anterior, o capítulo 12 oferece a descrição de um conflito travado em duas fases principais. Primeiramente, o dragão combate o Filho da mulher. A vitória dEste e a derrota daquele são referidas em termos respectivos de exaltação e rebaixamento, isto é, na forma de impressivo contraste que efetivamente consolida o resultado da peleja enquanto o Filho da mulher é "arrebatado para Deus até ao Seu trono" (v. 5; compare com 3:21), precisamente o que o diabo sempre ambicionou, o dragão "foi expulso" e "atirado para a terra" (v. 9).

Então, não podendo mais combatê-Lo diretamente, o dragão se volta contra a mulher e, por extensão, contra seus descendentes finais (v. 17), o remanescente. O capítulo 13 é um desdobramento adicional dessa segunda fase do combate; adicional porque essa fase, subentendida em 12:6, é desdobrada inicialmente nos versos 13-17. O capítulo 13 é provido especialmente para nos conscientizar, como já afirmado, dos instrumentos empregados pelo inimigo no combate à mulher. Mas este segundo desdobramento é providencial também para nos revelar como se dará o lance final desse conflito, isto é, de que estratégia e instrumentos o dragão se valerá para combater o remanescente. Com a adesão da besta que emerge da terra, o dragão encontrará o seu segundo aliado, e estará assim formado o abominável trio que se oporá a Deus e a Seu povo nos momentos finais da História.

Isto colocado, uma pergunta naturalmente se levanta: como é possível Apocalipse 13 afirmar que o instrumento do dragão "vence" os santos (v. 7), quando o próprio dragão, no capítulo 12, é um derrotado? A resposta se liga à perspectiva de cada capítulo. Enquanto o cap. 12 apresenta as coisas do ponto de vista de Deus e da verdade, o cap. 13 as descreve mais do ponto de vista do dragão e do engano. É por isso que este capítulo, como diz a lição, "não começa com uma nota exatamente positiva". E esta nota não está apenas no começo; ela prossegue. A lição ainda diz: "À primeira vista, os versos não oferecem um quadro muito bonito." E é verdade. Aparentemente, as duas bestas, e o dragão, através delas, logram neste capítulo apenas sucesso e êxito em suas atividades: a primeira recebe poder, trono, autoridade, toda a Terra se maravilha após ela e a adora; é verdade que uma ferida mortal lhe é aplicada, mas ela se recupera e se mostra tão mais imponente que todos imaginam que ninguém poderá combatê-la. A segunda tem toda a autoridade da primeira e exercita um poder tão grande de sedução que move a humanidade toda a adorar a primeira besta e sua imagem. Também opera tão grandes sinais que, como Elias no passado, até fogo faz descer do céu deixando todos "de queixo caído". Seu poder é tão grande que lhe é dado comunicar fôlego à referida imagem.

E com isso, o inimigo reina supremo. Ele pensa vencer os santos porque consegue conduzi-los ao calabouço e à morte. Calcula-se que foi mais de um milhão, só na Idade Média. Mas tudo é pura ilusão, pois o Céu clama a plenos pulmões que os seguidores do Cordeiro são vitoriosos "mesmo em face da morte" (12:11), porque a vitória do Calvário lhes pertence. De fato, o inimigo reina supremo, mas sobre uma raça de perdidos. Ele mesmo é um perdido e seu extermínio é uma questão de tempo. "Então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de Sua boca e o destruirá pela manifestação de Sua vinda" (II Tess. 2:8). Paulo fala aqui da primeira besta, mas o destino desta não é diferente daquilo que aguarda a segunda besta e o dragão. Chegará o momento em que os três e todos os seus seguidores, serão lançados no lago que arde com fogo e enxofre (19:20; 20:10, 14 e 15).

Domingo, 26 de maio Descrição da besta do mar

É-nos dito que a primeira besta de Apocalipse 13 emergiu do mar (v. 1). Águas, em profecia, "são povos, multidões, nações e línguas" (17:15). O mar, de onde a besta emerge, representa uma região densamente povoada, tal como já era a Europa no início da Idade Média. Por outro lado, terra, de onde procede a segunda besta, aponta para uma região menos povoada, tal como a América no fim do século XVIII.

É evidente que Daniel 7 está por detrás de Apocalipse 13 como seu legítimo background (e isso é verdade também com respeito a Apocalipse 17). Tem-se dito que a besta que sobe do mar corresponde ao chifre pequeno do quarto animal na visão de Daniel. Eu entendo que é mais do que isso. Todos os elementos hostis a Deus e a Seu povo em Daniel 7 são incorporados por essa besta. Basta ver com um pouco de atenção o que o Apocalipse fala dela em comparação com Daniel 7. Observe os paralelos:

1ª BESTA DE APOCALIPSE 13
A VISÃO DE DANIEL 7

(1) semelhante ao leopardo (v. 2)
leopardo: o terceiro animal (v. 6)

(2) pés como de urso (v. 2)
urso: o segundo animal (v. 5)

(3) boca de leão (v. 2)
leão: o primeiro animal (v. 4)

(4) com dez chifres (v. 1)
quarto animal: possui, de início, dez chifres (v. 7)

(5) com sete cabeças (v. 1)
o total de cabeças dos quatro animais (vv. 4-7)

(6) boca que profere blasfêmias (v. 5)
chifre pequeno: boca que fala blasfêmias (v. 25)

(7) age por 42 meses (v. 5)
chifre pequeno: age por um tempo, doistempos, metade de um tempo (v. 25)

(8) combate os santos e os vence (v. 7)
chifre pequeno: faz guerra contra os santos e os vence (v. 21)

Naturalmente, vários aspectos da besta não estão presentes em Daniel, porque um dos objetivos do Apocalipse é ampliar o que foi revelado a este profeta. Em Daniel, os dez chifres são reduzidos a sete. Isso não se faz presente no Apocalipse, porque a ênfase de sua mensagem é que todos os povos apoiarão finalmente a besta, o que ocorrerá após a cura da ferida mortal (detalhe que não é mencionado em Daniel). Nesse tempo, os dez chifres estarão de volta e entregarão o seu poder à besta (17:12 e 13; ver comentário da lição de segunda-feira, 20 de maio). Pareceria exclusivo do Apocalipse o detalhe dos diademas, ou coroas reais, ornando os dez chifres da besta (13:1). De fato, em Daniel, os chifres não possuem coroas, mas é afirmado pelo anjo que eles representam reis, ou reinos (Dan. 7:24), o que equivale ao detalhe dos diademas no Apocalipse.

Tanto em Daniel como no Apocalipse, os chifres apontam para as tribos bárbaras que vieram do norte e invadiram o império romano fragmentando-o em diferentes países ou estados. Mas o fato de que os chifres na besta aparecem coroados é significativo. A besta representa um poder que se levantaria depois que o Império estatal chegasse ao fim, e os diferentes povos que o invadiram já exercessem, como a lição declara, a autoridade política. Este detalhe está em paralelo com a interpretação dada pelo anjo em Daniel 7, de que o chifre pequeno surgiria depois dos outros dez (v. 24).

Segunda-feira, 27 de maio Coisas bestiais

Bem analisado, o Apocalipse revela com bastante objetividade o empenho diabólico de camuflar o engano, revestindo-o com uma capa de verdade. Tão grande é o seu empenho que ele tenta imitar os próprios atos de Deus. É claro que isso envolve também o seu anseio de ser igual a Ele, ou, como diz a lição, de ser "como Deus". A lição pergunta sobre paralelos entre a experiência de Cristo e a da besta. Alguns desses paralelos evidenciam o empenho satânico a que nos referimos; amplio-os por entender que envolvem realidades quanto ao Pai, Filho e Espírito Santo de um lado, e o dragão, a primeira e a segunda besta, do outro. Outros paralelos vêm como uma verdadeira denúncia da Palavra de Deus sobre o estratagema satânico. Como os seres de um grupo se opõem aos seres do outro grupo, classificamos esses paralelos de antitéticos. O empenho satânico deve ser considerado tão-somente uma contrafação infame. Abaixo estão 21 paralelos:

Trindade divina
Trindade satânica

(01) Pai, Filho e Espírito Santo
Dragão, besta e falso profeta (2ª besta)

(02) O Filho é o Cristo
A besta é o anticristo

(03) Unidade entre o Pai e o Filho: Este é a imagem dAquele
Unidade entre o dragão e a besta: esta é a imagem daquele

(04) O Filho recebe trono e autoridade do Pai
A besta recebe trono e autoridade do dragão

(05) Espírito Santo glorifica e exalta o Filho
Falso profeta glorifica e exalta a besta

(06) Jesus, o Filho, é morto [o mesmo termo grego, esphagménon, "havendo sido morto", é empregado em relação a Cristo em Apocalipse 5:6 e 13:8, e em relação à besta em 13:3.]
A besta recebe uma ferida de morte

(07) Jesus foi morto, mas ressuscitou
A besta foi ferida, mas foi curada

(08) Jesus possui maior poder depois de ressuscitado
A besta ostenta maior poder depois que a ferida mortal está curada

(09) Antes de ser morto, Jesus exerceu maior ação num determinado lugar da Terra, a Palestina
Antes de ser ferida de morte, a besta exerceu mais o seu poder numa determinada região da Terra, a Europa Ocidental

(10) Depois da ressurreição, o senhorio de Jesus se estendeu, por obra e graça do Espírito Santo, por toda a Terra
Depois da cura de ferida mortal, a supremacia da besta se estenderá, pela atuação do falso profeta, por toda a Terra

(11) Uma mulher pura está relacionada com Jesus
Uma mulher imunda está relacionada com a besta

(12) Há um vinho de Jesus, que é o Evangelho
Há um vinho da besta, que são as falsas doutrinas

(13) A palavra adorar, com respeito a Deus, aparece 12 vezes no Apocalipse
A palavra adorar, em relação a Satanás, aparece 12 vezes no Apocalipse

(14) Título de Jesus com letras maiúsculas em Apocalipse 19:16 (no original grego)
Título da besta com letras maiúsculas em Apocalipse 17:5 (no original grego)

(15) Trono de Cristo Apoc. 3:21
Trono da besta Apoc. 16:10

(16) Selo de Deus contendo Seu nome
Marca da besta contendo o seu nome

(17) Cai fogo do Céu à Terra Apoc. 20:9
Cai ogo do Céu à Terra Apoc. 13:13

(18) Sepultura de Jesus foi selada
Abismo (prisão de Satanás) é selado Apoc. 20:3

(19) Apóstolos do Cordeiro Apoc. 21:14
Falsos apóstolos Apoc. 2:2

(20) Igreja de Cristo Apoc. 2 e 3
Sinagoga de Satanás Apoc. 2:9 e 3:9

(21) Quem é semelhante ao Senhor? Sal. 113:5
Quem é semelhante à besta? Apoc. 13:4

Os itens 6 e 7 mencionam a ferida mortal aplicada à besta e à sua "ressurreição". Poderia ser alegado que esse evento não significou a morte da besta, mas apenas um ferimento, e que, portanto, o paralelo com a morte de Jesus não é correto. E isso implica que o paralelo com a ressurreição de Jesus também é impróprio, já que a besta não morreu propriamente. Quanto a isto, faço duas observações:

(1) Como visto, a palavra grega aplicada à morte de Jesus é também empregada em referência à ferida mortal; inegavelmente, o sentido é de um ferimento que produz morte (daí a expressão "ferida mortal");

(2) Os franceses intentaram acabar de vez com o poder papal em 1798. George Trevor o consigna desta forma: "O papado fora extinto: nem mesmo os vestígios de sua existência permaneceram; e dentre todos os potentados da Igreja Católica Romana, nem um único dedo foi movimentado em sua defesa. A Cidade Eterna já não possuía príncipe ou pontífice; seu bispo era um cativo que morria em terras estrangeiras; e o decreto anunciou também que nenhum sucessor seria providenciado para ocupar o seu lugar." (Rome: From the Fall of the Western Empire [London: The Religious Tract Society, 1868], pág. 440. Citado em C. M. Maxwell, Uma Nova Era Segundo as Profecias do Apocalipse [Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1998], pág. 337).

Assim, se a ferida mortal significou a morte da besta, sua "ressurreição" também é um fato legítimo. E aqui se adiciona um paralelo a mais com Jesus. O Salvador morreu e ressuscitou ao terceiro dia (cálculo inclusivo). Isso mesmo aconteceu em relação à besta, se evocarmos o princípio dia-ano neste pormenor. Em 1798 ocorreu a "morte" da besta, a 20 de fevereiro; três anos depois (cálculo inclusivo) o papado "ressuscitava", mediante a indicação de Pio VII como novo papa, pelo conclave de Veneza, em 14 de março de 1800.

Mas essa "ressurreição" deve ser encarada como o passo inicial no processo da cura da ferida mortal, que até hoje ainda não se consumou (a bem da verdade, é necessário que se diga que ela está bem adiantada na fase terminal de restauração). Com isso, reitero uma vez mais o meu repúdio à idéia de que a cura da ferida mortal se iniciou em 11 de fevereiro de 1929, quando o Cardeal Gasparri e Benito Mussolini assinaram o tratado de Latrão estabelecendo o Estado do Vaticano e assegurando à Santa Sé independência absoluta e soberania de caráter civil e político. Não é verdade que o processo de cura se iniciou aí, pois Ellen G. White via esse processo em andamento já em seus dias. O livro O Grande Conflito, escrito 41 anos antes de 1929, é claro a esse respeito. Isso também põe em xeque a teoria do 6º rei, que tem sido lamentavelmente alardeada como verdade em nossas igrejas.

Terça-feira, 28 de maio As blasfêmias da besta

Apocalipse 13:5 afirma que a supremacia da besta perduraria por 42 meses que, multiplicados por 30, totalizam 1260 dias (na realidade 1260 anos), o mesmo período de 12:6. Isto confirma que a primeira parte de Apocalipse 13 desdobra o combate do dragão à mulher. Este período corresponde igualmente aos 3½ tempos de 12:14 e de Daniel 7:25. Ele se estende de 538 d.C., quando caiu o terceiro dos três chifres de Daniel 7:8 e 20, até 1798, quando o Papa Pio VI foi preso pelo general Berthier, a mando de Napoleão Bonaparte. Aí a besta recebeu sua ferida mortal.

Esse mesmo texto fala da boca da besta proferindo blasfêmias. Sobre este ponto, veja o comentário da lição de 9 e 10 de abril, item "falaria contra o Altíssimo". Além de blasfêmias, a boca proferiria arrogâncias. A esse respeito, as pretensões papais são definitivas. Por exemplo, o papa Leão XIII escreveu em 20 de junho de 1894: "Nós ocupamos na Terra o lugar do Deus Onipotente." ("The Reunion of Christendom", em The Great Encyclical Letters of Pope Leo XIII [Nova Iorque: Benziger, 1903], pág. 304).

O Concílio do Vaticano, realizado em 1869 e 1870, estabeleceu o dogma da infalibilidade papal, de acordo com o qual o papa, quando fala ex-cathedra, isto é, em função de seu ofício apostólico, seja para explicar uma doutrina ou um item de fé e moral a serem mantidos pela Igreja, seja concernente à disciplina e ao governo da Igreja, sua palavra é lei e deve ser acatada sem questionamento, permanecendo inalterável por si mesma, e não pelo consenso da Igreja.

Blasfêmia e arrogância também se unem em certas práticas católicas como a da outorga clerical do indulto, ou perdão, considerado de direito canônico, e a da invocação da bênção sobre a hóstia, segundo o estabelecido pelo dogma da transubstanciação. Quanto à primeira, é crido que "o sacerdote ocupa o lugar do próprio Salvador, quando, ao dizer Ego te Absolvo (eu te absolvo), ele absolve do pecado. Esse grande poder que Jesus recebeu..., Ele o comunicou a Seus sacerdotes. ... Perdoar um só pecado requer toda a onipotência de Deus. ... Mas o que só Deus pode fazer por Sua onipotência, o sacerdote também pode fazer dizendo: Ego te absolvo a peccatis tuis (eu te absolvo dos teus pecados). São Clemente, portanto, tinha razão para dizer que o sacerdote é, por assim dizer, um Deus na Terra." (Eugene Grimm, ed., Dignity and Duties of the Priest [Brooklyn: Redemptorist Fathers, 1927], págs. 34-36).

Já o dogma da transubstanciação coloca o sacerdote em plano superior ao do próprio Deus. "Mas a nossa admiração devia ser muito maior quando verificamos que, em obediência às palavras de Seus sacerdotes Hoc est Corpus Meum (este é o Meu corpo) Deus mesmo desce sobre o altar e vem onde quer e tantas vezes que eles O invocam e Se coloca em suas mãos, mesmo que sejam Seus inimigos. E, depois de ter vindo, Ele permanece inteiramente à disposição deles; [pois] o movem de um lugar para o outro, como lhes apraz.

"Assim, o sacerdote pode, de certo modo, ser chamado o criador de seu Criador..." (Ibidem, págs. 26, 27 e 32).

A lição tece um comentário satisfatório sobre blasfemar contra Deus (e creio que o que acaba de ser referido também exemplifica esse ponto), blasfemar contra o tabernáculo de Deus (sobre o que também recomendo uma revisão no comentário da lição de 24 de abril), e blasfemar contra os que habitam no Céu. Quanto a este último ponto, pergunta-se: quem habita no Céu? O Pai, o Filho e o Espírito Santo, responderíamos, mais os anjos. As declarações blasfemas do romanismo já expostas aqui são exemplos eloqüentes de como este detalhe profético é cumprido concernente ao Pai e ao Filho. Estas afirmações adicionais envolvem o Espírito Santo e os anjos:

(1) O concílio de Trento, promovido pela contra-reforma e realizado entre 1545 e 1563, estabeleceu, entre outras decisões, "que mesmo os sacerdotes envolvidos em pecado mortal exercem como ministros de Cristo a função de perdoar pecados, em virtude do Espírito Santo concedido na ordenação, e que a opinião de que esse poder não existe nos maus sacerdotes, é errônea." (Henry Denzinger, The Sources of Catholic Dogma, pág. 457). Em outras palavras, o Espírito Santo é feito aqui conivente com o pecado.

(2) Kinzelmann, cura de Allgu, em uma de suas pregações em Gestratz, afirmou entre outros despropósitos: "Muito abaixo do padre estão os anjos e arcanjos; porque ele pode em nome de Deus perdoar os pecados, ao passo que os anjos nunca o puderam." (Gazeta da Alemanha do Norte, 1872, nº 21. Citado em Rui Barbosa, O Papa e o Concílio, 3ª edição [Rio: Elos, s/d], I volume, pág.113).

Acrescentaria que outra forma de "blasfemar contra os que habitam no Céu" é a crença católica, seguida do respectivo ensino e prática, num sem-número de mediadores e mediadoras colocados na glória para estarem às ordens de pecadores suplicantes, com o respectivo culto aos santos que promove um movimentado jogo de comércio com um substancioso lucro inclusive para os cofres da Igreja. As periódicas festas à padroeira em Aparecida do Norte, interior do Estado de São Paulo, são um exemplo disso.

Quarta e quinta, 29 e 30 de maio O livro e a besta, e palavra de exortação

Apocalipse 13:8 afirma taxativamente que os que adoram a besta não têm seu nome escrito no livro da vida. Esta é outra maneira de dizer que eles estão totalmente perdidos. "Se alguém não foi achado inscrito no livro da vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo" (20:15). O lago de fogo equivale à segunda morte, ou morte eterna (v. 14). Com efeito, quatro textos deste livro são bem explícitos quanto às funestas conseqüências de se dar apoio aos ditames da besta e de adorá-la. Quem a adora...

(1) beberá do vinho sem mistura da ira de Deus 14:9 e 10

(2) é atacado com úlcera maligna, a primeira das sete últimas pragas e, sem dúvida, sofrerá o dano das demais 16:2 e 11

(3) não tem descanso algum, nem de dia nem de noite 14:11

(4) será atormentado com fogo e enxofre 14:10

Por outro lado, os vencedores da besta e das coisas ligadas a ela...

(1) estarão no mar de vidro entoando o cântico de Moisés e do Cordeiro 15:2 e 3

(2) estarão no Céu durante o milênio participando na obra de julgamento 20:4

É verdade que eles sofrerão antes a represália do dragão, não podendo nem comprar nem vender e por fim enfrentando um decreto de morte (13:15-17). Mas Deus será poderoso para preservá-los e torná-los triunfantes.

O texto principal de hoje afirma também que "adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra". É evidente que esse "todos" tem sentido relativo, pois a verdadeira Igreja, embora não seja deste mundo (João 17:16), está neste mundo (v. 11), e ela não adorará a besta. E sabemos que será exatamente isso que suscitará a ira do dragão contra o remanescente.

De qualquer maneira, o texto está afirmando que vai chegar o tempo em que a supremacia da besta será reconhecida nos quatro cantos da Terra. Ela será mundialmente adorada. Isso caracterizará a ferida mortal que ela recebeu como plenamente curada e ocorrerá com o concurso do falso profeta, a besta que emergiu da terra, ligado principalmente ao erguimento da "imagem da besta" (Apoc. 13:3, 7, 12 e 14-16).

Quando isso acontecer, o "tempo de angústia, qual nunca houve" (Dan. 12:1), terá chegado. A promessa, entretanto, é que todo aquele que tiver seu nome escrito no livro da vida, será livrado dessa angústia. Estamos quase lá. Temos que nos preparar para esse terrível tempo, pois a crise final sobrevirá para que os caracteres sejam revelados. Note que, conforme Apocalipse 13:10, é no contexto do "sucesso" mundial da besta, o que significará o momento crucial da igreja verdadeira, que o mensageiro celestial declara: "Aqui está a perseverança e a fidelidade dos santos."

Perseverança é o segredo. A lição nos lembra que esta palavra, em seu equivalente grego, significa "permanecer sob", o que inclui cumprimento fiel de um compromisso, apesar das pressões em contrário; inclui também vigilância ou permanência expectante. É não apenas permanecer sob, mas continuar permanecendo sob por tanto tempo quanto for requerido. Isso envolve fidelidade virtude desenvolvida apenas com a atuação do Espírito Santo na vida, pois ela é fruto dessa atuação (Gál. 5:22). Quão decisivo, pois, é que vivamos uma vida plena do Espírito!

A fidelidade terá como resultado que nosso nome permanecerá no livro da vida (Apoc. 3:5), o que significa salvação definitiva (Mat. 24:13). A falta de perseverança levará nosso nome a ser riscado desse livro (Êxo. 32:33), e isso não pode acontecer com nenhum de nós.

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Informativo das Missões:

Sábado, 1º de junho de 2002

Um ato de bondade


Satomi e Tadao Sezaki

Trabalham em uma casa de saúde em Tóquio, Japão.

Um pequeno ato de generosidade de uma criança levou uma família a Cristo.

Sezaki apressou-se em direção à estação de trem, onde ia pegar o trem para o trabalho. Ele tremeu, e puxou o casaco ao redor do corpo para se proteger do vento frio. Ali perto, crianças da escola faziam fila esperando o ônibus escolar. Ele normalmente não via as crianças, porque estava no trabalho a essa hora, mas estava atrasado nesse dia. Ele os observou um momento, tentando imaginar seu filho caçula, Shoto, entre eles.

Procurando uma Escola. Logo Shoto teria idade para ir para a escola, e Sezaki queria matricular o filho na melhor escola que pudesse pagar. Ele já havia visitado várias escolas particulares, procurando uma que tivesse elevados padrões de conhecimento e bom ensino moral. Algumas dessas escolas eram bem conhecidas, mas de alguma maneira o Sr. e a Sra. Sezaki não estavam satisfeitos com elas. Continuaram procurando.

De onde estava, o Sr. Sezaki podia ver as crianças da escola. Então, ele notou duas crianças, um menino e uma menina juntos. O menino tinha luvas quentes, mas a menina não tinha luvas. Ela esfregava as mãos para mantê-las aquecidas.

Então, o menino fez uma coisa que o deixou admirado. Ele tirou as luvas quentes e as ofereceu para a menina. "Uau!" O Sr. Sezaki pensou. "Aquele menino é muito cortês! Gostaria que meu filho aprendesse maneiras assim! Qual será a escola onde essas crianças estudam? O que faz essas crianças serem tão amáveis, tão felizes?" o Sr. Sezaki perguntou-se.

Enquanto ele procurava descobrir onde era a escola dessas crianças, um ônibus escolar diminuiu a velocidade, parou na frente das crianças e elas subiram. No lado de fora do ônibus estava o nome da Escola Elementar Yokohama Saniku. Ele anotou rapidamente o nome da escola em um pedaço de papel, decidido a examinar aquela escola para seu filho.

A escola incomum. Naquela noite, quando voltou para casa depois do trabalho, o Sr. Sezaki pegou a lista telefônica e procurou o endereço de escola. Não era longe da casa dele, e ele decidiu fazer uma visita. Mas, no dia seguinte, quando chegou em frente à escola, ele ficou desapontado. O edifício era velho e pequeno, não era o que ele esperava. "Como essa escola pode produzir as crianças tão boas que eu vi no ponto de ônibus?" Ele se perguntou. Talvez eu haja copiado o nome errado, ele concluiu.

Todas as outras escolas particulares que ele havia visitado eram localizadas em edifícios modernos, com os equipamentos e recursos mais recentes. Mas a escola de Saniku era, digamos, feia. Mas ele já estava lá, e decidiu fazer algumas perguntas. Talvez ele pudesse achar o que tornava as crianças da escola tão diferentes das outras.

Ele conversou com uma das professoras, perguntou sobre o currículo e programas da escola para preparar os alunos para os importantes exames vestibulares para o próximo nível de estudos.

O vestibular não é a maior prioridade desta escola a professora respondeu. A prioridade que tentamos ensinar aqui é que os pais amem seus filhos.

A resposta surpreendeu o Sr. Sezaki e o deixou perplexo. "Estranho", ele pensou. "Todas as outras escolas no Japão querem que seus alunos tenham boa classificação no vestibular para o próximo nível de ensino. O que é mais importante do que isso?" Quando a visita terminou, ele decidiu levar a esposa para visitar a escola. Ele já estava certo de que era ali que Shoto devia estudar, não importava a aparência do edifício!

Aluno feliz. Shoto matriculou-se na Escola Adventista e parecia feliz lá. Ele muitas vezes contava o que aprendia nas aulas, especialmente nas aulas de Bíblia, que eram completamente novas para ele.

As escolas no Japão têm aulas aos sábados, e a escola adventista também se reúne no sábado, mas, em vez de matemática e ciências, a manhã é dedicada para adorar e estudar a Bíblia na Escola Sabatina. Depois da Escola Sabatina, as professoras convidam as crianças para assistirem aos cultos, embora não seja obrigatório.

Finalmente, o pai de Shoto começou a freqüentar a igreja com a família. Ele ficou interessado em estudar a Bíblia, e logo decidiu se tornar cristão. Mas como ele poderia vencer o cigarro e o álcool? Um dia, ele começou a ter dificuldades para respirar. Ele visitou o médico, que lhe disse que tinha asma, e que precisava parar de fumar, se quisesse viver. Então, Sezaki deixou de fumar e de beber. Ele pediu estudos bíblicos e se preparou para o batismo. A família foi batizada pouco antes de Shoto terminar os estudos na escola. Depois de ser batizado, a asma e os problemas do fígado desapareceram de Sezaki.

A família de Sezaki louva a Deus por levá-los a uma boa escola cristã para seus filhos, e eles agradecem a Deus o ato amável de um menino em um dia frio, que os levou para a Escola Adventista e para Cristo.


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Tabela:Pôr do Sol


Manaus Belém Porto Velho Fortaleza Recife Salvador Rio de Janeiro
17h52 18h09 17h59 17h25 17h04 17h10 17h12

Cuiabá Campo Grande São Paulo Belo Horizonte Curitiba Brasília Porto Alegre
17h16 17h02 17h24 17h20 17h31 17h43 17h29

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